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Wednesday, 29 July 2026

Quartas aos Quadradinhos: Trinta Anos da Divulgação do Trabalho de Um Precursor

 A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.

A vastidão de banda desenhada de qualidade presente no mercado português de finais do século XX e inícios do seguinte poderia levar qualquer jovem da altura a esquecer que, como qualquer movimento artístico, o florescimento dos 'quadradinhos' em Portugal teve, forçosamente, de ter um ponto de partida. Felizmente, em meados da década, várias editoras fizeram sua a missão de celebrar e divulgar estes pioneiros para uma nova geração, através de álbuns como 'O Mosquito – 60 Anos' (de que falámos na última Quarta aos Quadradinhos) e o tomo de que falamos esta semana, que resgata o trabalho do 'pai' da BD nacional, Rafael Bordalo Pinheiro.


Bem conhecido pelo seu trabalho como caricaturista, e como criador do Zé Povinho (o estereótipo do português de classe trabalhadora da época), Bordalo deixou também, no entanto, a sua marca na sociedade portuguesa de finais do século XIX como criador de banda desenhada, publicada em formato de 'tiras' no jornal 'O Comércio do Porto Illustrado' ao longo de mais de uma década, entre 1892 e 1904. Eram essas bandas desenhadas que o álbum publicado em 1996 pela editora Aventura Gráfica, e simplesmente intitulado 'Bandas Desenhadas de Rafael Bordalo Pinheiro', reunía e apresentava, um século depois, às novas gerações.

Embora o trabalho de recolha e divulgação fosse louvável, no entanto, o estilo de banda desenhada praticado na época de Bordalo era (e é) demasiado diferente para poder ser apreciado fora de contexto, podendo parecer estranhamente 'chato' para leitores modernos (ainda que a qualidade artística seja inegável). Talvez por isso não se tenha ouvido falar mais extensamente desta obra da Aventura Gráfica, quer à época da sua publicação, quer nas três décadas subsequentes. Ainda assim, e conforme acima mencionámos, trata-se de um esforço mais que louvável, e que bem merece esta nota por alturas do trigésimo aniversário da sua publicação.

Wednesday, 17 June 2026

Quartas Aos Quadradinhos: Trinta Anos de Um 'Fenómeno' Artístico no Entroncamento

 A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.

Apesar de, a nível nacional, ter pouca expressividade, a banda desenhada portuguesa gozava de diversos 'núcleos', em diferentes zonas do País, onde a criatividade fluía, e a concentração de artistas e argumentistas de BD emergentes era acima da média e fora do comum para a realidade nacional. Um desses núcleos, centrado numa localidade algo insólita, lograva mesmo, há exactos trinta anos, lançar uma compilação dos maiores talentos da sua área.

Publicado e divulgado pelo Notícias do Entroncamento - principal jornal da vila ribatejana com o mesmo nome – e com o inspirado e 'bem apanhado' nome de 'Entroncamentos de BD', o álbum em causa, publicado em finais de Junho de 1996, agregava as contribuições dos seus diferentes colaboradores em torno de um tema central – os famosos 'fenónmenos do Entroncamento', o conjunto de lendas urbanas relativas a frutas, legumes e animais de dimensões, coloração ou comportamento insólitos que, desde os anos 50, dominam o folclore da região. A edição lograva, assim, manter próximas de 'casa' as raízes de um projecto cuja ambição derradeira era divulgar o 'viveiro' de talentos 'bedéfilos' que então despontava na região.

E ainda que o álbum em causa nunca lograsse o nível de visibilidade desejado – ficando-se pelo âmbito local, e encontrando-se hoje algo 'Esquecido Pela Net' – há, ainda assim, que louvar a ambição e determinação dos organizadores do projecto, M. A. L. S. (editor de banda desenhada do Notícias) e Geraldo Lino, que bem merecem que o seu esforço seja recordado e relembrado, exactos trinta anos após a edição daquele que é, ainda hoje, o principal tomo agregador da produção de banda desenhada na região.

Wednesday, 29 April 2026

Quartas aos Quadradinhos: A Edição Portuguesa De Um 'Flop' Universal

A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.

Apesar de relativamente próxima de dois grandes mercados exportadores de banda desenhada – o franco-belga e o espanhol – a Itália é mais conhecida entre os bedéfilos como o 'berço' da maioria das histórias da 'era moderna' das revistas Disney, sendo poucos os produtos verdadeiramente endémicos e locais a lograr extravasar os confins da 'bota do Atlântico'; Milo Manara é uma excepção óbvia, tal como o herói de 'western spaghetti' desenhados, Tex, mas após este início prometedor, a influência da Itália no mercado dos 'quadradinhos' esvai-se consideravelmente. Ainda assim, não é decerto à falta de tentativas que se deve este paradigma, já que o país em causa procura, periodicamente, lançar mais uma das suas séries 'clássicas' no mercado internacional, com resultados, invariavelmente, intermitentes; é de uma dessas tentativas que falamos neste 'post'. 

