Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade d desporto da década.
Precisamente uma semana antes da data de edição deste 'post', o histórico mas historicamente modesto Torreense chocou o Mundo do futebol português ao bater o Sporting na final da Taça de Portugal, por 2-1, já no prolongamento (e nunca tendo estado a perder) tornando-se a primeira equipa de um escalão secundário a conquistar o troféu, e a carimbar o passaporte para as competições europeias da próxima época – sim, o Torreense vai jogar na Liga Europa! Esta não foi, no entanto, a primeira vez que o conjunto de Torres Vedras excedeu expectativas e foi 'tomba-gigantes'; já em Fevereiro de 1999, os homens do Centro haviam, pela primeira vez, feito virar as cabeças dos adeptos nacionais ao eliminarem da mesma prova outro gigante – no caso o Futebol Clube do Porto, que avançava a todo o gás para a conquista de um inédito pentacampeonato (conquistado há quase exactos vinte e sete anos), mas que dava, no terreno do Torreense, um 'tombo' inesperado, que o tirava da luta pela 'dobradinha' naquele ano.
Os heróis de 1999
Na ocasião, o 'herói improvável' chamava-se Cláudio Oeiras, o marcador do único golo do jogo, obtido a cinco minutos do final do tempo regulamentar, e que representava um verdadeiro 'balde de água fria' para os adeptos portistas, que – mesmo com um plantel claramente em gestão – esperavam uma vitória fácil. O tento valeria, aliás, a Cláudio Oeiras um contrato com o terceiro 'grande' mencionado neste texto, o Benfica, embora o avançado nunca tivesse logrado extravasar a equipa de reservas; quanto ao Torreense, voltaria a 'bater de frente' com uma equipa primodivisionária nesse ano de 1999 – no caso o Vitória de Guimarães – e a dar boa conta de si, adiando a decisão para a segunda mão após um empate a zero; no Castelo, no entanto, terminaria o sonho dos homens de Torres, que sairiam vergados a um 3-0 que os eliminava da última Prova-Rainha completa do século XXI. Apesar deste desfecho, no entanto (e da modesta carreira futura do seu goleador) os torreenses poderão, para sempre, orgulhar-se daquele que foi, indubitavelmente, um dos maiores momentos da sua História, apenas suplantado pelo capítulo que o seu plantel de 2026 acabou de escrever, no Estádio do Jamor, há apenas uma semana...
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