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Saturday, 6 June 2026

Sábados aos Saltos/Domingos Divertidos: Os 'Rituais' da Brincadeira dos Anos 90 e 2000

 NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Domingo, 06 de Junho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Qualquer indivíduo que tenha crescido antes ou no dealbar da era digital – quando a 'norma' era ainda brincar na rua, ou, pelo menos, com brinquedos físicos – se lembrará dos 'rituais' inerentes a qualquer Sábado aos Saltos ou Domingo Divertido passado em companhia; nada melhor, portanto, do que dedicar um 'post' às diferentes etapas preliminares de uma brincadeira com os amigos.

Numa brincadeira por equipas, por exemplo, era dado adquirido que os mais pequenos ficariam na equipa com mais pessoas ou, em caso de divisão par, com os melhores jogadores; já em jogos de 'exclusão', ou em que um indivíduo tinha um papel especial ou diferenciado, eram utilizados métodos de selecção de provada eficácia, como o 'Um-Dó-Li-Tá', o 'aviãozinho militar' ou a 'Pimponeta' (alvo de atenção num recente Reel de TikTok de Filomena Cautela). Os desportos eram, normalmente, disputados na base da 'roda-bota-fora' (em que a equipa perdedora cedia lugar a outra, mas poderia voltar a campo no final desse jogo e enfrentar a vencedora) e os jogadores mais fracos enviados para áreas menos 'relevantes' do campo; o resultado era 'fixado' e actualizado mentalmente (e qualquer discrepância imediatamente contestada) e se, porventura, se aproximasse a hora da refeição, começasse a cair a noite ou houvesse qualquer outro motivo para terminar o jogo, a regra era que quem marcasse a seguir ganhava, independentemente de o resultado estar 0-0 ou 10-0. Já no caso das actividades competitivas individuais (como o jogo da 'macaca') a ordem de participação era, não tanto escolhida, como 'encontrada', quase que por telepatia, ou decidida de forma democrática; tal como no caso dos desportos, os diferentes resultados ou pontos eram, também, mantidos actualizados pelas capacidades mentais de quem estava a jogar.

E depois, claro, havia a 'batota', sempre tentada, e muitas vezes impune – sendo, no entanto, necessário saber como 'contornar' as regras sem que tal se tornasse notório. Jogos tradicionais como o 'macaquinho do chinês' ou as escondidas, por exemplo, convidavam a certos 'truques' para ganhar vantagem sem ser visto, tal como sucedia com os jogos decartas, ou quaisquer outros que não tivessem regras explícitas ou impressas, ou que deixassem margem à improvisação (como o Uno); paradoxalmente, no caso dos desportos, tal era menos necessário, já que qualquer criança conhecia e acatava 'mandamentos' como 'não vale bujas/altas' ou 'acaba aos cinco'.

Quaisquer que fossem os 'rituais', preparativos ou regras, no entanto, o grupo acabava sempre, invariavelmente, por se 'entender', e lograr um Sábado aos Saltos ou Domingo Divertido memorável, e que convidava à repetição no fim-de-semana seguinte – uma sensação que, infelizmente, cada vez mais se vai perdendo na era digital, e, com ela, a maioria dos elementos descritos neste 'post'...

Sunday, 16 June 2024

Domingos Divertidos: O Futebol de Caricas, ou o Triunfo do Improviso

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Numa era em que tudo parece disponível à distância de dois ou três 'cliques' e algumas semanas de espera, pode parecer caricato pensar que, há meras três décadas, muitas crianças e jovens tinham, ainda, de 'improvisar' as suas próprias brincadeiras, com recurso a materiais 'genéricos' e muita imaginação; e se alguns destes casos foram já abordados no nosso 'post' sobre o faz-de-conta, a brincadeira que abordamos hoje é tão ou mais icónica do que as ali elencadas, sobretudo para quem era adepto ou entusiasta de futebol. Numa altura em que tem início mais um Euro, nada melhor, portanto, do que recordar um 'desporto' tão popular que ainda hoje se disputam campeonatos nacionais oficiais do mesmo! Falamos, é claro, do 'futebol de caricas', a alternativa ao algo dispendioso Subutteo criada pela criativa geração 'X' (e fomentada pela existência, à época, de caricas personalizadas com as caras de jogadores de futebol) e prontamente adoptada, também, pela sua sucessora, dado o seu excelente balanço de custo, tempo e diversão.