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As capas dos únicos álbuns planeados para edição em Portugal, dos quais o quinto nunca chegou a ver a luz do dia.

Criada ainda em finais dos anos 60 e imediatamente popular no seu país de origem, foi com naturalidade que a série 'Alan Ford', da autoria de Luciano Secchi e Rodrigo Raviola (que, como é apanágio dos artistas italianos, adoptavam pseudónimos 'anglicizados', respectivamente Max Bunker e Magnus) rapidamente se expandiu a alguns dos mercados adjacentes, incluindo o português; no entanto, a lentidão do processo de exportação que caracterizava o período em causa faria com que as aventuras do titular espião demorassem quase um quarto de século (!) a chegar a Portugal, onde apenas viriam a ser editadas em inícios de 1993, pela modesta Editorial Palmeira. E a verdade é que – talvez por causa desta demora, ou talvez por qualquer outro motivo – a série viria a falhar no mercado luso como falhara em todos os restantes, com excepção do jugoslavo, onde atingiu um nível de popularidade igual ou maior do que aquele de que gozava em Itália.

As margens do Mediterrâneo e do Atlântico eram, no entanto, bastante mais inclementes para 'Alan Ford' que as do Mar Báltico, sendo que a tentativa portuguesa de publicar a série se ficou pelos quatro volumes, com um quinto a não passar da fase de planeamento. Assim, os (poucos) leitores portugueses que tomariam contacto com a série apenas poderiam desfrutar das aventuras 'O Naufrágio do Daisy Lou', 'Terrorismo', 'O Menino Prodígio' e 'O Código Graffitt', uma minúscula amostra de uma banda desenhada que ainda hoje continua a ser editada em Itália, mais de sessenta e cinco anos após a sua criação - como termo de referência, seria como se em Portugal apenas tivessem sido editados os primeiros quatro álbuns de Astérix!

Os motivos para este total falhanço de Alan Ford em mercados estrangeiros (também durou pouco por terras francesas, brasileiras, dinamarquesas e sérvias, por exemplo) não são totalmente claros, já que a premissa da série é relativamente universal, e normalmente apreciada (uma sátira ao género da espionagem, semelhante ao que Mike Myers fez em 'Austin Powers', embora menos abertamente paródica); seja qual for a razão, no entanto, a verdade é que também em Portugal esta colecção não logrou singrar, sendo o único vestígio da sua existência uma ficha no essencial 'site' Bazar0. Jóia a descobrir ou mediocridade digna de esquecimento? Cabe a cada leitor decidir...

Monday, 20 April 2026

Segundas de Sucessos: Vinte Anos de Uma Estreia 'Fadada' Ao Sucesso

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.


O fado (esse estilo de música tão parecido com tantos outros 'lamentos' musicais ao redor do Mundo, mas ainda assim diferente de todos eles) tem sido, ao longo dos últimos séculos, um dos principais elementos da identidade nacional, a ponto de ser um dos identificadores imediatos da 'Portugalidade' junto dos turistas. E se Amália Rodrigues continua a ser a maior referência do estilo (sobretudo junto dos sobreditos turistas) as últimas décadas têm visto outros nomes almejar um lugar na lista de 'grandes' do fado, ao lado da eterna diva e de 'companheiros' como Carlos do Carmo, tendo mesmo alguns deles conseguido cruzar a 'fronteira' radiofónica, através do uso de elementos de fado em contextos mais comerciais, bastando neste caso recordar artistas como Madredeus, Dulce Pontes, ou a cantora que serve de tema a este 'post', Mariza.


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Capa do álbum de estreia da cantora.


