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Tuesday, 2 June 2026

Terças Tecnológicas: Os 'Walkie-Talkies' Infantis - O Complemento Electrónico Às Brincadeiras de 'Faz de Conta'

 A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Já aqui amplamente falámos de como as décadas de 80 e 90 foram a era, por excelência, da expansão dos brinquedos tecnológicos e electrónicos. A globalização do comércio de componentes resultava numa baixa do preço dos mesmos, a qual, por sua vez, os tornava mais acessíveis aos fabricantes de produtos para revenda, que não hesitavam em 'inundar' o mercado com toda a espécie de brinquedos com funções de luz e som ou digitais, ou mesmo versões 'à escala' de verdadeiros aparelhos electrónicos, destinados a um público infanto-juvenil. É de um exemplo destes últimos, muito popular nas décadas em causa, que falamos esta Terça-feira.

Apesar de raramente funcionarem como deveriam a distâncias de mais do que alguns (poucos) metros, os 'walkie-talkies' infantis não deixavam, ainda assim, de exercer fascínio sobre o seu público-alvo, cuja fantasia e faz-de-conta ajudavam a fomentar. De facto, mesmo com a sua funcionalidade limitada, os pequenos rádio-receptores e transmissores permitiam aos mais novos imaginarem-se soldados, polícias ou espiões, em comunicação secreta e remota com os seus companheiros, 'acampados' ou em 'missão secreta' do outro lado do quintal ou da rua, ou numa das outras divisões do apartamento, tornando-os um elemento de valor nas brincadeiras de fim-de-semana.

Tal como sucede com muitos outros produtos abordados nestas páginas, no entanto, também a 'era áurea' dos 'walkie-talkies' descambou, inevitavelmente, para a obsolescência, sobretudo após o aparecimento de produtos que cumpriam a sua limitada função tão bem ou melhor que os mesmos, como os telemóveis; ainda assim, para os membros de determinada faixa etária, estes aparelhos representam, ainda, parte integrante de muitos bons momentos de infância, justificando assim o destaque que ora recebem nestas páginas.

Monday, 25 May 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: Cinco Brinquedos 'Hibridos'

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 23 e Domingo, 24 de Maio de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de muitos dos brinquedos e brincadeiras dos anos 90 (e ainda de hoje em dia) se dividirem de forma relativamente explicita entre interior e exterior, existem ainda assim vários exemplos de produtos 'híbridos', alguns dos quais já abordados nesta(s) rubrica(s). Abaixo ficam cinco dos melhores exemplos desta categoria de produto.

  1. Carros Telecomandados

Serão, talvez, o primeiro exemplo a vir à mente ao falar em produtos que podiam ser utilizados tanto na rua como em casa, tendo divertido milhões de crianças ao redor do Mundo (Portugal incluído) em ambos os contextos. E se por acaso fossem todo-o-terreno ou especialmente desenhados para uso em piso acidentado, tanto melhor...

  1. Conjuntos de Desporto de Brincar

Fossem de petanca, golfe, bólingue, ténis ou basquetebol os conjuntos em plástico a emular um qualquer desporto (ou, no caso da petanca, apenas compostos por bolas algo mais leves que o habitual) podiam proporcionar momentos de enorme diversão quer no quintal ou pátio, quer dentro de casa, onde a leveza dos elementos (com excepção, claro está, da petanca) garantiam poucos ou nenhuns danos mesmo jogando com 'força'...

  1. Aviões e Barcos

Fossem com fio, telecomandados ou de 'propulsão' manual, os aviões e barcos à escala eram daqueles brinquedos que, por mais simples que fossem, nunca deixavam de divertir – e que tinham a vantagem de também poderem ser utilizados na banheira ou 'atirados' na sala sem risco de danificar nada – embora, claro, fosse preciso ter algum cuidado...

  1. Robôs e Carros Electrónicos

Na mesma categoria dos carros telecomandados surgem os robôs e carros a pilhas, irresistíveis de ligar quer no chão do quarto, quer no quintal, onde tinham ainda mais espaço para andar e demonstrar os seus efeitos LED e sons pré-programados, capazes de entusiasmar qualquer criança daquele período embrionário da 'era digital'.

