Tuesday, 12 May 2026

Segundas de Sucessos/Terças Tecnológicas: Magix Music Maker - Uma Opção 'Séria' Para Artistas De Música Digital

 

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Segunda-feira, 11 de Maio de 2026.

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.

A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Já aqui anteriormente falámos de 'software' e jogos de consola centrados na criação de peças musicais de uma perspectiva semi-profissional, e utilizando alguns dos mesmos elementos que um verdadeiro artista de música electrónica teria à sua disposição; o programa de que falamos neste 'post' duplo leva esse conceito ainda mais longe, constituindo, para todos os efeitos, uma verdadeira ferramenta compositiva, e sendo até hoje extensamente utilizado por um sem-número de músicos amadores.


Ecrã da versão 3.0, lançada em 1997.

De facto, logo desde a sua criação em 1994, o Magix Music Maker destacou-se pela sua abordagem explicitamente técnica, que incluía opções de carregamento de ficheiros externos (para complementar a biblioteca interna de 'samples' e oferecer aos músicos amadores uma maior flexibilidade), instrumentação virtual, e ferramentas básicas de produção e mistura, as quais o ajudavam a posicionar-se como um verdadeiro recurso de criação, com pouco ou nenhum valor enquanto programa lúdico. Para quem tinha verdadeiro interesse na composição de música electrónica, no entanto (por oposição a apenas querer uma simulação para 'entreter', ao estilo do posterior 'Music') este programa rapidamente se afirmou como um valioso recurso, vindo eventualmente a servir de inspiração a 'softwares' como o GarageBand, que expandiam e aprimoravam aquilo que a Magix estabelecera uma década antes.

Mesmo o próprio Music Maker lograria manter-se activo durante os trinta anos seguintes (a edição mais recente data de 2023) e teria, inclusivamente, direito a uma (algo incongruente) versão para PlayStation 2, que apenas ajudaria a ressalvar o destaque e a importância que o 'software' 'freemium' da Magix adquirira nos anos desde a concepção e lançamento da sua primeira versão; razão mais que suficiente, portanto, para lhe darmos o devido destaque nas páginas desta rubrica dedicada a relembrar os principais avanços tecnológicos e interactivos da última década do século XX...

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