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Monday, 28 July 2025

Saídas ao Sábado / Domingo Desportivo: A 'Febre' da Equitação de Inícios dos 'Noventa'

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 26 de Julho e Domingo, 27 de Julho de 2025.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.


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Num já remoto 'post' neste nosso blog, recordámos as actividades extra-curriculares, as quais acabavam por contar tanto como Saídas de Sábado (ou até Sábados aos Saltos) como como Domingos Desportivos. A disciplina específica sobre a qual nos debruçamos nesta publicação dupla não fugia a essa regra, sendo uma das mais populares entre os jovens da época e tendo conseguido, ainda que de forma efémera, escapar do seu 'nicho' habitual e encontrar um público mais globalizado.


Falamos da equitação, desporto habitualmente associado ao sexo feminino e aos estratos sociais mais altos (e com precedentes que justificam esse estereótipo) mas que, na primeira metade dos anos 90, encantou e fascinou crianças e jovens de ambos os sexos e dos mais diversos estratos sociais, de Norte a Sul de Portugal. Talvez pela divulgação de espaços como o picadeiro do Campo Grande, em Lisboa, talvez pelo fascínio exercido por todo e qualquer animal junto da criança comum, ou talvez apenas pelo sempre infalível 'efeito passa-palavra' no recreio, a verdade é que as aulas de equitação viram, durante este período, gerar-se um influxo de interesse nos seus serviços, com muitos meninos e meninas a quererem aprender a andar a cavalo – ainda que, em muitos casos, esse interesse acabasse por ser de pouca duração, sendo poucos os que continuavam a prática da disciplina a longo-prazo.


Talvez por isso a equitação tenha sido incapaz de reter o estatuto de actividade extra-curricular 'mainstream' de que gozou durante aqueles anos, tendo rapidamente regressado à qualidade de desporto 'de nicho', com interesse para, e ao alcance de, apenas alguns. Quem viveu aqueles anos em que o desporto em causa era tão popular quanto a dança ou o 'karaté', no entanto, certamente recordará a inveja sentida ao ouvir os colegas falar das aulas de equitação, e a vontade exacerbada de se juntar a eles. É a esses (entre os quais se contava o autor deste blog, ainda em idade de instrução primária) que dedicamos as breves linhas que compõem mais este 'post' duplo do Anos 90.

Sunday, 1 June 2025

Saídas de Sábado / Sábados aos Saltos / Domingos Divertidos: O Dia da Criança nos Anos 90 - Possibilidades (Quase) Infinitas

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 31 de Maio e Domingo, 1 de Junho de 2025.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


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Muitos programas infantis assinalavam a data com emissões especiais


O dia 1 de Junho assinala, desde a década de 60, o Dia Mundial da Criança, e, como tal, não é de admirar que, a cada ano, se organizem um pouco por todo o Mundo uma série de eventos, actividades e festividades para assinalar essa data. O Portugal dos anos 90 não era, de todo, excepção a esta regra, podendo as crianças lusitanas de finais do século XX desfrutar de uma série de eventos alusivos à data, fossem mais localizados e 'de bairro' ou de âmbito mais global, abrangendo toda uma localidade ou até região.


Para além destas possibilidades de Saídas de Sábado que permitiam passar, simultaneamente, um Sábado aos Saltos e um Domingo Divertido, também os programas televisivos dirigidos à demografia mais jovem assinalavam a data, fosse apenas através de menções no decurso de um episódio 'normal', ou mediante uma emissão especial (mais longa ou até num dia em que normalmente não passava o programa) especificamente dedicada a este fim. É, pois, fácil de perceber que, apesar de viverem numa época mais simples e de menores recursos, as crianças dos anos 90 em nada ficavam a perder face às suas congéneres actuais no que ao dia 1 de Junho dizia respeito. A elas, e aos potenciais filhos que possam, entretanto, já ter, resta-nos desejar o resto de um excelente Dia Mundial das Crianças.


