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Friday, 10 July 2026

Sextas Com Style: Duas 'T-Shirts' Icónicas do Portugal da Viragem do Milénio

 Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Os anos 90 e 2000 em Portugal podem ser considerados uma época áurea no tocante às 't-shirts' gráficas, sobretudo no tocante a 'designs' com mensagens ligeiramente irreverentes, como as comercializadas pela Omni. NoFear ou Mad Bad - e qualquer português do sexo masculino que se encontrasse na adolescência ou em idade universitária nos anos da viragem do Milénio não poderá deixar de concordar que algumas das camisolas mais icónicas dessa época eram as que apresentavam 'listas' de diferentes códigos e expressões, a serem decifrados por quem se desse ao trabalho de ler a frente das respectivas. Destas, os expoentes máximos eram as 't-shirts' 'International Code: No Problem' (em que mãos enluvadas ao estilo desenho animado soletravam a respectiva expressão em linguagem gestual) e 'How Are You Feeling Today?', em que um boneco – conhecido ou 'genérico', dependendo das variantes – demonstrava os diferentes estados de espírito por que um ser vivo pode passar.



Do armário de juventude do autor deste 'blog' constava a primeira das duas t-shirts mostradas acima, precisamente na mesma cor e 'design'.

A razão pela qual estas duas 't-shirts' 'vestiram' tantos 'putos' da época é simples de perceber ao atentar no grafismo das mesmas, que se mostra cuidado, e com qualidade de 'banda desenhada' no tocante a detalhes e expressões; de igual modo, ao contrário de muitas das suas congéneres, nenhuma das camisolas era ofensiva ou controversa, agradando assim tanto ao público jovem mais irreverente quanto a outro que preferia exprimir a sua personalidade de forma menos agressiva. Não admira, pois, que qualquer das duas fosse tão prevalente, de Norte a Sul do País durante os primeiros anos do Novo Milénio, sendo bem provável que as fotografias que acima partilhamos tenham despertado memórias nostálgicas numa grande parcela dos leitores deste 'blog', e até, potencialmente, feito parte do seu guarda-roupa daqueles anos de adolescente...

Saturday, 13 July 2024

Sextas com Style: As T-Shirts Humorísticas

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 12 de Julho de 2024.


Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


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A irreverência e necessidade de expressar a sua individualidade estão entre os factores mais importantes da fase jovem do desenvolvimento humano – e a roupa é, a par da música e da arte, um dos principais meios utilizados pelos adolescentes ocidentais para atingir esse objectivo. Não é, pois, de espantar que o mundo da moda tenha, nos últimos anos do Segundo Milénio e primeiros do seguinte, procurado ir ao encontro dessa necessidade do público juvenil, dando origem a um estilo de 't-shirt' ainda hoje muito popular entre a faixa etária em causa, baseado em 'slogans' e dichotes algures entre o humorístico e o ligeiramente 'mal-educado'.


Sucessoras espirituais das camisolas da No Fear ou Street Boy de inícios dos anos 90, estas camisolas utilizavam não só frases variavelmente irreverentes como também, muitas vezes, gráficos arrojados, inspirados na estética 'graffitti' ou em outras formas de arte 'radicais' apreciadas pelos jovens da época, e que eram utilizadas para veicular ou apenas complementar as mensagens. Já estas, por sua vez, iam de desafios à autoridade parental ou cívica até simples mostras de sentido de humor, muitas com piadas baseadas em referências que apenas uma certa 'tribo' ou sector da sociedade compreenderia, fomentando assim o sentido de pertença e individualidade do 'dono' da camisola.


Escusado será dizer que esta combinação de rebeldia com estética apelativa fez enorme e imediato sucesso entre os jovens da época, dando origem a clássicos ainda hoje vistos nas ruas de Portugal, embora já muito menos do que há vinte anos ou um quarto de século. De facto, hoje em dia, as lojas antes especializadas neste tipo de camisola têm, gradualmente, vindo a focar-se em mensagens cada vez mais neutras, e mesmo de cariz puramente turístico, promovendo as localidades onde se situam; uma pena, já que – como qualquer 'millennial' português atestará – a 'piada' destas t-shirts estava mesmo nas frases e conceitos 'bem esgalhados' e fora do comum que apresentavam, e que as ajudaram a tornar numa das primeiras grandes 'modas' juvenis do Portugal do século XXI.

Friday, 10 May 2024

Sextas com Style: A Colecção de T-Shirts do Carrefour (1995-96)

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Já aqui, numa edição passada, falámos das icónicas colecções de t-shirts licenciadas da Zara de finais dos anos 90 e inícios de 2000, com temas que iam dos desenhos animados aos logotipos de bandas, e que 'vestiram' toda uma geração durante vários anos consecutivos. No entanto, ainda antes de a marca espanhola se estabelecer como a principal influenciadora da moda infanto-juvenil no tocante a camisolas de manga curta, já uma outra companhia estrangeira recém-chegada a Portugal se havia aventurado em algo semelhante, com considerável sucesso.


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Uma das mais icónicas t-shirts da linha em causa trazia os populares personagens da MTV, Beavis e Butt-Head.


Falamos do hipermercado Carrefour, o qual, em meados da década de 90, apresentou uma colecção de t-shirts para crianças e jovens capaz de cativar o seu público-alvo de forma semelhante ao que aconteceria com as da Zara, anos depois. Em comum com estas, a colecção do Carrefour tinha as licenças, entre as quais se contavam a marca de motocicletas Yamaha e o então mega-popular duo de bonecos 'metaleiros' da MTV, Beavis e Butt-Head, que 'davam a cara' numa das mais icónicas e memoráveis camisolas da linha. Ao contrário do que seria de esperar, no entanto, esta colecção não se alicerçava apenas nas licenças – pelo contrário, outra das mais bem-conseguidas t-shirts da gama trazia um tubarão estilo 'cartoon', que não destoaria numa camisola da No Fear ou Maui and Sons, mas que não pertencia a nenhuma das duas.


Estes 'designs' cuidados, aliados ao preço bastante mais convidativo do que o de uma t-shirt equivalente com logotipo de uma marca, tornaram natural o sucesso da linha do Carrefour entre o público-alvo, e até entre os 'mais crescidos', sendo bastante frequente ver miúdos e graúdos vestidos com camisolas da colecção por volta de 1995-96. Assim, e apesar de menos lembradas que as suas congéneres da Zara, estas camisolas não deixam, ainda assim, de merecer a nossa homenagem, já que, durante o seu breve apogeu, permitiram a muitos jovens portugueses iniciarem o fim-de-semana em grande Style...