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Como o próprio nome indica, a premissa deste jogo passa por disputar uma partida de futebol em que os 'jogadores' são caricas de garrafa de sumo ou cerveja, cada uma das quais devidamente 'decorada', no interior, com o nome e número do jogador representado. Uma vez alinhadas as duas 'equipas' – e colocado na baliza o 'guarda-redes' de rolha – as mecânicas são mais ou menos as mesmas do referido Subutteo, consistindo na simulação de uma partida de futebol sem recurso a árbitro e em que as jogadas são criadas por via de 'piparotes' nas caricas que constituem as duas equipas. Ganha, claro, quem marcar mais golos, normalmente com uma bola improvisada ou 'emprestada' de um jogo de Subutteo. Uma brincadeira que, com a sua combinação quase perfeita de desafio, customização, improviso, simplicidade e diversão, não podia deixar de 'cair no gosto' de duas gerações habituadas a transformar tudo num jogo ou brinquedo.


Escusado será dizer, no entanto, que o apelo desta 'modalidade' não se transferiu para as gerações seguintes, para quem o próprio Subutteo se afigura já algo obsoleto. Não é, pois, de surpreender que sejam os agora adultos das demografias 'X' e 'millennial' a manter vivo o espírito desta actividade, e a re-apresentá-la a todo um novo público através de participações em programas de televisão e da organização de torneios e ligas oficiais de cariz anual. Quem sabe, no entanto, estas iniciativas não tenham sido suficientes para despertar novo interesse no 'desporto' mais económico da História de Portugal...?

Friday, 31 March 2023

Quintas de Quinquilharia: Os 'Puzzles' de Deslizar

NOTA: Este post é correspondente a Quinta-feira, 30 de Março de 1998.


Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.


O tema de brinquedos ou diversões simples que entretinham durante horas as crianças dos anos 90 é já uma temática recorrente, cujos representantes vão dos balões aos Pega-Monstros. A essa lista, onde já se incluem muitos artigos promocionais recebidos em pacotes de batatas fritas ou Bollycaos, há agora que juntar mais um artigo, que qualquer criança da época terá tido (por vezes até em mais do que uma instância) e que, pela sua omnipresença (até mais do que pelas memórias criadas) se tornou nostálgico: o tradicional 'puzzle de deslizar'.


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Constituído por uma imagem 'cortada' em quadradinhos inseridos num caixilho, do qual também constava um espaço vago, o objectivo destes jogos era precisamente o mesmo dos 'puzzles' de mesa, ou seja, reorganizar as peças de forma a criar um desenho coerente; a diferença prendia-se com o facto de que, neste caso, a solução passava não por adicionar peças recortadas umas às outras, mas em deslizar os diferentes quadrados para a posição correcta. Para tal, era necessário tirar proveito do referido espaço vago, para onde se 'empurravam' as peças desnecessárias que se encontrassem a impedir a 'passagem' das pretendidas, numa mecânica algo semelhante à do popular jogo de computador 'Sokoban'. Esta missão, no entanto, era bem mais difícil do que inicialmente parecia, sendo que apenas os mais pacientes e dedicados tendiam a completar em pleno este tipo de puzzle, enquanto os restantes desistiam após largos minutos de frustração, os quais tendiam a resultar, no máximo, em meia imagem completa, com a metade inferior ainda desorganizada e desordenada.


Ainda assim, pelo desafio que propunham e pelo facto de estarem entre os 'brindes' mais comuns de finais do século XX, estes 'puzzles' não deixaram de marcar a infância e juventude de toda uma geração, a quem este 'post' terá, sem dúvida, trazido memórias de passar 'que tempos' às 'voltas' com os mesmos, sem conseguir perceber como os resolver, antes de a frustração os fazer abandonar o desiderato em favor de uma brincadeira mais simples...

Sunday, 5 February 2023

Domingos Divertidos: Salta o Pirata

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


De entre os muitos brinquedos, jogos e diversões com que uma criança ou jovem tem contacto ao longo da sua vida, existem alguns cuja maior influência ou associação a boas recordações faz com que a sua memória se preserve durante um período maior do que o habitual – e, para muitas crianças portuguesas dos anos 90, o jogo 'Salta o Pirata' (ou 'Pop-Up Pirate', no original) fará, sem dúvida, parte desse lote.


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A meio caminho entre um jogo de perícia, um jogo de tabuleiro e um brinquedo propriamente dito, o carismático pirata dentro de um barril surgiu, durante as últimas décadas do século XX, nas mais diversas formas, e comercializado pelas mais diversas companhias – uma situação que, aliás, se continua a verificar até aos dias de hoje, sendo o jogo ainda relativamente fácil de encontrar nas prateleiras de supermercados, hipermercados e lojas de brinquedos, pronto a ser descoberto e apreciado pela geração digital.