 

Monday, 7 April 2025

Domingos Divertidos: O 'Pico' da Popularidade da Picotagem

NOTA: Este 'post' é respeitante a Domingo, 06 de Abril de 2025.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Apesar de actualmente mais limitados na sua abrangência, os trabalhos manuais foram uma das disciplinas escolares mais populares entre as crianças em idade pré-escolar e primária de finais do século XX, sendo as diversas actividades neles englobadas também bem aceites e até activamente procuradas no contexto de um Domingo Divertido em casa. Uma dessas actividades, hoje praticamente extinta mas, à época, difundida um pouco por todo o país, era a picotagem, tema das próximas linhas,


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De facto, o tradicional acto de fazer furos numa folha de papel através da inserção de um pico numa esponja divertiu muitas crianças dos anos 80 e 90 (já para não falar de décadas anteriores) com o seu misto de exotismo – sendo a esponja um particular motivo de interesse – acessibilidade e versatilidade no tocante a formas e 'desenhos' que podiam ser criados através do método em causa. Assim, não é de espantar que a picotagem tenha sido, a par do papel de lustro (outro passatempo eventualmente merecedor de destaque nesta rubrica) um dos trabalhos manuais a mais rapidamente e facilmente 'extrapolar' a escola, e se tornar num meio de 'matar' alguns minutos durante um Domingo Divertido em casa – sempre, claro, com a ajuda de um adulto, já que, mesmo nos mais 'permissivos' anos 90, deixar um instrumento aguçado nas mãos de uma criança era um acto de elevado risco.


Talvez tenha, aliás, sido precisamente essa a razão do desaparecimento da picotagem do quotidiano infantil actual; além do parco interesse que a actividade em causa teria para as gerações digitais, o receio de causar o mais pequeno dano a uma criança poderá ter limitado consideravelmente o espectro de actividades aceitáveis, estando a picotagem na 'linha da frente' nesse aspecto. Quem, em pequeno, passou uma tarde de chuva a 'desenhar' uma cara com furos num papel, no entanto, terá (espera-se) sido transportado por estas breves linhas para esse tempo mais simples e inocente da sua existência, e ficado, quiçá, com vontade de apresentar aos filhos essa actividade tão apreciada nos seus tempos de criança...

Sunday, 6 April 2025

Saídas ao Sábado/Sábados Aos Saltos: A 'Febre' da Aeróbica

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 5 de Abril de 2025.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


De entre as muitas novas preocupações sociais a surgir durante as duas últimas décadas do século XX, a da vida saudável e perda de peso fica apenas atrás da ecologia como uma das mais relevantes no Mundo ocidental. Apesar de não ser nada de novo, estando presente na referida sociedade desde pelo menos há meio século a esse ponto, a preocupação com estar em forma, desenvolver músculos ou partes do físico, ou ainda perder peso ganhou novos contornos durante os anos 80 e 90, tendo simultaneamente ganho uma representação 'visível' e tangível, com o aparecimento dos ginásios e a difusão em massa de disciplinas como a aeróbica.


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De facto, foi precisamente nesses últimos anos do Segundo Milénio que se deu a génese do movimento pró-exercício físico que hoje permeia as vidas da quase totalidade dos cidadãos ocidentais. E se, ao contrário do que ocorre actualmente, os ginásios estavam, sobretudo, reservados aos culturistas e praticantes de desportos de combate, as 'donas de casa', profissionais de colarinho branco e outros sectores menos activos da sociedade encontraram na prática da referida actividade a sua forma de garantir a manutenção da tão importante 'linha'. Como consequência, verificou-se durante o período em causa um enorme aumento do número de aulas de aeróbica e 'step' oferecidos pelos supracitados ginásios, além do aparecimento de cassettes VHS que permitiam realizar o equivalente a uma sessão no conforto do lar.


Por sua vez, esta junção de factores resultou, inevitavelmente, na difusão da aeróbica a outros sectores da sociedade, não tardando a disciplina em causa a permear, por exemplo, o currículo das aulas de Educação Física do ensino preparatório e secundário, onde veio a encontrar toda uma nova demografia-alvo de jovens prontas (e, por vezes, também prontos) a emular os exercícios que viam as mães fazer no clube local ou em frente à televisão – ainda que, muitas vezes, num mero arremedo, mais próximo de uma brincadeira de faz-de-conta durante um Sábado aos Saltos do que de qualquer tipo de exercício sério. Ainda assim, esta actividade não deixava de constituir uma maneira de as crianças e jovens se manterem activos, ainda que talvez não a mais acertada ou apropriada para a faixa etária em causa.