Friday, 12 April 2024

Sextas com Style: As 'Pulseiras da Sorte' - As 'Rainhas' dos Adereços Entre a Juventude 'Millennial'

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Apesar de algo mais discretos que os seus congéneres da década de 80, os adereços de moda dos anos 90 e inícios dos 2000 não deixaram, ainda assim, de marcar época entre os 'millennials' portugueses mais velhos, tanto aqueles que activamente os usavam na vida quotidiana como os que simplesmente com eles conviviam, através de familiares, amigos ou colegas de escola. Um destes acessórios em particular – uma modesta e simples fita trabalhada em missangas e disponível em qualquer 'banquinha' de rua – fez furor entre os jovens daquela época, sobretudo (mas não só) do sexo feminino.


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O típico e clássico mostruário de 'pulseiras da sorte' visto em tantas bancas e lojas de rua nos anos de viragem do Milénio.


Falamos das famosas pulseiras tantas vezes vistas em mercados de rua, feiras de artesanato ou até lojas dos trezentos (e, mais tarde, chinesas) sob o nome de 'pulseiras da sorte brasileiras' – embora, incongruentemente, o referido texto surgisse no cartão de exposição em outras línguas, como o italiano. Distintivas pelas suas cores vivas e pelo típico padrão 'pontilhado' criado pelas missangas, estas fitas traziam também, normalmente, qualquer tipo de motivo inserido no padrão, normalmente uma bandeira brasileira ou um qualquer dizer de índole positivista, que as tornava ainda mais atractivas para a demografia-alvo, e as tornava omnipresentes, independentemente de 'tribo urbana' ou estatuto social.


De facto, esta era uma daquelas modas que transcendia grupos, sendo presença assídua nos pulsos tanto de 'betinhas' como da faixa mais 'alternativa', e até mesmo de quem não tinha dinheiro, gosto ou apetência para grandes 'estilos'. Efectivamente, no cômputo geral, só mesmo o sector gótico e 'metaleiro' mostrava uma predisposição expectavelmente menor para este acessório; de resto, eram poucas as raparigas portuguesas da época (bem como muitos rapazes) que não usavam pelo menos uma destas pulseiras, normalmente em conjunto com outras fitas (quer obtidas em festivais de Verão, quer de carácter mais religioso) e com um ou outro adereço mais elaborado.


Tal como tantos outros acessórios de que já aqui falámos, no entanto, também o ciclo de vida das pulseiras de missangas chegou, inevitavelmente, ao fim – embora ainda seja possível encontrar este tipo de adereço à venda hoje em dia, o mesmo é praticamente inexistente na cultura social da 'Geração Z', para quem as pulseiras utilizadas pelas suas mães há quase um quarto de século (quando estavam, elas mesmas, em idade adolescente) mais não serão do que uma relíquia cultural, semelhante ao que eram, para os 'millennials', as roupas e acessórios usadas pelos seus próprios progenitores. Para quem viveu aquela época, no entanto, aquela tira de pano e corda com missangas representa, mais do que uma pulseira, um artefacto de 'viagem no tempo', que os remete de volta à sua adolescência, quando uma ou mais das mesmas adornavam o seu pulso, ou o das suas colegas e amigas...

Thursday, 14 September 2023

Quintas de Quinquilharia: Os 'Pins' e Crachás

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.


Havia-os de todas as formas, feitios e materiais – grandes, pequenos, redondos, quadrados ou moldados à forma do que pretendiam representar, em plástico ou em metal. Adornavam desde blusões de ganga a sacolas de sarja, mochilas, estojos ou quadros de cortiça como os que alguns jovens da época tinham no quarto, ou eram simplesmente preservados numa caixa, como objectos de coleccionismo, prontos a serem admirados ou orgulhosamente exibidos perante as visitas. Falamos, é claro, dos 'pins' e crachás, uma moda que, não tendo, de modo algum, tido origem nos anos 90, viveu ainda assim a sua época áurea entre finais da década de 80 e inícios da anterior.


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Exemplos de crachás redondos de plástico, predominantes em inícios dos anos 90.


De facto, foi durante esses anos que se puderam encontar, em Portugal, lojas com uma vasta oferta de 'pins', prontos a serem adquiridos e estimados por um público ávido por aumentar a sua colecção. De desenhos alusivos a bandas e capas de álbuns até frases e dizeres humorísticos ou motivacionais, passando por alguns dos mais populares personagens infantis da época ou ainda pelos sempre populares 'smileys', nas suas mais diversas configurações, eram inúmeros e para todos os gostos os estilos e 'designs' de crachá disponíveis durante a época em causa, garantindo que ninguém ficava de fora desta 'febre'.


À medida que a década de 90 avançava, no entanto, o mercado dos 'pins' e crachás sofreu algumas alterações. Os antigos crachás redondos, em plástico colorido – os chamados em inglês 'badges' – praticamente desapareceram, cedendo lugar aos 'pins' em metal moldado, vistos como menos infantis e, logo, mais 'fixes'. Concomitantemente, este tipo de Quinquilharia passou, também, a ser vendida em locais mais específicos, normalmente de índole turística ou cultural, ou a servir como brinde promocional em campanhas de 'marketing', deitando a perder alguma da criatividade exibida pelo mercado em causa na década transacta.


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Exemplos de 'pins' em metal, predominantes da segunda metade dos anos 90 em diante.


Mesmo com estas mudanças, no entanto, os 'pins' não perderam a sua popularidade, continuando a ser frequentemente vistos a decorar sacolas a tiracolo, mochilas, ou mesmo peças de roupa, tal como acontecia na sua época áurea. Este paradigma mantém-se, aliás, até aos dias que correm, fazendo dos crachás um dos poucos produtos abordados nesta secção que não saíram de moda nem viram decrescer significativamente os seus índices de popularidade. Ainda assim, quem viveu a 'época alta' deste tipo de Quinquilharia certamente sentirá a falta de alguma da originalidade e sentido estético dos 'pins' e crachás da 'sua' altura, cuja essência dificilmente voltará a ser capturada, tornando-os símbolos de uma época mais 'divertida' e inocente, não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo.