E a verdade é que, ao contrário de outros brinquedos que faziam as delícias dos jovens de fins do Segundo Milénio mas parecem, hoje em dia, ultrapassados, ainda há muito de que gostar em 'Salta o Pirata', sobretudo devido à simplicidade do seu conceito e jogabilidade. O objectivo do jogo, como o próprio nome indica, é fazer com que o pirata 'salte' para fora do seu barril, sendo para isso necessário encontrar a ranhura correcta, de entre as muitas situadas a toda a volta do referido objecto; a única maneira de saber qual a que vai 'picar' o pirata é, por sua vez, inserir as espadas de plástico incluídas com o jogo nas referidas ranhuras, uma de cada vez, até que a acção desejada se proporcione. Um conceito simples, mas que reúne muitas das características que ajudam a 'fazer' um brinquedo de sucesso para o seu público-alvo, não sendo por isso de admirar que se mantenha popular até aos dias de hoje.


De ressalvar que, nos anos 90, parte dessa popularidade esteve relacionada com a omnipresença do brinquedo, um daqueles produtos que tanto fazia bem as vezes de presente de anos ou Natal como de oferta mais 'casual', brinde numa rifa ou sorteio ou até prenda numa festa de Natal empresarial, escolar ou de clube desportivo, forma através da qual foi obtido um dos dois exemplares do jogo existentes lá por casa à época. Fosse qual fosse o meio pelo qual chegava às mãos do seu público-alvo, no entanto, um facto é inegável: 'Salta o Pirata' foi, e continua a ser, um jogo extremamente popular, e capaz de proporcionar Domingos Divertidos a crianças de todas as idades, mesmo na era sumamente digital que atravessamos.

Sunday, 8 January 2023

Domingos Divertidos: A Plasticina

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Um dos passatempos favoritos de qualquer criança é mexer em materiais ou substâncias moles ao tacto, as quais surgem, na maioria das vezes, associadas ao conceito de 'sujidade' e 'confusão', e tendem a ser vistas com desagrado pelos adultos; assim, não é de estranhar que a proposta de uma substância com estas características com que os adultos não tinham qualquer problema – e cujo uso até encorajavam – fosse recebida da melhor forma um pouco por todo o Mundo, Portugal incluído.


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Falamos da plasticina, a qual - com ou sem a marca Play-Doh – marcava quase obrigatoriamente presença no quarto de qualquer criança portuguesa nas décadas a que este blog diz respeito, fosse na sua vertente mais simples (um enorme bloco do qual se iam retirando pedaços conforme necessário) fosse através das mais complexas criações da referida Play-Doh, sendo que estas últimas tendiam a incluir também os acessórios necessários à criação do conceito proposto – por exemplo, o 'kit' de cabeleireiro incluía um 'modelo' de cabeça, através do qual se podia fazer passar a plasticina para criar 'cabelo'. Era esta junção perfeita de criatividade e prazer táctil que tendia a tornar os 'kits' de plasticina (ou, simplesmente, os referidos blocos, com a respectiva faca de plástico para cortar e alisar) um dos brinquedos favoritos de quem fazia do balde de LEGOs o centro das suas brincadeiras, e mesmo de quem, sendo menos criativo, gostava de passar uma tarde a amassar e esmagar pedaços de substâncias borrachentas, e ainda nunca tinha ouvido falar do Bostik...


Outra virtude da plasticina, e uma que, muitas vezes, passava despercebida, prende-se com o facto de a mesma preparar as crianças para outra substância semelhante que – pelo menos à época – fazia parte integrante de qualquer currículo de EVT do quinto e sexto ano: o barro. Talvez por isso, e apesar de as escolas primárias portuguesas não incluírem deliberadamente a plasticina no seu acervo de trabalhos manuais como o fazem as norte-americanas, por exemplo, a substância acabasse sempre por surgir, mais cedo ou mais tarde, em qualquer sala de aula do primeiro ciclo, e até do pré-escolar.


Considerações educativas à parte, no entanto, a plasticina era (e talvez ainda continue a ser) apenas e só uma ocupação divertida para fazer passar mais rápido um fim-de-semana de chuva – com a vantagem adicional de, uma vez finalizadas, as 'criações' dessa sessão poderem ser postas em exposição na prateleira, para mais tarde recordar...

