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Thursday, 9 July 2026

Quintas de Quinquilharia: O Brinde 'Mágico' da Chupa Chups

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.

Entre os muitos aspectos capazes de fascinar as demografias mais jovens, os truques de magia sempre gozaram de um estatuto relativamente elevado. Até o mais simples dos truques ou ilusões de óptica é capaz de deleitar uma criança ou jovem, e a perene popularidade das caixas demagia entre as gerações pré-digitais comprovava que, para os jovens daquele tempo, ser capaz de 'enganar', eles próprios, os amigos ou familiares revestia-se também de alguma importância. Não é, pois, de admirar que, quando uma companhia alimentar decidiu oferecer uma Quinquilharia baseada numa simples ilusão de óptica, o público-alvo tenha aderido com relativo entusiasmo, criando um dos mais bizarros produtos promocionais de finais do século XX.

Falamos da caixa Magic Pop da Chupa Chups, uma simples 'gaveta' com fundo falso onde se podia guardar um chupa-chupa e, com algumas 'palavras mágicas' e recurso ao referido alçapão, fazê-lo desaparecer e reaparecer ante os olhos estupefactos dos pares; um truque de uma simplicidade extrema, mas cujo mero conceito (e a respectiva associação a um campo invulgar, como o dos produtos alimentares) o tornava, por si só, meritório da atenção da demografia infanto-juvenil da época. E apesar do impacto relativamente curto que esta atracção teve aquando da sua chegada a Portugal há cerca de trinta anos, algures em 1996, a verdade é que se tratou de uma promoção original e diferenciada dos habituais cromos ou bugigangas de cartão oferecidas nas batatas fritas ou no Bollycao, o que lhe outorga um merecido lugar nesta rubrica dedicada aos melhores brindes oferecidos por produtos portugueses em finais do século XX e inícios do seguinte.


Friday, 28 November 2025

Quintas ao Quilo: 'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025.


Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


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A versão moderna do doce encontra-se ainda disponível em muitos países.


'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'


O anúncio pode, hoje em dia, não figurar no YouTube ou em qualquer outra rede social (pelo menos, não em versão portuguesa) mas quem ouviu o refrão certamente não o esqueceu. Num daqueles casos em que a publicidade era mais memorável que o próprio artigo, as 'chupetas' Big Baby – chupa-chupas contidos num invólucro em forma de biberão, e com uma saqueta de pó amargo para polvilhar por cima, a fim de obter um resultado semelhante ao dos icónicos chupas azedos – serão, talvez, mais recordadas pela geração 'millennial' portuguesa por essa 'viciante' melodia do que propriamente pelo produto em si, que nunca chegou a ter tanta tracção quanto os referidos chupas azedos, ou outros doces com 'artimanhas' especiais, como os chupas de anel, os Melody Pops ou os Push Pops.


A verdade, no entanto, é que, para quem gostava da dicotomia doce-azedo, estes chupa-chupas cumpriam perfeitamente a sua função, tendo ainda uma vertente de apelo visual, sempre importante para qualquer criança no momento de considerar adquirir ou não um produto. Pena, pois, que não se pudesse guardar o invólucro para uso posterior como 'caixinha' para 'quinquilharias', ou algo semelhante...


De ressalvar que, embora desaparecidos do mercado português, os Big Baby continuam disponíveis em países da América do Norte e Latina, nos quais sobrevivem há já mais de três décadas, presumivelmente apreciados pela juventude local. Deste lado do oceano, no entanto, este doce continua a ser, acima de tudo, uma vaga memória de um 'jingle' contagiante que finalizava um anúncio de dez segundos há quase trinta anos atrás...


'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

Saturday, 31 May 2025

Quintas ao Quilo / Sextas Com Style: Os Chupa-Chupas de Anel - Um Exemplo Perfeito de Fusão

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 29 e Sexta-feira, 30 de Abril de 2025.


Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


De entre os muitos elementos apelativos para as demografias jovens (e não só), um dos mais negligenciados é o da surpresa através da dualidade – isto é, a incorporação ou integração de um produto ou serviço normalmente associado a uma área com outro de um campo completamente diferente, criando um 'híbrido' tão inesperado quanto interessante e original. Quando utilizada, no entanto, esta táctica tende a ter resultados sobremaneira positivos, como o comprova o produto de hoje.


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De facto, os chupa-chupas de anel (oficialmente conhecidos como Ring Pops) extrapolavam a sua função principal de guloseima para quase poderem servir como adereço – pelo menos enquanto duravam, já que, uma vez comidos, apenas restava a base do anel, em plástico. Durante aqueles poucos momentos, no entanto, o detentor de um destes doces quase se poderia sentir rico e poderoso, com um enorme 'cachucho' no dedo, de fazer inveja aos seus pares – e por mais do que uma razão!