Como todas as 'manias' e 'febres' da sociedade ocidental, no entanto, também a aeróbica acabou por ser alvo de mutação, ainda que sem nunca ter desaparecido completamente.; em vez disso, a modalidade dividiu-se em diversas disciplinas, as quais ainda hoje podem ser vistas no horário ou lista de aulas do ginásio mais próximo. Quem viveu a 'febre' original da aeróbica, no entanto, certamente reconhecerá nestas divisões apenas o espírito da rotina de exercícios que pôs milhões de mulheres (e também muitos homens) num estúdio de musculação ou em frente à televisão, em 'leggings' e perneiras, a agitar freneticamente os braços durante meia hora de cada vez...

Sunday, 15 September 2024

Saídas ao Sábado: As Paredes de Escalada - Uma Prova de Coragem Para a Juventude Noventista

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 14 de Setembro de 2024.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Apesar de normalmente constituirem mundos firmemente separados, ocasionalmente, as actividades levadas a cabo nas aulas de Educação Física extravasam os muros da escola para se tornarem formas verdadeiramente válidas de uma criança ou jovem ocupar os tempos livres. Já aqui, anteriormente, falámos de uma dessas excepções à regra – o futebol humano – e, para a Saída de Sábado desta semana, escolhemos centrar-nos sobre outra, a qual, apesar de mais divisiva do que o referido jogo, não deixava de fazer as delícias da parcela mais 'aventureira' de jovens lusitanos dos anos 90 e 2000.


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Uma 'aventura' que nem todos arriscavam, mesmo em paredes de tamanho reduzido


De facto, não era qualquer pessoa que 'encarava' o desafio de trepar uma parede de escalada, fosse esta de tamanho infantil ou à escala 'real' utilizada pelos adultos; pelo contrário, a maioria dos mais pequenos apenas subia a uma destas estruturas por obrigação, no contexto de uma aula, e procurando apenas atingir a altura mínima desejada pelo instrutor antes de rapidamente voltar a descer para 'terra firme'. Para quem tinha apetência por tal tipo de actividade, no entanto, a simples visão de uma destas paredes fazia brilhar os olhos e saltar um sorriso, sendo também este o tipo de jovem que seria visto na 'linha da frente' de uma qualquer demonstração pública interactiva de escalada, as quais ocorriam com considerável frequência durante a época em causa. Escusado será dizer que a ascensão completa de uma destas paredes era uma daquelas proezas que, em tempos mais simples, suscitaria a admiração e inveja dos pares, o que ainda oferecia mais motivação a espíritos mais competitivos para tentarem superar o desafio.


Apesar desta popularidade, e de constituirem visão relativamente comum no Portugal da viragem do Milénio, as paredes de escalada sofreram, curiosamente, um declínio acentuado de relevância desde esse período, passando a ser vistas cada vez menos frequentemente, até estarem 'confinadas' sómente a contextos de eventos como festivais de música e encontros. Praticamente a meio da terceira década do século XXI, estas outrora prolíferas estruturas não passam já de uma memória, uma das muitas que a geração 'millennial' procura, com maior ou menor sucesso, partilhar com os 'Z' e 'Alfas', muitos dos quais jamais terão visto tal coisa na 'vida real'. Para quem conviveu com o auge destas paredes, no entanto, as mesmas continuam vivas na memória como parte integrante da experiência de ser criança ou adolescente nesse tempo único e irrepetível que foi o Portugal dos anos 90 e 2000.

Friday, 24 May 2024

Sextas com Style: As Sapatilhas de Ginástica

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


De entre as actividades extra-curriculares disponíveis no Portugal de finais do século XX, a ginástica infantil ocupava, para grande parte da população, lugar de destaque. Ainda mais do que o 'ballet', equitação, natação, futebol ou artes marciais, era esta actividade unissexo e de claros benefícios tanto físicos como sociais que atraía muitos pais, e que rapidamente se tornava parte do quotidiano de inúmeras crianças pré-adolescentes. E quem, na infância, tenha frequentado mais do que uma única aula de ginástica, certamente se lembrará vivamente de se deslocar à loja de desporto mais próxima para adquirir as indispensáveis sapatilhas brancas ou pretas.