Com a sua ascendência luso-africana (a mãe é moçambicana, e a própria artista é natural de Lourenço Marques) e mistura de fado com estilos mais modernos, Mariza posicionava-se, desde logo, como uma espécie de 'Sara Tavares do fado' – e, como esta, viria a gozar de uma longa e decorada carreira, ainda hoje vigente, e que tinha o seu início 'oficial' há exactos vinte anos (a 21 de Abril de 2001) com o lançamento de 'Fado Em Mim', o primeiro registo de originais da cantora. Surgido quase dois anos após a revelação de Mariza ao mundo musical português, ao cantar num tributo póstumo a Amália Rodrigues transmitido em directo, o disco (inicialmente rejeitado por várias editoras dado tratar-se de uma artista inexperiente e desconhecida) viria a pulverizar quase de imediato quaisquer recordes vigentes de vendas para discos de fado, movendo mais de cem mil cópias na sua primeira semana, e eventualmente chegando às cento e quarenta mil após o seu lançamento internacional. Com a sua mistura de fado e outras sonoridades que a haviam influenciado – como a soul ou o jazz – Mariza mudava assim indelevelmente o panorama 'fadístico' nacional, revitalizando o estilo e abrindo caminho a sucessoras como Carminho.



Tal era o sucesso do disco, de facto, que o mesmo seria relançado logo no ano seguinte, numa edição especial acrescida de um disco gravado ao vivo (e que causa alguma confusão nos meios cibernéticos quanto ao ano de lançamento do disco), voltando a almejar grande sucesso tanto junto do público nacional como internacional. Seria, pois, sem surpresas que a carreira de Mariza continuaria 'de vento em popa' ao longo das duas décadas seguintes, tendo-se a artista conseguido afirmar e posicionar como uma das 'porta-vozes' não só do fado como da 'Portugalidade' em geral (foi, aliás, dela um dos temas oficiais de apoio à Selecção Portuguesa aquando de uma competição internacional), posição que retém até hoje, quase exactas duas décadas após uma das estreias mais retumbantes da História da música portuguesa.

Wednesday, 4 June 2025

Quartas aos Quadradinhos: A Re-Edição Noventista dos Álbuns de 'Petzi'

A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.


No que toca à cultura, Portugal é, tradicionalmente, um país mais importador do que produtor. Apesar de o talento português nas artes escritas e visuais nada deixar a desejar ao de outros países, a falta de recursos e meios condena, muitas vezes, os criadores lusitanos a uma carreira discreta, 'à sombra' de criações estrangeiras. A banda desenhada não é, de todo, excepção a essa regra, não querendo isso dizer, no entanto, que o nosso País não importe produtos culturais de qualidade, bastando lembrar o influxo de revistas aos quadradinhos brasileiras e norte-americanas ou de álbuns franco-belgas que se continua, em maior ou menor grau, a fazer sentir até hoje. E ainda que a Dinamarca esteja neste campo, como noutros, a um nível muito semelhante ao Português, a verdade é que essa nação escandinava logrou 'enviar' para Portugal, em finais do século XX, pelo menos um exemplo do melhor que tinha para oferecer em termos de 'quadradinhos', o qual chegou a 'marcar época' e a ter algum impacto e expressão entre as gerações 'X' e 'millennial' portuguesas, ainda que longe dos níveis atingidos pelos 'gibis' da Disney ou Turma da Mônica ou por clássicos como Tintim ou Astérix.


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Capa do primeiro volume da segunda colecção.


Falamos de 'Petzi', série criada pelo casal Hansen (Carla, responsável pelos argumentos e Vilhelm, que se encarregava dos desenhos) e cujo sucesso em Portugal fomentou a edição das aventuras do ursinho marinheiro (originalmente chamado Rasmus Klump) não apenas uma, mas duas vezes, a primeira ao longo de quase uma década (de 1978 a 1987), com os livros a saírem paulatinamente, um de cada vez, e a segunda de forma mais 'condensada', ao longo do ano de 1992. É a esta última que dedicaremos as próximas linhas.


Composta por vinte das trinta e seis aventuras de Petzi e seus amigos – outras criaturas marinhas semi-antropomórficas, além de um papagaio que lhes serve de mascote – esta segunda re-edição da Difusão Verbo tinha como diferencial, desde logo, o formato. Isto porque as histórias de Carla e Vilhelm Hansen surgiam, agora, em álbuns A4, por oposição ao A5 da série original dos anos 80, e com capas de fundo predominantemente branco, em substituição dos tons de azul das primeiras edições. Os conteúdos, esses, mantinham-se inalterados, ou não fosse a mesma editora responsável pelas duas colecções.