Assim, e embora não tão 'geniais' ou revolucionários quanto os 'Push-Pop' (estes não se podiam guardar e comer depois da aula), os chupa-chupas de anel não deixaram, ainda assim, de marcar época entre a geração 'millennial' portuguesa, a par das 'chuchas', funcionalmente semelhantes e que aqui, em breve, terão o seu espaço. De facto, o sucesso deste produto faz pensar no porquê de este tipo de 'fusão' não ter sido mais explorada ao longo dos tempos, não só no campo dos doces ou da comida, mas também em sectores algo mais relevantes da sociedade portuguesa, e não só; afinal, se um simples doce consegue juntar com tanto sucesso duas áreas tão díspares, o que impede que o mesmo suceda com produtos mais complexos?

Thursday, 10 October 2024

Quintas ao Quilo: Os Chupa-Chupas Azedos - Simples, Intemporais e 'Viciantes'

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


Já aqui anteriormente falámos de como os anos 90 foram a década por excelência para a experimentação no ramo das guloseimas. Sem estarem ainda manietadas pelos regulamentos e restrições actuais, as fabricantes de chupa-chupas, gomas, rebuçados, pastilhas e afins tinham 'carta branca' para criar conceitos tão mirabolantes quanto apelativos para o público-alvo, de chupa-chupas que serviam como uma espécie de flauta ou apito ou que se podiam guardar para comer em 'tranches' a rebuçados que pintavam a língua de azul, 'drops' que se guardavam e retiravam da cabeça de um personagem da cultura popular infantil ou pastilhas que 'explodiam' na boca. Em meio a toda esta chamativa e colorida inovação, no entanto, um produto bastante mais modesto e discreto conquistava o coração dos jovens portugueses com o seu conceito simples, mas verdadeiramente eficaz.


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Não, não são alucinogéneos encapotados...apenas guloseimas para crianças.


Falamos dos vulgarmente chamados 'chupa-chupas azedos', que consistiam, precisamente, do que esse nome poderia fazer adivinhar – nomeadamente, um vulgar chupa-chupa de fruta sobre o qual era polvilhado um pó de gosto marcadamente acre, o qual se misturava com a doçura da base para criar uma experiência gustativa única e demarcada, que qualquer pessoa que tenha alguma vez provado um destes doces certamente recordará de imediato. Mais – além de bem conseguida, a combinação em causa afirmava-se também como algo 'viciante', levando a que os 'chupas azedos' se tornassem parte integrante da rotina quotidiana de muitas crianças e jovens em finais dos anos 90 e inícios do Novo Milénio – entre os quais se conta o autor deste 'blog', que, nos primeiros anos do século XXI, encetava 'romarias' diárias à tabacaria ao lado da escola secundária em busca da referida guloseima.


A boa notícia é que, ao contrário de muitos dos produtos de que falamos nesta rubrica, continua a ser possível às crianças e jovens actuais viver em 'primeira pessoa' esta experiência, já que os 'chupas azedos' continuam até hoje a ser comercializados, sendo apenas preciso saber onde procurar. Resta saber se a combinação de sabores única e própria destas guloseimas fará tanto sucesso junto das gerações 'Z' e 'Alfa' quanto conseguiu no tempo das suas antecessoras – embora, ao contrário da maioria das outras circunstâncias que vimos abordando nesta e noutras rubricas, é de crer que tal seja o caso, já que a junção doce-azedo é suficientemente universal e intemporal para continuar a agradar a papilas gustativas de tenra idade...

Thursday, 15 June 2023

Quintas ao Quilo: Os Chupa-Chupas dos Power Rangers

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


Apesar de não tirarem o lugar aos chocolates ou a doces como o Bollycao na lista de preferências das crianças e jovens, os chupa-chupas não deixam, ainda assim, de ser apreciados pelos mesmos, como aquela guloseima consistente e confiável para que se pode sempre reverter em caso de dúvida; e se a essas mesmas características se associar uma abordagem diferenciada ou baseada numa propriedade intelectual de sucesso, melhor ainda, E ainda que, hoje em dia, o panorama esteja mais 'simplificado' nesse aspecto – com os clássicos e óptimos Chupa-Chups a monopolizarem a quase totalidade do mercado – os anos 90 foram pródigos na oferta de chupa-chupas que reuníam todas as condições acima delineadas e que, como tal, se tornaram 'clássicos' nostálgicos para toda uma geração de ex-jovens – dos Melody Pops (ainda existentes) aos geniais Push Pops, passando pelos tradicionais chupa-chupas azedos e pelo produto de que falamos esta semana, os 'chupas' com pastilha alusivos aos Power Rangers.