 


 

Friday, 25 August 2023

Quintas de Quinquilharia: Os Adereços de Contas e Missangas

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 24 de Agosto de 2023.


Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.


O Verão é tempo de partidas para novos destinos, de idas para casa dos avós ou dos tios, de dias na praia, de actividades desportivas no bairro e de colónias de férias - tudo situações que resultam em novas amizades, ainda que, provavelmente, apenas com a duração correspondente à das férias em questão. Ainda assim, enquanto as mesmas duram, há que cultivá-las - e, para as raparigas dos anos 90 e 2000, uma das muitas maneiras de o fazer era através da construção de colares e pulseiras com contas e missangas.


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Facilmente adquríveis em todo o tipo de estabelecimentos, e a um preço irrisório, este tipo de adereço era muito popular junto dos jovens, por permitir - com a adição de um pedaço de cordel, fio ou corda - a criação de todo o tipo de acessórios de moda totalmente 'DIY' - e, como tal, significativamente mais baratos do que os comprados pré-feitos, em lojas. Não era, por isso, de todo incomum ver jovens de ambos os sexos com adereços feitos por eles mesmos nos pulsos, tornozelos ou em volta do pescoço, por vezes com padrões e 'designs' tão ou mais criativos do que os que as próprias lojas ofereciam. As missangas não eram, aliás, o único tipo de material usado para este efeito, sendo as pulseiras entrançadas e os tererés, possivelmente, ainda mais populares enquanto criações 'feitas em casa' pela demografia em causa.


Ao contrário de muitos dos produtos e acessórios de que falamos nesta secção, as pulseiras, colares e outros adereços feitos a partir de contas e missangas nunca saíram de moda, e embora a sua preponderância e prevalência entre a juventude já não seja o que outrora foi, é fácil de acreditar que as jovens da Geração Z se continuem a entreter a criar adereços e acessórios 'feitos à mão' a partir deste tipo de material, da mesma forma que o fizeram as 'millennial'...

Friday, 14 July 2023

Sextas com Style: As Botas Dr. Martens - A Rebelião Estilizada

NOTA: Por motivos de relevância temporal, falaremos de cinema nas próximas duas Sextas-feiras; hoje, falaremos novamente de moda.


Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


O fenómeno de um produto normalmente associado com uma cultura de 'nicho' – seja a nível estético ou ideológico – se transpôr para o chamado 'mainstream' não é, de todo, inédito; pelo contrário, são incontáveis as apropriações e assimilações deste tipo feitas pela cultura ocidental nos últimos cinquenta anos, de forma transversal a todos os aspectos da sociedade. O vestuário e o calçado não são excepção, tendo várias peças originalmente destinadas ao trabalho manual ou envergadas como forma de posicionamento contra-cultural passado a ser uma mera opção estética igual a tantas outras.


Tão-pouco foram os anos 90 excepção a esta regra; a última década do século XX viu entrarem no guarda-roupa do comum dos jovens as botas texanas, os blusões de penas, e as botas de caminhada ou de biqueira de aço, que se juntavam aos casacos de cabedal e ganga no rol de artigos entretanto desprovidos da sua função original e adoptados como simples adereços de moda. A este grupo há, ainda, que juntar um artigo de calçado que, nos seus então quarenta anos de História (hoje setenta) nunca havia deixado de ser conotada com movimentos rebeldes, contra-culturais, ou, no mínimo, artísticos: as botas Dr. Martens, mais conhecidas como 'Docs'.


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De facto, apesar de serem, ainda, largamente conotadas com o vestuário dos 'freaks' (nome dado, à época, aos adeptos do movimento alternativo) a verdade é que estas botas viveram, durante a referida década, um dos seus 'estados de graça', muito por conta do referido movimento alternativo e de 'cenas' musicais e culturais como o gótico ou o 'grunge'. Com os seus tradicionais pespontos amarelos e uma gama de cores fora do comum (além das clássicas pretas ou castanhas, era comum ver nos pés da juventude modelos vermelhos, amarelos ou verdes) estas botas não podiam deixar de agradar a 'tribos' urbanas cuja filosofia estética era, precisamente, a de se destacar das 'massas' através de escolhas estilísticas inusitadas e chamativas. Junte-se a isto a sua versatilidade e a durabilidade típica de artigos de qualidade da época, e está explicado o sucesso das 'Docs' junto do público alternativo da viragem do Milénio.


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O ainda popular modelo vermelho.


O único entrave à ainda maior massificação destas botas entre os jovens lusitanos era, pois, o mesmo de sempre: o preço, que se afirmava como proibitivo para a maioria das 'carteiras' da classe média, mesmo no contexto de presentes de aniversário ou Natal; assim, para cada jovem que envergava orgulhosamente um par de Dr. Martens nos pés, haveria certamente vários outros que se viam forçados a ficar-se pelo 'sonho', e a admirar com cobiça os pares dos colegas e amigos.


A história das botas Docs na sociedade portuguesa (e mundial) tem, ainda, outra reviravolta, já que a democratização da moda, aliada à sua natureza cíclica, fez com que as mesmas regressassem à consciência colectiva de uma geração, entretanto, já capaz de suportar os custos aliados à compra de um par – bem como da seguinte, que as assimilou e integrou no seu próprio livro de estilo, e as associou aos seus próprios movimentos sócio-culturais. Um breve passeio pelas ruas de uma qualquer cidade portuguesa permite, assim, avistar novamente os icónicos pespontos amarelos nos pés de góticos, 'punks' e intelectuais, mas também das chamadas 'betinhas', provando que as septuagenárias botas mantêm o mesmo apelo transversal que as fez objecto de cobiça da maioria dos jovens portugueses há perto de três décadas.

Friday, 9 June 2023

Sextas com Style: Os Casacos de Malha Compridos

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Apesar de os artigos de vestuário e acessórios lisos, ou de padrões mais discretos e menos declarados, serem universalmente considerados intemporais, tal nem sempre é verdade, já que o padrão está longe de ser o único factor que dita se uma peça está ou não 'na moda'; de facto, há também que considerar aspectos como o corte e o próprio 'design' da peça, que, como tudo o que respeita a moda, são cíclicos - as calças à boca de sino, por exemplo, estão neste momento a gozar de um regresso à 'berra', vinte a vinte e cinco anos depois de terem sido o supra-sumos da moda adolescente feminina.