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De aspecto e 'design' algures entre as alpercatas, os sapatos de 'ballet' e os futuros 'best-sellers' da Vans, estas peças de calçado ofereciam muito pouco no tocante a moda ou 'style' – não se pondo sequer a hipótese de serem usadas para lá das quatro paredes do estúdio ou ginásio – mas, desde que compradas no tamanho certo (o que nem sempre era adquirido) ofereciam o conforto e mobilidade necessária para os pinos, rodas e cambalhotas da ginástica, ao mesmo tempo que ofereciam alguma protecção – embora não muita, como sem dúvida asseverará qualquer pessoa que tenha colocado mal um pé com elas vestidas.


Quando aliadas ao facto de estas peças de calçado serem infinitamente resistentes, recusando-se a 'morrer' mesmo após meses ou anos de uso semi-intensivo, estas qualidades faziam com que as sapatilhas de ginástica valessem bem o seu dinheiro – e continuem a valer, já que este tipo de sapato está longe de ter desaparecido do Portugal contemporâneo, ainda que a sua presença no mesmo seja significativamente mais reduzida do que outrora, devido à queda de popularidade da ginástica infantil em relação a outras modalidades. Ainda assim, quem tenha filhos com apetência para os saltos e cambalhotas certamente já terá dado por si a comprar pelo menos um par de sapatos deste tipo e, quiçá, a recordar um tempo em que os 'papéis' eram invertidos, e as sapatilhas eram para si...

Saturday, 30 July 2022

Saídas ao Sábado: Os Convívios das Modalidades

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.


De entre os muitos aliciantes à prática de uma actividade ou modalidade por parte dos jovens dos anos 90 (e, quiçá, ainda de hoje em dia) um dos mais significativos eram os tradicionais convívios, periodicamente organizados pelos responsáveis da maioria dos clubes, por forma a permitir a socialização entre alunos não só da mesma turma, como de outros horários ou até sucursais.


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Crédito da imagem: B. S. João Atlético Clube


Tomando, normalmente, a forma de uma 'jantarada' num qualquer restaurante próximo ao(s) clube(s), estes eventos tendiam, naturalmente, a ser altamente antecipados pelos membros mais novos da referida actividade, para quem constituíam uma quebra no 'rame-rame' diário comparável ao causado por uma visita de estudo – para além, claro, de permitirem uma interacção mais informal, sem as obrigações que os treinos ou aulas naturalmente acarretavam. No caso de um outro tipo de convívio – os torneios inter-sucursais ou até de teor regional ou nacional – estes factores eram, ainda, acrescidos não só da aliciante da competição (intrínseca à maioria das crianças e jovens) mas também da possibilidade de fazer novas amizades dentro do 'círculo' da modalidade, ou apenas de comparar experiências com alunos de outras escolas, cujas vivências eram, por vezes, marcadamente distintas (e, com um pouco de sorte, de se gabar aos mesmos sobre o desempenho superior de um clube em relação ao outro).


Fosse qual fosse a configuração do evento, no entanto – quer se tratasse de algo um pouco mais formal, como um estágio ou torneio, ou apenas de uma 'jantarada' interna – o mesmo não deixava de ficar marcado, não só no calendário, como também na memória dos jovens participantes, na pior das hipóteses apenas pela 'novidade', mas mais frequentemente, pelo teor verdadeiramente divertido que acabavam por adoptar.


Ao contrário de muitas outras Saídas ao Sábado que aqui temos abordado (e à semelhança de outras tantas) é de crer que esta vertente da prática de uma actividade extra-curricular não se tenha alterado grandemente ao longo das últimas três décadas; é certo que, hoje em dia, o convívio consistirá mais da comparação de perfis das redes sociais do que da criação de quebra-cabeças humorísticos nas toalhas de papel do restaurante, mas, à parte essas pequenas diferenças decorridas do passar do tempo e da evolução tecnológica, a experiência terá mantido as mesmas características essenciais que a tornavam tão divertida quando os pais dos actuais participantes eram, eles próprios, daquela idade...

Saturday, 23 July 2022

Sábados aos Saltos: As Piscinas Insufláveis de Quintal

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Com a época balnear oficialmente em curso, e as temperaturas a atingirem máximas poucas vezes vistas, poucas coisas apetecem mais do que um mergulho, seja na praia, numa piscina pública ou num dos cada vez mais raros aqua-parques ainda resistentes em certos pontos do País; isto porque, infelizmente, a outra opção disponível para as crianças e jovens dos anos 90 e 2000 já não é, pelo menos para esses mesmos ex-'putos', viável.