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Comercializados pela própria Chupa Chups, estas guloseimas já 'vieram ao Mundo' com a enorme vantagem de surgirem associadas a uma das mais populares franquias infanto-juvenis do período em causa (meados dos anos 90), que tornava qualquer controlo de qualidade quase irrelevante; no entanto, o facto de os referidos doces serem, também, genuinamente saborosos apenas ajudou a reforçar o seu estatuto de favoritos junto dos fãs da série da Saban, então 'cabeça de série' do 'Buereré' da SIC. E como se já não bastasse, cada chupa-chupa trazia também, no seu interior, uma pastilha elástica, adornada com uma imagem alusiva à série, e acessível após a habitual 'destruição' metódica da camada dura no exterior do chupa-chupa. Tal inclusão fazia deste doce uma espécie de 'dois em um', que oferecia aos seus compradores duas guloseimas pelo preço de uma – além de um cromo exclusivo alusivo à equipa representada na embalagem. Em suma, estes chupa-chupas eram o produto praticamente perfeito para agradar à enorme massa de pré-adolescentes fãs dos cinco virtuosos heróis de Angel Grove, garantindo assim o sucesso junto dos mesmos.


De facto, a adesão a estes doces foi tal que motivou a Chupa Chups a lançar novas séries, alusivas a outras propriedades intelectuais; embora as qualidades do doce em si se mantivessem, no entanto, estas 'sequelas' não conseguiram ter o mesmo sucesso que os originais vinculados aos Power Rangers, acabando estes chupa-chupas por desaparecer do mercado sem grande 'alarde'. Uma pena, pois a 'leva' original foi um dos mais icónicos doces de uma época repleta deles, e ofereceu ao seu jovem público-alvo um produto que, longe de se 'encostar à sombra' da popular licença, apostava na verdadeira qualidade, fazendo com que valesse bem a pena o (módico) investimento de quem os requisitava no café, supermercado, tabacaria ou bar da escola.

Thursday, 19 August 2021

Quintas ao Quilo: Homenagem Às Cafetarias de Escola

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


E numa altura em que o assunto do dia é a retirada das cafetarias das escolas de certos ‘clássicos’ (os pães com chouriço) e outros produtos que nunca nenhum bar de escola teve (se a vossa escola servia pizzas, tiveram mais sorte do que nós...) nada melhor do que prestar homenagem a esses indispensáveis espaços, tal como eles eram na ‘nossa’ década – verdadeiros repositórios de tudo o que era apetecível para as crianças em termos de comida, desde os clássicos bolos (poucos outros países rivalizam com Portugal nesse aspecto) passando por snacks tradicionais como os Bollycaos ou as batatas fritas, até guloseimas como chocolates, pastilhas elásticas ou chupa-chupas, ou ofertas um pouco mais elaboradas, como as sandes de ovo, os rissóis ou os referidos pães com chouriço) isto sem, claro, esquecer os sumos e refrigerantes).


Em suma, qualquer que fosse a opinião de um jovem sobre o que se devia ou não comer no intervalo, era (quase) certo e sabido que o encontraria no bar ou cafetaria da escola; só não havia mesmo sanduíches feitas em casa pela Mãe…


É, assim, mais que merecida esta nossa homenagem a esses espaços que alimentaram milhões de crianças durante toda uma década, fornecendo-lhes sempre aquilo de que elas mais gostavam. Por isso, o nosso obrigado, cafetarias de escola!


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Thursday, 29 July 2021

Quintas ao Quilo: 'Puxa Um Push Pop, Puxa-lhe o Gosto...'

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.



Puxa um Push Pop


Puxa-lhe o gusto


Fecha um Push-Pop


E guarda o restooo!


Chupa-chupas com ‘caixinha’, que permitia guardá-los para ‘segundas núpcias’ – uma oportunidade de mercado tão útil, lógica e rentável que o mais surpreendente é ter levado até 1996 até alguém se lembrar de a tornar realidade. E escusado será dizer que, quando isso aconteceu, o sucesso foi imediato, e considerável.


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Sim, chegou hoje a vez de falarmos do Push-Pop, um dos quatro chupa-chupas que toda a criança dos anos 90 recorda com nostalgia (sendo os outros os chupas de apito, os chupas azedos e, claro, os ‘oficiais’ da Chupa Chups) e o único que se podia levar no bolso para a sala de aula sem ficar com as calças todas pegajosas e o chupa feito em geleia.