Serve este ponto prévio para justificar a presença nestas páginas de um tipo de peça que muitos verão, certamente, como intemporal, mas que quem foi jovem (concretamente, adolescente) por alturas da viragem do Milénio certamente associará com aqueles anos de escola e auto-descoberta, seja por uma ter constado do seu próprio guarda-roupa, ou por a ter visto ser usada pelas colegas de turma ou de escola.


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Falamos do casaco de malha tricotada, comprido (no mínimo, até aos joelhos) e, normalmente, de uma cor escura, como verde, castanho ou antracite, com um ligeiro jaspeado aqui e ali, peça fulcral e fundamental do estilo quotidiano de uma certa demografia mais virada para o chamado movimento 'alternativo', mas que encontrava também alguma tracção entre as chamadas 'betinhas', embora nesse caso, normalmente, em tons mais claros.


Ou seja, uma peça agregadora no que toca a 'tribos' urbanas jovens, mas não necessariamente intemporal, apesar de se terem visto vários regressos da mesma ao longo das duas décadas subsequentes. E apesar de, actualmente, a mesma se encontrar na fase negativa do ciclo (por outras palavras, 'fora de moda') não será, de todo, de admirar que essa situação mude nos anos ou até meses mais próximos – afinal, o ciclo da moda tem a duração média de duas décadas, o que coloca esta peça (entre outras) na 'linha da frente' para um triunfal regresso entre as demografias mais jovens. Até lá, no entanto, é mesmo a geração que os usou originalmente que vai mantendo 'vivos' estes casacos tão em voga no tempo em que a mesma andava na escola.


 

Friday, 2 June 2023

Sextas com Style: As Mochilas 'Monte Campo'

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


De entre os muitos elementos de moda que marcavam a diferença entre 'tribos urbanas' e ditavam níveis de popularidade e 'fixeza' entre a juventude portuguesa dos anos 90, e que entretanto se tornaram excessivamente padronizados, as mochilas estão, muitas vezes, entre os mais esquecidos. De facto, e apesar de não serem tão marcantes e memoráveis como uma t-shirt, um par de ténis, ou mesmo um boné, as 'pastas' da escola foram, para a geração hoje na casa dos trinta a quarenta anos, um adereço de moda como qualquer outro, tão merecedor de atenção e selecção aturada como qualquer peça de vestuário ou bijuteria, e tão capaz de marcar a diferença entre a admiração e o 'gozo' por parte dos colegas como qualquer deles. E ainda que tenham sido muitas as marcas a merecer a confiança da juventude durante aquela década – da Slazenger à Jansport e Eastpak – apenas uma se afirmou, verdadeiramente, como 'A' mochila de finais do século XX.


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Instantaneamente reconhecíveis pelo seu 'design' típico e diferenciado – ainda mais que o das marcas supramencionadas – as mochilas Monte Campo destinavam-se, originalmente, a ser utilizadas no contexto do campismo e caminhadas; no entanto, algures no início dos anos 90, essa trajectória sofreu um desvio, à medida que mais e mais crianças adoptavam os produtos da marca como 'pastas' para uso escolar, a ponto de, no final da década, o propósito principal da gama se encontrar já praticamente esquecido. Quanto ao factor exacto que tornava estas pastas relativamente sóbrias num produto oficialmente considerado 'fixe', talvez o mesmo se prendesse com os invulgares esquemas de cores da maioria dos modelos da marca, que tendiam a combinar uma cor mais forte com o tradicional preto, azul ou cinzento, e que iam, assim, exactamente ao encontro dos gostos estéticos da maioria dos jovens noventistas.


Fosse qual fosse o motivo, no entanto, a verdade é que as 'pastas' Monte Campo gozaram, mesmo, de um longo período de graça, que se estendeu até pelo menos a meados da primeira década do século XXI, e durante o qual não foram, claro está, imunes a imitações, com as lojas de bairro e barracas de feiras de Norte a Sul do País a exibirem orgulhosamente os seus modelos 'Monte Carlo' e 'Monte Branco' ao lado das calças de treino Abadas, dos chinelos Pamu e das t-shirts da Reeclock. Curiosamente, talvez pelo preço algo proibitivo dos originais, estas imitações tendiam a não ser alvo de tanto escárnio como as de outros produtos 'da moda' – o importante, muitas vezes, era mesmo ter uma mochila com aquele tipo de modelo, independentemente da marca.


Como acontece com qualquer outro adereço de moda, também as mochilas Monte Campo e respectivas imitadoras acabaram, inevitavelmente, por sair de moda (embora continuem a existir), no caso, sensivelmente ao mesmo tempo que os modelos da Jansport (a Eastpak, além de mais tardia, soube reinventar-se, e segue firme no mercado dos materiais escolares até aos dias que correm.) No entanto, para quem foi criança e adolescente entre as décadas de 80 e 2000, aquele emblema amarelado com o desenho de uma montanha continuará, para sempre, a ser o símbolo máximo de uma mochila 'estilosa' e duradoura.

Friday, 12 May 2023

Sextas com Style: As Botas Texanas

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Ter 'estilo' e parecer 'fixe' – seja junto dos amigos ou perante um potencial par romântico – sempre foi, e há de continuar a ser, um dos principais objectivos de qualquer criança ou jovem, independentemente da geração em que tenha crescido; a necessidade de afirmação e aceitação é parte integrante da conquista da identidade própria, e o aspecto fisico tem, quer se queira ou não, um papel preponderante nessa mesma jornada. E se, hoje em dia, as gerações mais jovens são bastante mais abertas à diferença e à procura de um estilo individual, a sua congénere dos anos 80, 90 e 2000 almejava precisamente ao oposto, procurando o máximo de padronização possível em termos de vestuário, calçado e apresentação em geral.


O resultado inevitável desta tendência foi uma sucessão de 'febres' ligadas a peças de roupa, cada uma mais cobiçada que a anterior pela então nova geração, das camisas da Sacoor às sweat-shirts da No Fear, Quebramar, Mad+Bad e GAP, passando pelas calças da Resina, blusões da Duffy ou t-shirts da Fiorucci. Como um dos principais elementos identificadores de qualquer estilo, o calçado não ficou, de todo, imune a este fenómeno, tendo sido também inúmeros os exemplos de sapatos altamente cobiçados por grande parte da juventude portuguesa, dos ténis pisa-e-brilha aos Airwalk, Redley e Converse, passando pelos botins, socas de plataforma, botas de biqueira de aço, e pelo tema desta Sexta com Style, as botas Texanas.