Saturday, 7 January 2023

Sábados aos Saltos: As Brincadeiras À Chuva

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Numa altura em que a chuva se faz sentir com intensidade na maioria do território nacional, e já há várias semanas, nada parece mais adequado do que lembrar aqueles momentos em que – para horror dos pais – as crianças e jovens dos anos 90 saíam para brincar à chuva, naquela que talvez fosse a única ocasião em que este tipo de tempo era bem-vindo.


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Quem nunca?


Fosse o eterno chapinhar em poças (sempre iniciado, é claro, com um salto a pés juntos que ensopava tudo o que estivesse ao redor de água enlameada), os jogos de futebol que terminavam, invariavelmente, com a roupa suja e os cabelos a escorrer água (por muito que os professores de Educação Física se esforçassem por manter os 'putos' dentro de portas quando chovia...), as 'guerras de água' ou qualquer outra das inúmeras brincadeiras que as sempre criativas mentes juvenis criavam para estes momentos, não havia criança que resistisse a ir para a rua, senão durante a chuvada, pelo menos após a mesma, quando o ar ficava fresco e o chão cheio de poças convidativas...


É claro que, como muitas outras diversões de que aqui falamos, estas são actividades mais ou menos intemporais, que os mais novos de hoje em dia certamente ainda levarão a cabo, se disso tiverem oportunidade; no entanto, numa era em que não só os pais como também as crianças dispõem de bastante mais informação a respeito dos malefícios deste tipo de prática, é de crer que a mesma se venha tornando progressivamente mais rara – até porque quem brincou à chuva naquela época certamente se lembrará das constipações e resfriados que apanhou como consequência, e quererá evitar que o mesmo aconteça às crianças e jovens presentes nas suas vidas...

Sunday, 11 September 2022

Domingos Divertidos: Os Jogos de Dardos de Velcro

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


No que toca a divertimentos universalmente aceites e gozados por diferentes faixas etárias, os dardos assumem (ou, pelo menos chegaram a assumir) um papel de destaque na lista. De facto, a dada altura de finais do século passado e inícios do actual, grande parte da população jovem portuguesa tinha adicionado, ou pretendia adicionar, um jogo de tiro ao alvo à decoração do seu quarto ou espaço pessoal; e se os 'mais crescidos' optavam pela versão de 'gente grande' do jogo, com dardos a sério e, muitas vezes, efeitos LED em torno do alvo em si, os mais pequenos não deixavam de poder desfrutar da sua própria variante desta popular mistura entre desporto e diversão, a qual substituía as setas de metal por consideravelmente mais inofensivas bolinhas de velcro, sem que tal afectasse a emoção e competitividade do jogo.


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Pelo contrário – esta variante infantil do tiro ao alvo requeria perícia e força de braços proporcionais à do jogo 'verdadeiro', já que as bolas que faziam as vezes de dardos eram mais leves do que o artigo genuíno, e, como tal, menos aerodinâmicas; como tal, enquanto uma seta lançada com menos força teria, ainda assim, uma hipótese de acabar 'pregada' ao alvo, um lançamento mais fraco de uma das esferas de velcro resultava, apenas e só, num vôo picado para o chão, que obrigava o lançador a começar de novo – ou a perder a vez, caso os adversários não se compadecessem com a situação. Assim, mesmo sendo jogada de uma distância consideravelmente mais próxima do que a empregue no jogo para adultos (como concessão à idade e força física mais reduzida dos intervenientes), esta versão do tiro ao alvo era tão ou mais difícil do que aquela, e permitia despiques tão competitivos quanto esta – especialmente quando duas bolas se colavam uma à outra no alvo e havia que decidir se os pontos contavam ou não...


Tal como muitos outros divertimentos de Domingo de que aqui temos vindo a falar, também os jogos de tiro ao alvo com velcro continuam a marcar presença na prateleira de lojas mais generalistas e de bairro, deixando as prateleiras de supermercados, hipermercados e grandes superfícies desportivas para os seus 'primos' mais velhos; ainda assim, e apesar de ainda haver certamente quem se divirta 'à grande' com este tipo de produto, não há como negar que o mesmo é, já, mais sinónimo com uma época passada do que com a presente – um daqueles brinquedos que, para muitos 'putos' actuais, já pertence à geração 'dos pais'. Já os referidos pais reterão, certamente, boas memórias de brincar com este tipo de alvo em pequenos – pelo menos até o velcro, inevitavelmente, se sujar, e as bolas deixarem de colar ao alvo...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...