Isto porque, como já explicámos acima, os Push Pop tinham uma mecânica tão simples quanto genial, a qual se reflectia no próprio nome; em vez de virem no tradicional ‘pauzinho’, estes doces eram apresentados num tubo ao estilo batom de cieiro, e com um modo de funcionamento semelhante – para comer o chupa, rodava-se o tubo, e quando se queria parar, bastava rodar no sentido contrário, pôr a tampinha, e ele era novamente empurrado para baixo, onde ficava a aguardar a próxima ocasião. Um modo de funcionamento aparentemente básico, mas que abria inúmeras possibilidades para o público-alvo, que se via subitamente cara-a-cara com uma solução para o problema dos chupas engolidos à pressa porque estava na hora de entrar na aula, ou no treino de karaté, ou de jantar; agora, qualquer que fosse a situação, bastava fazer como indicava o anúncio, fechar o Push Pop, e guardar o resto. E a verdade é que, a maioria das vezes, era mesmo preciso fazer uso desta funcionalidade, porque estes chupas tinham muito que comer!


É claro que, por muito bem que funcionasse, este mecanismo não era perfeito; dependendo do ‘tratamento’ que se tivesse dado ao chupa, era possível que este se colasse um pouco à tampa, deteriorando a sua própria qualidade; no entanto, este era um risco que a maioria das crianças não se importava de correr, só para poder usufruir da magnífica funcionalidade concebida pelos criadores deste doce (um daqueles conceitos a que hoje em dia se chamaria ‘disruptivo’).


E para quem está, neste momento, a ter acessos de nostalgia ao lembrar este mítico chupa-chupa da sua infância, resta ressalvar que o Push Pop ainda hoje é fabricado vendido – embora não seja bem certo onde se podem encontrar estes nostálgicos doces. Será, talvez, um típico caso de ‘Google to the rescue’… Entretanto, vale bem a pena recordar aquela que foi uma das guloseimas mais marcantes para a geração que nasceu ou cresceu na segunda metade dos anos 90.


 

Thursday, 8 July 2021

Quintas ao Quilo: Melody Pops, os 'Chupas de Apito'

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


A maioria das crianças gosta de chupa-chupas. A maioria das crianças também gosta de brinquedos e acessórios que lhes permitam fazer muito barulho sem grande esforço, como apitos. Era apenas uma questão de tempo até alguém juntar as duas ideias e criar um sucesso de vendas. Nos anos 90, esse ‘alguém’ acabou por ser a espanhola Chupa Chups, que lançava no mercado os seus Melody Pops, também conhecidos pela sua designação alternativa de ‘chupas de apito’.


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O conceito deste doce era único na sua simplicidade: cada Melody Pop era, basicamente, um mini-apito – daqueles compridos e longos estilo flauta, não dos de polícia ou árbitro desportivo - mas feito de doce com sabor artificial de morango, em vez de plástico ou metal. A criança podia, pois, unir o útil ao agradável, fazendo tanto ‘estardalhaço’ quanto quisesse (ou quanto o mecanismo básico de ‘ar pela ranhura’ do apito permitisse) enquanto saboreava um chupa-chupa acima da média, como era apanágio da Chupa Chups. Só era preciso ter cuidado para não cair na tentação de trincar o topo do chupa-chupa – caso contrário, passar-se-ia a ter ‘apenas’ um doce, em vez do apelativo dois-em-um inicial…


Mesmo tendo isto em conta, o grau de popularidade destes doces entre o público-alvo não era, de todo, de estranhar; antes pelo contrário, curioso seria se estes doces NÃO tivessem pegado entre as crianças e jovens. Numa era em que a Chupa-Chups procurava inovar o mercado dos doces – era, também, da marca espanhola o outro grande ‘chupa’ memorável da década, o Push Pop – os ‘chupas de apito’ foram, sem dúvida, um excelente acrescento às escolhas já disponíveis nos balcões e prateleiras de estabelecimentos Portugal fora, e os números de vendas provavam isso mesmo. Tanto assim que não tardaram a surgir chupa-chupas de apito de ‘marca branca’, conceptualmente funcionais, mas de acabamento e apresentação menos cuidada, os quais se podiam muitas vezes encontrar entre as gomas e os chupa-chupas azedos, em tabacarias e cafés de Norte a Sul do País.


Qualquer que fosse a versão consumida – e a ‘marca branca’ devia surpreendentemente pouco à oficial, diga-se de passagem – uma coisa é certa: os Melody Pops e outros ‘chupas de apito’ foram um dos principais elementos de uma ‘época de ouro’ no que toca  a doces industriais em Portugal, e mereciam ser tão lembrados quanto os igualmente saudosos Push Pops. Talvez esta pequena homenagem neste nosso blog em ascensão ajude a pôr em marcha um reviver deste populares ‘pirulitos’; ou, se não, pelo menos deu para recordar um doce que muitos de nós adorávamos, e gostávamos de ver regressar…

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...