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Exemplo moderno deste tipo de peça.


Como o próprio nome dá a indicar, estas botas pretendiam emular o peculiar e emblemático estilo de calçado que continua, desde os tempos do lendário Velho Oeste, a ser utilizado pelos rancheiros da região do Texas, nos Estados Unidos: aquele tipo de bota de cano bem alto e biqueira pontiaguda, normalmente feita de pele de um qualquer animal, muitas vezes uma cobra ou crocodilo. Uma peça que, longe de ser 'para todos os gostos', tem alguns evidentes atractivos que a ajudaram a popularizar entre a juventude dos anos 90, pese embora o proibitivo preço as tornasse – para quem tinha a sorte de ter um par, claro – peças estritamente 'de festa', apenas utilizadas em ocasiões especiais, como uma ida à discoteca, e longe de se adequarem ao 'rame-rame' quotidiano da escola e dos encontros com amigos no café ou no jardim.


Tal como a maioria dos artigos que acima elencámos, também as botas Texanas acabaram, inevitavelmente, por ser 'levadas' na constante 'enxurrada' das tendências de moda, sendo já totalmente alheias à geração nascida em meados de 80, e que entrou na adolescência no final da década seguinte; os seus congéneres ligeiramente mais velhos, no entanto, certamente terão bastas memórias de tirar do armário e polir as suas Texanas, para poder 'fazer estilo' numa qualquer festa entre pares...

Friday, 17 March 2023

Sextas com Style: As Jardineiras

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Mesmo sendo um dos artigos de vestuário mais intemporais e universais alguma vez criados, as calças de ganga não são, ainda assim, imunes a flutuações e variações derivadas da moda – antes pelo contrário. Para além dos cortes, que mudam consoante as tendências da estação, também o próprio formato das calças 'entra e sai' de moda, sendo relativamente fácil identificar a era temporal de um par de 'jeans' apenas com base neste mesmo elemento. E se os finais da década de 90 e inícios da seguinte foram a era por excelência das calças largas e à boca de sino, os anos anteriores viram surgir e popularizar-se um outro tipo de 'jeans': as icónicas jardineiras.


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Ainda hoje utilizadas pelas suas demografias original (as crianças pequenas, os trabalhadores manuais e as mulheres grávidas) as jardineiras tornaram-se, nos anos 90, parte do 'estilo' de um outro sector da sociedade – nomeadamente, a das adolescentes do sexo feminino, que as incorporaram nos seus 'looks' mais casuais e desportivos, e fizeram delas um dos mais icónicos símbolos da moda dos anos 90, sendo que quem foi da idade certa durante a última década do século XX e primeiros anos do Novo Milénio certamente se lembrará de ter usado (ou visto as familiares ou colegas de turma usar) calças deste tipo, normalmente com uma das alças (ou até ambas) desabotoadas e a pender pelas costas abaixo, e combinadas com ténis All-Star, Airwalk ou até socas plataforma.


O atractivo deste tipo de calças era, aliás, óbvio, já que as mesmas aliavam a versatilidade à practicidade e conforto (visto muitos dos modelos serem 'largueirões', eliminando a principal razão de queixa de muitos relativamente às gangas), podendo ser usadas numa grande variedade de situações informais ou semi-informais sem nunca parecerem deslocadas ou de alguma forma impróprias – desde que o artigo em causa fosse de bom corte e estivesse bem tratado, bem entendido.


Tal como a maioria das outras modas que abordámos em edições passadas desta rubrica, também as jardineiras tiveram a sua época, sendo hoje codificadas como elemento de um estilo declaradamente 'vintage', e especificamente associado aos anos 90. A tendência cíclica da moda dita, no entanto, que estas icónicas calças de ganga venham, num futuro muito próximo, a estar novamente 'na moda', e a conquistar o coração de toda uma nova vaga de adolescentes; até lá, o espírito das jardineiras continuará a ser perpetuado pelos públicos para que foram originalmente concebidas...

Friday, 3 February 2023

Sextas com Style: As Gargantilhas

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Os acessórios de moda são, regra geral, parte integrante e importante da maioria dos conjuntos e 'visuais', oferecendo um complemento ou acrescento ao efeito causado pelas próprias peças de vestuário. Os anos 90 não foram, de todo, excepção a esta regra – pelo contrário, a década originou aquele que foi um dos mais populares acessórios deste tipo durante pelo menos quinze anos, as gargantilhas.


colar-choker-anos-90-colar.jpgO mais comum e popular tipo de gargantilha dos anos 90


Transversais às raparigas adolescentes dos mais diversos grupos e 'castas' sociais – embora mais frequentemente associadas aos movimentos góticos e 'alternativos' – as gargantilhas tinham como objectivo chamar a atenção para a zona do pescoço (muito mais do que os colares, por serem, regra geral, justos à pele) com os seus intrincados padrões (normalmente tribais) ou os acessórios que traziam pendurados, como pequenas cruzes ou outros motivos. Fosse qual fosse o estilo ou variante escolhida, no entanto, estes adereços ganhavam pontos pela sua versatilidade, ficando tão bem com umas calças à boca de sino, sweatshirt da GAP e socas plataforma usadas pelas 'betinhas' como com as calças largas, panamá e top de alças característicos da demografia feminina mais 'alternativa', ou até as rendas e brocados em tons de negro das 'vampiras' góticas. Talvez por isso se afrimassem como um dos mais consensuais tipos de acessório de finais do século XX e inícios do XXI, não havendo praticamente adolescente do sexo feminino que não tivesse na gaveta pelo menos uma.


Tal como sucede com muitas das outras peças aqui abordadas, no entanto, também as gargantilhas sucumbiriam ao passar do tempo, e às mudanças na moda juvenil trazidas pelos primeiros anos do século XXI; apesar de não terem nunca desaparecido completamente, estes adereços são, hoje em dia, bem menos populares do que o eram há uma geração atrás, já não se afirmando como complemento obrigatório de qualquer 'fatiota' de uma rapariga adolescente. Quem o foi naqueles anos, no entanto – ou, pelo menos, com quem elas conviveu – saberá a importância e relevância que as gargantilhas tiveram na definição da aparência diária das adolescentes daqueles anos, e perceberá por que razão as mesmas merecem lugar nesta secção 'estilosa' do nosso blog...