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Quem sabe, sabe...


Falamos das piscinas de quintal, aqueles mistos de brinquedo e instrumento utilitário que, depois de devidamente insuflados, davam a quem tinha a sorte de os possuir muitos momentos de diversão em dias de maior calor, muitas vezes até na companhia de familiares ou amigos da mesma idade.


E se é verdade que, na era do digital e da conectividade global, é difícil perceber o apelo do que era basicamente uma versão mais 'chique' de uma tina ou tanque (especialmente uma que apenas permitia um volume de água extremamente raso) a verdade é que nenhuma criança daquela época que tenha tido a sorte de ter essa experiência a trocaria por qualquer aparelho 'Bluetooth' ou 'drone', especialmente em épocas como a que actualmente se vive em Portugal, com o calor abrasador e a fazer estragos; a conveniência de apenas ter de chegar ao quintal para se refrescar (e de poder permanecer na água o tempo que se quisesse, ao contrário do que acontecia, por exemplo, com os banhos de mangueira) tinha muito mais valor do que se pudesse, à primeira vista, pensar – tanto assim que quem não tinha espaço ou dinheiro para adquirir uma destas piscinas, normalmente desejava que a situação fosse a contrária, para que também eles pudessem disfrutar da experiência que os amigos e colegas viviam naqueles Sábados em que os únicos Saltos que apetecem dar são mesmo dentro de água...


É de crer que, hoje em dia, as piscinas de quintal para crianças não tenham ainda desaparecido; afinal, a simples diversão de um banho rodeado de brinquedos (e, com sorte, amigos) é daquelas sensações verdadeiramente intemporais. A verdade, no entanto, é que estes apetrechos cada vez se vêem menos, quer em lojas, supermercados e hipermercados, quer em quintais por esse País fora, pelo que resta esperar que este não seja mais um daqueles produtos nostálgicos para toda uma geração, mas actualmente em 'vias de extinção'...

Sunday, 17 October 2021

Saídas ao Sábado: As Actividades Extra-Curriculares dos Anos 90

NOTA: Este post corresponde a Sábado, 16 de Outubro de 2021.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.


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Um dos principais elementos da vida de muitas crianças ou jovens, sobretudo em meios urbanos, são as actividades extra-curriculares. Nos anos 90, a situação não era diferente; para além do tempo passado diariamente na escola, muitas crianças dedicavam uma parte das suas semanas à actividade ou desporto da sua preferência (ou dos pais) – algumas das quais tinham lugar, sim, ao Sábado (vêem como conseguimos ligar o tema ao título do blog?) E ainda que essa tendência se mantenha relativamente inalterada até aos dias de hoje, as actividades propriamente ditas sofreram algumas alterações, fazendo com que valha a pena recordar como este 'ritual' se passava no tempo em que todos fomos crianças.


Como quem esteve lá certamente recordará, os anos 90 foram a era das artes marciais (para os rapazes), dança e equitação (para as raparigas), além das sempre populares natação e ginástica e dos eternos cursos de línguas. Já na recta final da década, vir-se-iam a intrometer também neste paradigma as danças de rua (vulgo hip-hop), as quais ganhariam ainda maior expressão na década, século e milénio seguintes.


Fosse qual fosse a actividade escolhida, no entanto, o ritual era o mesmo: às segundas, quartas e sextas, terças e quintas ou (sim) Sábados, lá íamos muitos de nós para o treino ou para a aula, chegando muitas vezes a casa completamente derreados (ainda que no bom sentido) e com vontade de tomar um banho, comer alguma coisa e ir dormir – o que se tornava complicado quando havia trabalhos de casa para fazer para o dia seguinte, ou um fim-de-semana inteiro ainda para gozar... Ainda assim, poucos eram os que se queixavam, visto estas actividades acarretarem consigo uma certa sensação de progressão e recompensa do esforço, que por sua vez incitava a um ainda maior grau de aplicação e práctica; tanto assim era que o mais provável é que muitos dos que nos estão neste momento a ler, e que têm eles próprios filhos em idade de ingressar nestas actividades, provavelmente já os terão inscrito nas mesmas, reiniciando assim o ciclo e mantendo vivo o ritual por mais uma geração...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...