  1. Bolas de Sabão

A simplicidade feita brincadeira. Um tubo, uma varinha e q.b. de solução líquida eram suficientes para fazer as delícias de qualquer criança, e quem se visse com uma 'garrafinha' de bolas de sabão na mão imediatamente se dirigiria à varanda ou ao quintal para soprar algumas – isto, claro, se não tivesse a felicidade de as receber no decurso de um passeio, contexto em que pouco duravam, tal era o entusiasmo em as ver voar...

Existem, claro, outros exemplos de produtos híbridos capazes de deliciar as crianças noventistas quer durante um Sábado aos Saltos, quer no decurso de um Domingo Divertido; no entanto, cremos serem estes cinco os mais emblemáticos, e mais rapidamente recordados por quem tenha sido jovem durante aquela época única de finais do século XX e inícios do seguinte.



Sunday, 16 April 2023

Domingos Divertidos: Os Carros 'Bump'n'Go'

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Num par de publicações anteriores deste nosso blog, falámos de como a maior facilidade em conseguir peças e 'chips' electrónicos, aliada à significativa redução do custo das mesmas, tinha resultado no aparecimento, durante as últimas décadas do século XX, de uma enorme variedade de brinquedos que tinham nas funcionalidades electrónicas e interactivas a sua principal característica inovadora, sem que com isso se assumissem declaradamente como produtos tecnológicos. Das bonecas falantes às flores dançarinas, papagaios repetidores e animais de peluche a pilhas, foram muitos os exemplos deste tipo de produto existentes no mercado infanto-juvenil português de fins de segundo milénio, mas para os 'rapazes' daquele tempo, existe um que, muito provavelmente, se sobreporá à maioria dos outros no panorama das memórias nostálgicas: os carros auto-comandados com luz e som, informalmente conhecidos como 'Bump'n'Go', devido à sua principal característica distintiva.


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Um exemplo bem típico, e de época, deste tipo de brinquedo.


De facto, um dos principais atractivos deste tipo de veículo, que 'tomou de assalto' o mercado português algures entre finais da década de 80 e inícios da seguinte, era precisamente a funcionalidade que lhes permitia mudar automaticamente de direcção ao encontrar um obstáculo sólido no seu caminho, à semelhança do que hoje fazem os robots de limpeza. Para uma geração menos habituada a automatismos de índole tecnológica, era nada menos do que estarrecedor ver o brinquedo em causa 'chocar' com a perna de uma mesa ou a banca da cozinha, recuar ligeiramente em marcha-atrás, virar-se noutra direcção, e continuar a sua marcha – tudo isto sem qualquer intervenção humana! Acções que, outrora, teriam requerido resolução manual eram agora automatizadas, tornando estes brinquedos, senão desejados, pelo menos muito bem aceites quando apareciam debaixo da árvore de Natal ou como prenda de anos 'secundária' oferecida por um parente mais distante.


Como se já não bastasse essa funcionalidade quase 'mágica', no entanto, este tipo de veículos vinha, também, invariavelmente equipado com um jogo de luzes LED e uma placa de efeitos sonoros sempre prontos a ecoar pela casa em volume máximo (o único, naturalmente, conhecido por estes brinquedos.) Estes efeitos eram, normalmente, adaptados ao tipo de brinquedo em causa, mas – como seria talvez de esperar – ocorriam por vezes instâncias bizarras em que um brinquedo mais pacífico e 'fofinho' emitia sons de tiros e emitia luzes azuis e vermelhas ao estilo sirene da Polícia.


Mesmo estas idiossincrasias típicas de produtos oriundos da China ou de Taiwan, no entanto, apenas adicionavam ao 'charme' destes brinquedos, que nem mesmo a criança mais inocente tomaria por produtos topo de gama, mas que eram ainda assim mais que suficientes para 'entreter' qualquer 'puto' noventista durante uma tarde de fim-de-semana em casa.


De referir que, ao contrário de tantos outros produtos que recordamos nestas nossas páginas, os brinquedos deste tipo continuam a ser fáceis de encontrar e obter no mercado actual; a questão, no entanto, prende-se com até que ponto as crianças da nova geração conseguirão tirar algum prazer de algo que, para os seus pais, foi quase revolucionário, mas que para eles não será mais do que um brinquedo 'foleiro' de tão simplista...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...