Friday, 20 January 2023

Sextas com Style: As Calças de Ganga dos Anos 90

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


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Lois. Lee. Replay. Guess. Reporter. Wrangler. Levi's. Qualquer jovem acima de uma certa idade durante os anos 90 conhecia todos estes nomes, e sabia não só escolher os seus favoritos como justificar essa mesma escolha. Isto porque, apesar de os 'jeans' serem um artigo de vestuário absolutamente intemporal, e que nunca sai de moda, os movimentos ligados ao 'rock' e à música alternativa tornaram os anos 80 e 90, mais do que quaisquer das décadas circundantes, a 'era da ganga' por excelência.


De facto, fosse no formato 'artisticamente rasgado' vigente no início da época (e entretanto ressuscitado), nos formatos largo ou à boca de sino típicos dos últimos anos do Segundo Milénio, ou na sua forma mais clássica, a direito ou em 'corte vaqueiro' e sem quaisquer adereços, os 'jeans' estiveram, a par das t-shirts e sweatshirts menos 'espalhafatosas' e dos ténis Converse, entre as poucas peças de roupa que atravessaram essas décadas – e também as subsequentes – sem em qualquer momento terem 'saído de moda'. É certo que os formatos diferiam, como aliás mencionámos no início deste parágrafo, mas não houve, durante aqueles vinte anos, qualquer momento em que os 'jeans' não fizessem parte integrante dos figurinos jovens; pelo contrário, como se poderia deduzir pelo 'rol' de marcas que abre este 'post', o mercado poucas vezes esteve tão receptivo e propício a este tipo de item, que figurava nos guarda-roupas juvenis logo desde tenra idade, sob a forma ds tradicionais jardineiras – as quais, paulatinamente, também aqui merecerão a nossa atenção.


E ainda que estas últimas tenham descrescido em popularidade durante as primeiras décadas do século XX, o mesmo não se verificou com as versões 'sem alças', que continuam a ser vestidas diariamente – nos diferentes formatos 'da moda' – por portugueses (e não só) de todas as idades e estratos sociais, tornando-as uma das peças mais intemporais e consensuais da história do vestuário – mesmo que, ainda hoje, umas Levi's continuem a não equivaler exactamente a um par de calças da Primark, tal como, nos anos 90, não equivaliam a umas compradas no hipermercado...

Friday, 6 January 2023

Sextas com Style: Os Chapéus de Praia dos Anos 90

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Apesar da variedade de chapéus existente no mercado português entre finais dos anos 90 e inícios dos 2000, a maioria das crianças e jovens residentes no nosso País dividia-se firmemente entre dois tipos: por um lado, o intemporal e sempre popular boné (na altura usado com a pala bem dobrada, quase até partir) e, por outro, um estilo de chapéu que só na década seguinte viria a ser considerado 'estiloso', mas que protegeu muitas cabeças do sol durante os anos finais do século XX.


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Exemplo moderno deste tipo de chapéu.


Falamos do eterno chapéu de tecido, de forma algures entre um sino e uma tigela, que toda e qualquer criança de inícios da década de 90 não só usou na praia, como viu os pais e os avós usarem também. De facto, este formato de chapéu era tão universal, que o único grupo que nunca seria visto com um na cabeça era precisamente o mesmo que o tornaria a popularizar já no século XXI – os eternos 'escravos da moda' em idade adolescente. De resto, novos ou velhos, do sexo masculino ou feminino, havia pouco quem não optasse por um chapéu deste tipo (ou desenterrasse o seu do armário) de cada vez que chegava o Verão, normalmente tirando proveito da natureza reversível do mesmo, a qual permitia, simplesmente, virar o chapéu 'do avesso' sempre que necessário, passando assim a ter um chapéu vermelho em vez de azul, por exemplo. De facto, tal era a popularidade destes chapéus que difícil mesmo era, numa ida à praia durante aqueles anos, NÃO ver alguém à sombra de um guarda-sol ou a brincar ou passear junto à água com um destes na cabeça.


Como sucedeu com tantos outros artigos de que vimos falando nestas páginas, também a 'época' dos chapéus de praia deste tipo acabou, eventualmente, por terminar – mas não sem que estes icónicos chapéus beneficiassem de uma 'segunda vida' nos primeiros anos do século XXI, agora já sem a faceta reversível, decorados com padrões de flores e havaianos, e usados pela demografia que, em décadas anteriores, usara a 'versão original'. De facto, inspirados pelos ídolos que viam em revistas como a Bravo ou a Super Pop, os adolescentes do virar do milénio conseguiram, por um curto espaço de tempo, fazer destes chapéus um artigo de vestuário 'fixe', algo que dez anos antes parecia impossível. No entanto, inevitavelmente, também este segundo modelo acabou por cair em desuso, uma vez a geração em causa chegada á idade adulta; com o pendor da mesma para o revivalismo, no entanto, é bem possível que, em anos vindouros, os icónicos 'chapéus de praia' dos anos 90 voltem mesmo à ribalta. Já não seria a primeira vez...

Friday, 2 December 2022

Sextas com Style: Os Artigos Promocionais

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Qualquer pessoa que já tenha sido jovem, ou que conviva regularmente com jovens, sabe que, por vezes, há coisas que se tornam 'moda' sem que seja possível explicar porquê – e os anos 90 não foram, certamente, excepção a esse respeito; antes pelo contrário, a década a que este blog diz respeito foi responsável por vários exemplos desta tendência, cada um mais surpreendente que o outro, das míticas meias brancas de raquetes ao assunto do blogue de hoje, os artigos de vestuário e acessórios promocionais.


Não estamos, entenda-se, a referir-nos a 'merchandising' - oficial ou pirata - de uma qualquer propriedade intelectual – falamos, antes, daqueles produtos cuja função era, descarada e declaradamente, fazer publicidade a um qualquer produto ou serviço, da t-shirt oferecida pela garagem local à que se ganhava como 'prémio de participação' num qualquer concurso de uma grande marca, passando pelo supra-sumos desta tendência, o chapéu-de-chuva às riscas com um qualquer logotipo impresso nos 'gomos' brancos.


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Quem nunca teve ou quis um destes?


