Friday, 8 May 2026

Quintas de Quinquilharia: Os Pokémon Tazos - Um Todo Menor Do Que A Soma Das Partes

 

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Uma das primeiras Quintas de Quinquilharia deste 'blog' lidou com os Matutazos, talvez a maior febre de recreio entre a geração 'millennial' lusitana, sobretudo a metade mais velha, que tinha cerca de dez anos quando o referido jogo tomou de assalto os pátios de escolas de Norte a Sul do País. Tendo em conta este sucesso meteórico e avassalador, não é de estranhar que, meia década depois, a Matutano tenha procurado repetir a 'proeza', e dar à segunda 'vaga' de 'millennials' a sua própria versão da 'Tazomania'; e, conhecendo o 'modus operandi' da marca nacional de batatas fritas, também é tudo menos surpreendente que a mesma se tenha voltado a alicerçar numa propriedade 'da moda', e que, por si só, quase garantia o sucesso. Estava dado o mote para, há exactos vinte e cinco anos, surgirem nas batatas os 'dignos sucessores' dos Matutazos originais – os Pokétazos.

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Sim, depois de 'Barbie', 'Taz-Mania' e 'Tiny Toons' (além de colecções 'menos oficiais' alusivas aos Power Rangers ou ao filme 'O Rei Leão') cabia aos Pokémon da geração original, bem como aos seus treinadores, a tarefa de 'dar a cara' pelas novas séries de Matutazos, das quais sairiam nada menos que sete (!) entre 2001 e 2002, a começar nos dez Pokémon Master Tazos e a culminar nos doze 'Pokémon Tazos League' – embora, na verdade, a única diferença estivesse no grafismo, sendo que as mecânicas de jogo se mantinham inalteradas relativamente não só a cada uma das colecções anteriores, como à série original de 1995.

Infelizmente, apesar do historial de sucesso, e da licença apelativa, os Pokétazos nunca lograram sequer chegar perto dos níveis de sucesso da colecção original – talvez pela relativa falta de originalidade, ou talvez por os 'millennials' da 'segunda vaga' estarem mais entretidos com o jogo de cartas de Pikachu e companhia, ou com os novíssimos jogos de segunda geração, acabados de sair para o Game Boy Color. Tal não dissuadiria, no entanto, a Matutano, que, ao longo dos vinte anos seguintes (até deixar, definitivamente, de haver brindes nas batatas fritas) tentaria, esporadicamente, 'reanimar' o conceito, sempre com sucesso irrisório, provando o velho adágio da Kellogg's de que 'o original é sempre o melhor': ainda assim, a primeira dessas tentativas não deixou de ter mérito, e afirmou-se como uma das últimas 'grandes' promoções de uma era de 'marketing' alimentar de foco infanto-juvenil que, sem que ninguém ainda o soubesse, caminhava a passos largos para o fim.


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