NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Domingo, 3 de Maio de 2026.
As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.
Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.

O tradicional local de realização do certame, junto ao Estádio Nacional, na Linha de Cascais.
Para os fãs lusitanos de outros desportos que não apenas o futebol, o Estoril Open perde apenas para o Grande Prémio de Portugal na categoria de evento mais importanto do ano em Portugal. Isto porque o referido torneio faz parte do circuito ATP, sendo o representante oficial do País no mesmo, o que o coloca ao mesmo nível de Wimbledon ou Roland Garros, ainda que apenas em teoria, já que estes continuam a ser mais conhecidos. Ainda assim, o evento realizado no Jamor continua a atrair as atenções da maioria dos fãs nacionais de ténis, tal como o vem fazendo anualmente ao longo de já mais de trinta e cinco anos, com interrupções apenas em 2020 (devido à pandemia de COVID) e no ano passado (2025), pausa aproveitada para mudar o mês de realização para Julho, por oposição à tradicional data de Abril.
Foi, de facto, em 1990 que João Lagos organizou a primeira edição do torneio do qual continuaria a ser director de operações durante o quarto de século seguinte, e que desde logo encontrava 'casa' própria no complexo desportivo adjacente ao Estádio Nacional do Jamor, nos arredores de Lisboa – localização que, coincidentalmente, apenas viria a abandonar quando o referido João Lagos deixou a organização, em 2014. Durante os anos 90, portanto, os fãs de ténis, tanto 'ferrenhos' como mais casuais – habituaram-se a associar o evento com o local em causa, que – à semelhança das congéneres inglesa e francesa – adoptou a denominação, não do complexo desportivo, mas da área em que o mesmo se situava, a qual ainda hoje retém, apesar da mudança de local (realizando-se hoje em 'courts' da zona de Cascais).
Escusado será dizer que, dado o estatuto e longevidade da prova, o ATP Estoril viu passar pelos seus 'courts', ao longo dos anos, a elite do ténis mundial – o que torna ainda mais valorosas as duas únicas vitórias de tenistas lusitanos verificadas no tempo de vida do certame, ambas já no Novo Milénio, com João Sousa a sagrar-se campeão da categoria individual em 2018 e Nuno Borges e Francisco Cabral a vencerem como dupla em 2022. Durante os anos 90, no entanto, o domínio era espanhol, com o país vizinho a arrecadar maior percentagem de vitórias em ambas as categorias, com 'concorrência' apenas da Áustria (em individuais) e dos EUA (nas provas de duplas da segunda metade da década).
Apesar desta hegemonia, no entanto, o certame nunca deixava de ser emocionante e de valer bem o investimento de tempo (e, por vezes, dinheiro) por parte dos entusiastas de ténis residentes em Portugal, que assim podiam ver de perto os seus 'ídolos' dentro da modalidade – paradigma que, aliás, se continua a verificar três décadas e meia depois, fazendo do ATP Estoril um evento impossível de ser ignorado por um 'blog' dedicado à década em que este evento se principiou a notabilizar dentro do mundo do ténis profissional.
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