Para quem não viveu a época, é difícil explicar porque, e até que ponto, este acessório se tornou popular entre os jovens de uma certa idade; quem lá esteve, e ostentou com orgulho um destes chapéus (ou quis, mais que tudo, ter um) certamente se recorda de os mesmos terem, inclusivamente, mais valor do que um chapéu-de-chuva comprado na loja, mesmo que o dito-cujo ostentasse personagens de desenhos animados ou banda desenhada! Um verdadeiro mistério, que nem as três décadas subsequentes foram capazes de resolver.


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Parte da colecção do ano passado da Zara. Sim, a sério.


Mais – a vaga nostálgica que se vem abatendo sobre a geração agora na casa dos trinta a quarenta anos já se estendeu a este tipo de produtos, réplicas dos quais começam a surgir como parte integrante das novas colecções de grandes cadeias de 'fast fashion'; e ainda que os referidos guarda-chuvas ainda não tenham voltado 'à berra', certamente não tardará já muito até que algum 'iluminado' tente cobrar por um chapéu preto e branco a dizer 'Dunlop' – e, provavelmente, consiga vendê-lo a algum trintão nostálgico que se lembre de ter tido um quase exactamente igual ali por volta dos dez ou onze anos...

Friday, 18 November 2022

Sextas com Style: Os Peluches nas Mochilas

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Até finais da década de 90, os peluches estavam conotados, sobretudo, com a primeira infância, ou, na melhor das hipóteses, com elementos mais velhos, mas do sexo feminino (vulgo, eram 'para bebés' ou 'para meninas'); essa tendência sofreu, no entanto, uma completa inversão nos últimos anos do século XX, quando os bonecos feitos do referido material, sobretudo os acoplados a um porta-chaves, foram apropriados pelo movimento alternativo, e transformados em moda adolescente entre os então denominados 'freaks', que os exibiam orgulhosamente nos fechos das suas mochilas Eastpak, Jansport ou Monte Campo, ou até nas igualmente populares sacolas de sarja


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Um exemplo bastante típico do fenómeno explorado neste 'post'.


De facto, entre o último terço da década de 90 e meados da seguinte (e, em menor escala, até aos dias de hoje) não era, de todo, incomum ver jovens de ambos os sexos com penteados ousados, calções, calças e ténis largos e 't-shirts' de marcas radicais ou alusivas a bandas de metal ou propriedades intelectuais 'de nicho' trazerem pendurado da 'pasta' um ursinho (ou uma réplica de outro objecto do dia-a-dia, como um ténis, um estojo ou um telemóvel) feito de peluche; em inícios do novo milénio, quando a cultura 'pop' norte-americana começou a chegar em maior escala ao nosso país, este acervo ver-se-ia, ainda, acrescido de réplicas dos personagens de algumas das mais populares propriedades intelectuais dessa nova vaga, entre os quais se destacam largamente os quatro protagonistas infantis do icónico 'South Park'.


E ainda que esta moda fizesse torcer o nariz a quem estava menos 'dentro' do movimento, a verdade é que a mesma era perfeitamente bem aceite por quem dele fazia parte, sendo uma das raras instâncias em que os jovens do sexo masculino não eram alvo de ridículo por parte dos colegas por uma decisão deste tipo – tendência que, aliás, se continua a verificar hoje em dia, em que o uso de peluches e outros artefactos alusivos à propriedade intelectual favorita são encorajados e utilizados com orgulho por jovens em idade de ensino secundário e até universitário. O que os mesmos talvez não saibam, no entanto, é que devem a possibilidade de expressar a personalidade desta forma à geração dos seus pais (ou, pelo menos, irmãos mais velhos), a primeira a normalizar o uso de peluches por jovens já em plena adolescência como forma de demonstrar individualidade e oposição às normas sociais estabelecidas – ainda que, como tantas outras tendências adolescentes dessa época e de outras, o mesmo se tenha popularizado ao ponto de deixar de ser uma transgressão, e se passar a inserir no campo da 'moda' pura e dura...

Friday, 4 November 2022

Sextas com Style: As Sacolas de Sarja

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Apesar de não ter tido na moda jovem dos anos 90 a mesma influência que o chamado estilo 'betinho', o movimento alternativo não deixou, ainda assim, de moldar significativamente o aspecto de um qualquer pátio de escola secundária portuguesa dos anos 90 e 2000, respondendo aos pólos de rugby, socas plataforma, calças à boca de sino, camisas da Sacoor e 'sweatshirts' da Gap ou Quebramar com tendências próprias, como as calças largas, as botas Doc Martens ou de biqueira de aço, os bonés para trás ou para o lado, as trancinhas conhecidas como 'tererés' ou o acessório de que falamos neste 'post', as bolsas a tiracolo em sarja.


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Exemplo moderno do acessório discutido nas linhas abaixo.


Populares entre os então chamados 'freaks' pela sua aparência militar e potencial de customização – era, aliás, quase obrigatório decorá-las com 'patches', 'pins' ou até desenhos ou dedicatórias dos amigos – esta mistura das tradicionais carteiras das 'betinhas' com as mochilas que qualquer 'puto' da escola carrega diariamente às costas dispunha de uma alça ajustável, mas esta acabava por ser uma característica quase redundante, já que qualquer aluno do secundário ou da universidade que se prezasse as usava o mais descaídas possível, normalmente ao nível dos joelhos (e, quase sempre, atravessadas a tiracolo, ainda que no caso das raparigas pudessem também ser usadas penduradas.)


Apesar do seu apelo aparentemente intemporal, no entanto, estas sacolas acabaram mesmo por cair em desuso após a primeira década do Novo Milénio, tendo gradualmente vindo a ser substituídas pelas suas congéneres em cabedal, borracha ou plástico, ou ainda pelos sacos de pano, sobretudo entre o sector universitário; ainda assim, este acessório não deixou de marcar época junto do segmento mais alternativo da geração que atingiu a adolescência em finais dos anos 90 e inícios de 2000; aliás, estamos em crer que, após ler este post, já deverá ter havido quem tenha ido buscar a sua à garagem ou ao fundo do armário, para mostrar aos filhos ou, simplesmente, recordar os seus tempos de jovem....

Friday, 1 July 2022

Sextas com Style: Os 'Piercings'

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Na última edição desta rubrica, falámos das tatuagens, e do modo como as mesmas deixaram as 'tribos' de nicho e se transformaram num fenómeno 'mainstream' durante as décadas de 90 e 2000; nada mais apropriado, portanto, do que nos debruçarmos, esta semana, sobre o outro grande elemento da cultura dita 'alternativa' a transpôr essa barreira, sensivelmente na mesma época: os 'piercings'.


