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Sunday, 7 September 2025

Quintas ao Quilo: As Bolachas Zoo - Simplicidade Intemporal

NOTA: Este post é respeitante a Quinta-feira, 4 de Setembro de 2025.


Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


Algumas ideias são demasiado perfeitas para não darem resultado – e, no que toca a produtos alimentícios processados, a criação de bolachas em forma de animais selvagens pode ser considerada uma delas. Afinal de contas, qual é a criança que consegue resistir a biscoitos em forma de elefante, girafa, leão, camelo ou macaco? Ainda mais quando cada embalagem contém, não apenas um, mas potencialmente TODOS estes animais, e ainda uma série de outras espécies?


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Não é, pois, de admirar que as bolachas Zoo (criadas e comercializadas pela alemã Leibniz) continuem a gozar de enorme sucesso não só em Portugal como um pouco por todo o Mundo, pesem embora as várias décadas passadas desde a sua introdução no mercado das bolachas secas. Mais – os biscoitos em forma de animal conseguem esta proeza sem quase ter alterado o seu grafismo ou receita, e mantendo totalmente intacto o conceito inicial.


Esta aderência à 'visão' original permite, por sua vez, que as bolachas Zoo atinjam não só o público infantil (para quem a surpresa de ver que animal se seguirá continua a constituir um factor de enorme apelo) mas também aqueles que, já adultos, procuram relembrar o sabor e experiência da infância, tornando estas singelas bolachas – uma espécie de 'Marias' ligeiramente menos doces e mais amanteigadas – um dos poucos elementos aglutinadores de gerações ainda presentes na sociedade portuguesa, unindo 'X', 'Millennials' e 'Z' em torno do icónico pacote amarelo, ansiosos por ver qual o próximo animal selvagem que terão o prazer de 'saborear'...

Sunday, 18 June 2023

Saídas ao Sábado: As Feiras de Diversões 'Fixas'

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 17 de Junho de 2023.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Numa edição recente desta rubrica, falámos das feiras de diversões itinerantes, que surgiam numa área a determinada altura do ano e ali permaneciam durante algumas semanas, dando aos habitantes da região a possibilidade de gozarem a 'experiência de feira' antes de a mesma seguir caminho rumo a novas paragens. No entanto, os habitantes de certas partes do País podiam,em finais do século XX, usufruir dessa mesma experiência a 'tempo inteiro', mediante a visita a um dos poucos, mas ainda assim existentes, parques de diversões 'fixos' em território nacional.


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O icónico frontispício da Feira Popular


O exemplo mais óbvio deste tipo de recinto era, obviamente, a Feira Popular de Lisboa, de onde deriva o nome ainda hoje informalmente utilizado para todos os parques deste tipo, e onde também 'aterrava' anualmente um dos Circos de Natal da capital. Este foi um espaço que deixou saudades aquando do seu encerramento em inícios do século XX, dada a forma como combinava, num só recinto, as diversões habituais de um parque de diversões – como o comboio-fantasma, a montanha-russa, a roda gigante ou as barraquinhas de jogos de habilidade 'a prémio' – um sem-número de salões de jogos equipados com a 'nata' dos videojogos de arcada noventistas (além das tradicionais máquinas de 'garra') os tradicionais fornecedores de churros e outras iguarias altamente calóricas, e ainda alguns divertimentos mais elaborados, como os 'Póneis Vivos' – operação extremamente problemática do ponto de vista da crueldade animal, mas que, à época, fazia as delícias dos mais pequenos – ou a 'Casa do Terror', uma mansão 'assombrada' por actores de carne e osso, e inspirada num conceito popularizado nos parques temáticos Disney. Tudo isto pelo preço de um só bilhete, ainda que – talvez evidentemente – fosse depois também necessário pagar por certas diversões, bem como pelas máquinas de jogo e comes e bebes, o que tornava a visita algo dispendiosa e a colocava na categoria de 'Saída de Sábado especial', por oposição a algo corriqueiro.


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Vista panorâmica da antiga Feira.


Ainda assim, quem visitou na infância esse marco da antiga cidade de Lisboa, situado na zona de Entrecampos-Campo Grande, certamente guardará dele boas memórias nostálgicas, e sentirá um aperto no coração ao vê-lo, hoje, transformado num descampado para sempre à espera que um suposto projecto de renovação 'saia do papel'...


Ainda na zona de Lisboa, e 'acoplado' a outra atracção especial que em breve aqui merecerá a nossa atenção – o Jardim Zoológico – existia, também, uma mini-feira, inicialmente constituída apenas por um carrossel, carrinhos de choque, casas em miniatura e os habituais jogos de habilidade e videojogos, e mais tarde expandida para incluir também o tradicional 'barco pirata' oscilante, e a tradicional diversão em que os participantes deslizavam, dentro de um barco, para uma piscina, apanhando assim um 'banho'.


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O tradicional carrossel do Zoo de Lisboa.


Infelizmente, em anos subsequentes, muitas destas atracções foram forçadas a fechar ou deixadas ao abandono, tendo a mais recente remodelação do espaço adjacente ao Jardim Zoológico eliminado os últimos vestígios dos mesmos, além de outras características arquitectónicas bem mais clássicas. Uma pena, pois a referida mini-feira (tal como a sua antecessora, com a pista de 'karts' e a boneca do corpo humano) era um excelente complemento ao dia especial que invariavelmente se passava no 'Zoo'.


E como quase todas as localizações 'especiais' existentes na capital têm um equivalente mais 'a Norte', também no caso das feiras de diversões se verificava este paradigma. No caso, a representante nortenha deste conceito era a Bracalândia, situada não no Porto mas, como o nome indica, na zona de Braga.


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O recinto da antiga Bracalândia, a 'resposta' nortenha à Feira Popular.


Relativamente à Feira Popular, o parque nortenho apostava numa abordagem mais diversificada, dividida em 'zonas' temáticas alusivas a várias culturas existentes ou fictícias, dos 'cowboys' do Faroeste ao continente africano, passando pela terra dos contos de fadas. Ainda assim, e apesar desta divergência, não faltavam na Bracalândia os divertimentos tradicionais de feira acima elencados, e que, quando combinados com a referida abordagem conceitual, a tornavam num dia muito bem passado para os jovens residentes no Norte do País. Melhor – apesar de ter encerrado actividades em finais da década de 2000, e novamente no início da seguinte, a Bracalândia conseguiu, ao contrário da Feira Popular, gozar de uma 'segunda vida', agora na zona de Penafiel, no distrito do Porto, e sob o nome algo mais genérico de Magikland, identidade sob a qual pode, ainda hoje, ser visitada.


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Aspecto da actual Magikland.


Em suma, apesar de serem poucas, e de não terem a dimensão ou projecção de uma Eurodisney ou mesmo do Parque Astérix, as feiras de diversões 'fixas' do Portugal de finais do século XX não deixavam, ainda assim, de constituir excelentes Saídas de Sábado para toda a família, justificando plenamente a sua inclusão nesta nossa rubrica.


 

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...