E já que falamos dos conteúdos, há que abordar, desde logo, o 'elefante na sala' – nomeadamente, o facto de 'Petzi' recorrer exclusivamente a legendas como complemento aos seus painéis desenhados, não existindo nos álbuns do casal Hansen qualquer balão de fala, o que faz com que as aventuras dos animais marinheiros acabem por ocupar um espaço tecnicamente híbrido, embora sejam ainda claramente reconhecíveis como obras de banda desenhada. Qualquer que seja o formato em que se pretenda inseri-las, no entanto, é inegável a qualidade e atractividade das criações dos dois artistas dinamarqueses, perfeitas para a faixa etária a que apontam (crianças já com alguma literacia, mas ainda em idade de instrução primária) e que provam ser possível criar personagens e enredos apelativos sem recorrer às habituais 'muletas' da violência ou dos super-poderes. A tripulação do barco 'Mary' (construído pela mesma no primeiro volume da série) é constituída, de uma ponta a outra, por personalidades vincadas e memoráveis, e o cenário marítimo presta-se a aventuras excitantes, sem que seja necessário enveredar por caminhos de acção pura e dura.


Não admira, pois, que 'Petzi' tenha feito, na sua época, sucesso entre as crianças um pouco por todo o Mundo, com Portugal e a vizinha Espanha a não serem, de todo, excepção. E ainda que, nas décadas subsequentes, a presença do urso de gorro azul e calças às bolinhas se tenha esbatido fora da sua Dinamarca natal, a marca cultural que deixou nas gerações de crianças portuguesas dos anos 80 e 90 foi, ainda assim, suficiente para mais do que justificar esta pequena homenagem, sob pretexto de recordar a re-edição noventista das suas aventuras.

Tuesday, 22 August 2023

Segundas de Sucessos: A Série 'Caribe Mix' - A 'Bombar' os Verões Ibéricos Desde 1995

NOTA: Este post é respeitante a Segunda-feira, 21 de Agosto de 2023.


Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.


Eram parte obrigatória de qualquer Verão da segunda metade dos anos 90; assim chegava o calor, lá surgiam nos escaparates tanto de lojas de discos como de tabacarias, papelarias e estações de serviço de Norte a Sul do País, entre os últimos de Marco Paulo, Ana e José Malhoa, Excesso ou Santamaria, além das compilações Electricidade. Destacando-se de entre esta 'maralha' pelas capas coloridas a evocar o calor dos trópicos em que as músicas que continham abertamente se inspiravam, acabavam invariavelmente por fornecer a banda sonora para muitas festas de Verão, quer nas discotecas e bares da moda, quer simplesmente em quintais, casas de praia ou caravanas particulares.


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Capa do primeiro volume da série.


Falamos das compilações 'Caribe Mix', presença familiar e expectável do Verão musical português desde 1996 - a tal ponto que, mau-grado a sua natureza de compilação (hoje facilmente substituível por uma qualquer 'playlist' de Spotify ou Apple Music) foram dos poucos títulos do seu tipo a sobreviver à passagem da música em geral para meios digitais, continuando um novo título a ser lançado anualmente, em formato físico, até aos dias que correm, estando 'Caribe Mix 2023' já disponível em lojas como a FNAC. Um autêntico testamento ao sucesso, popularidade e, sobretudo, eficácia de uma fórmula que se mantém largamente inalterada (mudando apenas, obviamente, os artistas) há vinte e sete anos!


Oriundos da vizinha Espanha (o que explica a sua omnipresença e sucesso em Portugal) estes discos tendem, a cada ano, a produzir um ou dois verdadeiros 'hits' - os quais, naqueles distantes anos da era pré-MP3, era, normalmente, suficiente para justificar a compra. O primeiro volume, por exemplo, trazia 'Ritmo de La Noche', de Mystic - hino de dança latino ainda hoje tocado em festas e eventos semelhantes - enquanto 'Caribe Mix 2' trazia 'Samba de Janeiro', de Carrillio, e o 'hino pimba' 'É o Tchan', do grupo com o mesmo nome. Além destes êxitos autênticos (e, por vezes, 'repetentes' entre discos) cada nova edição trazia, também, pelo menos uma 'cover' 'manhosa' de um legítimo 'hit' latino, com algumas a repetirem entre anos, por artistas nominalmente diferentes (caso de 'La Copa de La Vida', que foi 'versionada' tanto pela Bocachica Band como por Los Fernandos - dois nomes cujas únicas outras aparições são em outras compilações da mesma Open Records, levando a crer que se trate de bandas 'da casa', formadas e recrutadas precisamente para esse propósito.


Na era das músicas soltas, é de crer que estes já não sejam factores aliciantes, mas também não será estranho que a referida série continue a 'soltar' uma ou outra música para as 'playlists' estivais de sítios com climas tão 'calientes' quanto as suas capas. Goste-se ou não, no entanto, há que louvar e admirar a longevidade e êxito continuado de uma série que 'agita' ininterruptamente os Verões Ibéricos há mais tempo do que alguns dos leitores mais jovens deste 'blog' têm de vida.

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...