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Os 'piercings' no umbigo foram um 'clássico' entre uma determinada demografia nas décadas de 90 e 2000


Até então confinados, sobretudo, a sub-culturas como o punk e o metal (sendo os tradicionais e convencionais brincos a única forma de adorno deste tipo transversalmente aceitável em toda a sociedade) os 'piercings' aproveitaram a 'boleia' das tatuagens para se espalharem um pouco por todos os sectores da cultura jovem da altura, tendo encontrado particular aceitação entre a nova geração de 'alternativos' (que ainda hoje continuam a favorecer as sobrancelhas, nariz e lábios como localização preferencial deste tipo de adorno) e junto das chamadas 'betinhas', para quem as jóias no umbigo ou os pontos ao canto do lábio passaram a ser mais um entre muitos adereços 'da moda', perfeitos para exibir no Verão, quando entravam em cena os tops de 'barriga ao léu' (os quais merecem também, potencialmente, um lugar futuro nesta rubrica.)


Aquilo que anos antes era visto como um 'desvio' das normas convencionais, e conotado com a rebeldia ou até com o perigo, passou, assim, a ser algo significativamente mais normalizado, passando as conotações rebeldes a existir apenas no contexto da demografia mais jovem, para quem este tipo de adorno era um apoio à expressão identitária. Mais de duas décadas depois, e tendo-se esses jovens transformados, eles próprios, em adultos, os 'piercings' (bem como as tatuagens) são um elemento perfeitamente comum e aceite dentro da sociedade ocidental, já muito longe da insurreição que outrora simbolizaram, tendo-se (ainda que involuntariamente) tornado um símbolo tanto da progressão social que se verificou nesse espaço de tempo, como da sanitização e padronização que se vai vivendo no seio da sociedade ocidental actual, já praticamente isenta de elementos verdadeiramente subversivos, como chegaram a ser, na sua época, estes adornos...

Friday, 17 June 2022

Sextas com Style: As Tatuagens dos Anos 90

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Os anos 90 e 2000 marcaram o período em que as tatuagens extravasaram o seu anterior reduto maioritariamente 'de nicho' e entraram na sociedade mais 'mainstream'. Aquilo que, apenas alguns anos antes, havia sido do domínio quase exclusivo das tribos mais 'alternativas' surgia agora como marca de rebeldia e afirmação pessoal entre os vulgarmente denominados 'betinhos', sobretudo do sexo feminino.


De facto, ao passo que entre os adolescentes masculinos as tatuagens principiavam a surgir alguns anos mais tarde, eram inúmeras as raparigas do secundário que, naqueles anos de viragem de milénio, ostentavam mais ou menos orgulhosamente as suas tatuagens, invariavelmente de um de dois tipos: as populares 'mãozinhas' (ou patinhas) a simbolizar uma pessoa (ou animal) especial, e a 'rainha' das tatuagens da época, o motivo tribal na base das costas, conhecido em inglês como 'tramp stamp'; e apesar de, em Portugal, esse tipo de tatuagem não ter, necessariamente, essa conotação, a verdade é que era o motivo mais popular entre um determinado tipo de jovem – ainda que, em abono da verdade, fosse transversal à maioria das 'demografias' e 'tribos' adolescentes, sendo um daqueles fenómenos capazes de extrapolar quaisquer 'fronteiras' sociais existentes à época.


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'A' tatuagem da virada do milénio


Havia, claro, outros tipos de tatuagem populares entre a 'malta jovem' (o nome em caracteres chineses ou árabes, por exemplo, ganhou significativa popularidade entre os homens alguns anos depois) mas, quando se pensa em tatuagens adolescentes de finais do século XX, não restam quaisquer dúvidas de que são estes os dois exemplos em que imediatamente se pensa – e que talvez, ainda hoje, recordem muitas ex-jovens daquele tempo das 'loucuras' que cometeram na juventude...

Friday, 20 May 2022

Sextas com Style: As Camisolas de Dupla Manga

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


Como já por várias vezes referimos nestas mesmas páginas, os anos 90 foram uma das décadas por excelência para modas estranhas e algo incompreensíveis. Por muito que sejam os anos 80 quem detém essa fama no imaginário popular (e com alguma razão, diga-se de passagem), as modas mais extravagantes dessa década eram, sobretudo, as dos jovens adultos; já nos anos 90, eram as crianças e adolescentes quem incorria num 'crime de moda' atrás de outro, dos famosos fatos-de-treino estilo colete de visibilidade às não menos inexplicáveis meias de raquetes, chinelos de piscina de sola preta ou bolsinhas de trocos – isto sem sequer falar nos penteados. E, apesar de a maioria destas modas mais questionáveis se centrarem nos primeiros anos da década, o final dos 'noventas' também não ficaram imunes a tendências bizarras, das calças largas (com t-shirts a condizer) aos artigos de que falamos hoje, as camisolas com mangas falsas, ou duplas.


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Os penteados são tão anos 90 como as próprias camisolas...


Populares nos últimos anos da década, e inícios da seguinte, estas camisolas não têm, ao contrário de muitas das roupas de que aqui falamos, uma origem identificada, sendo daqueles fenómenos surgidos de um dia para o outro, e rapidamente adoptada por toda uma demografia. O objectivo era, claro, fazer parecer que se tinha uma t-shirt por cima de uma camisola fina de mangas compridas – um efeito que era, inclusivamente, reproduzido de forma literal por quem não tinha no armário uma destas peças: e ainda que o efeito visual não fosse tão espalhafatoso como o da maioria das outras tendências atrás referidas, ficava (e fica) ainda assim a pergunta: porquê?


De facto, ao contrário do que acontece com a maioria das outras modas juvenis, tornava-se difícil discernir o objectivo por detrás desta tendência em particular, o que pode explicar a longevidade relativamente curta da mesma, por oposição às suas contemporâneas; sem grande razão de ser, e sem celebridades mediáticas a servirem de porta-voz do estilo, as camisolas de dupla manga não tardaram a dar lugar a outros tipos de artigo, alguns tão ou mais peculiares do que elas. Talvez por isso, hoje em dia, estas camisolas mais não sejam do que uma vaga recordação para a maioria dos ex-jovens dos anos 90 – muitos deles os mesmos que, na altura, desejavam ardentemente ter um artigo deste tipo...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...