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Monday, 17 May 2021

Segundas de Séries: Os Moto-Ratos de Marte

Em Segundas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das séries mais marcantes para os miúdos daquela década, sejam animadas ou de acção real.


E se a última edição desta rubrica foi dedicada a um dos desenhos animados mais emblemáticos da ‘nossa’ década – as Tartarugas Ninja – hoje falamos de uma série que não só explora um conceito muito próximo, mas é também das mais mencionadas entre os entusiastas deste nosso blog: os Moto-Ratos de Marte.


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À primeira vista, o conceito-base desta série pode parecer uma cópia mais ou menos descarada dos referidos Heróis de Meia-Casca; estas críticas são, no entanto, infundadas, pois a série pouco tem a ver com aquele mega-sucesso de ‘merchandising’. Senão vejamos – ESTA série trata de ratos (e NÃO tartarugas) antropomórficos (de origem, logo, sem mutação nenhuma) oriundos de outro planeta (e portanto, sem nada a ver com lojas de animais em Nova Iorque) e que gostam de andar de mota (por oposição a comer pizza) e cujos adversários são outra raça extraterrestre (ou seja, de outro PLANETA, e não de outra DIMENSÃO.) Nada a ver, portanto. O facto de os referidos personagens serem jovens, se expressarem em calão radical dos anos 90 e terem uma amiga e aliada humana é, claro, mera coincidência – quem diz o contrário, é porque é má-língua.


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Nada a ver uns com os outros, realmente... 


Fora de brincadeiras, a verdade é que esta criação de Rick Ungar deriva forte inspiração da congénere de Eastman e Laird (tal como, aliás, acontecia com várias outras ‘cópias’ mais ou menos descaradas da época, como Street Sharks.) A data de criação do conceito (em 1993, no auge da Tarta-Mania) não deixa, aliás, quaisquer dúvidas quanto à intenção de ‘Biker Mice From Mars’ – isto, claro está, se o próprio conceito do ‘cartoon’ e os ‘designs’ dos personagens não as tivessem já dissipado. ‘Moto-Ratos’ queria mesmo ser o novo ‘Tartarugas Ninja’ – e embora nunca o tivesse conseguido (como, aliás, nenhum destes ‘clones’ conseguiu), foi mesmo a que chegou mais perto, tendo conseguido conquistar o público infantil em vários países, entre eles Portugal, e até vender algum ‘merchandise (por aqui, por exemplo, há uma vaga memória de um boneco do personagem cinzento ‘habitar’ lá por casa.) Este sucesso talvez se devesse ao facto de, para esse mesmo público-alvo, as semelhanças com as Tartarugas Ninja serem uma vantagem, e não um defeito; isto, claro, para além do puro ‘cool factor’ de três ratos espaciais gigantes de 'jeans' e armadura, montados em Harley-Davidsons, a desviarem-se de tiros de 'laser' disparados por extraterrestres - um conceito que fica muito perto do ideal de acção de qualquer miúdo pré-adolescente.


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Aos dez anos de idade, esta é uma daquelas coisas que grita 'FIXE' em maiúsculas


Como já devem ter percebido – aqueles que nunca viram a série, pelo menos – a premissa-base deste ‘cartoon’ era ainda mais pateta do que a da maioria das séries deste tipo – o que, por si só, já é um feito. No entanto, enquanto o espectador adulto pondera exactamente PORQUE é que o ‘hobby’ destes ratos de MARTE era guiar um modelo específico de veículo produzido e encontrado NA TERRA, para o público-alvo, isso pouco interessava – ‘Moto-Ratos’ tinha acção, tiros, piadolas radicais, e personagens com um visual ‘cyberpunk’ estilo ‘Mad Max’ que estava também ainda muito em voga à época. Ou seja, a receita perfeita para ser um sucesso de audiências e vender muito ‘merchandising’ licenciado – objectivos que ‘Biker Mice’ conseguiu atingir, ainda que nunca chegasse ao limiar de ser uma ‘febre’, como a série que procurava emular. Este era, ‘apenas’, um desenho animado ‘fixe’ – o que, feitas as contas, nem é uma coisa má de se ser…


E vocês? Viam os Moto-Ratos? Que recordações guardam desta série? Partilhem nos comentários! E para vos avivar a memória, aqui fica o genérico inicial, tal como era transmitido na SIC nos idos de 1994...



 

Saturday, 1 May 2021

Sessão de Sexta: Os Filmes das Tartarugas Ninja

NOTA: Este post é correspondente a Sexta-feira, 30 de Abril de 2021.


Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.


E para teminar a ‘Tarta-Semana’, nada melhor do que fazer uma breve retrospectiva dos filmes alusivos ao quarteto conhecido como Tartarugas Ninja – com especial ênfase, é claro, nos que saíram durante a época que nos concerne.


Destes, houve três, tendo o primeiro, inclusivamente, saído ainda antes da chegada da ‘febre’ a Portugal – o que poderá explicar o porquê de muitos ‘tarta-maníacos’ da época não terem qualquer memória dele. Tratava-se do criativamente intitulado ‘Tartarugas Ninja: O Filme’, lançado em 1990 e que contava com o talento vocal do então ainda popular Corey Feldman, que interpretava Donatello, bem como com um trabalho de fatos e marionetas a cargo da Creature Workshop, a então omnipresente companhia de Jim Henson, criador dos Marretas. (Henson viria, aliás, a morrer pouco depois da estreia deste filme, sendo este um dos últimos projectos que a companhia completou sob a sua supervisão directa.)


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Capa do lançamento em DVD da aventura original


Em vista deste ‘pedigree’ dos animadores, não é de admirar que o trabalho de efeitos especiais empregue para dar vida âs Tartarugas e ao seu mestre, Splinter, seja de excelente qualidade, especialmente para a época; o que é, de facto, surpreendente é que o filme se leva bastante a sério enquanto produção de artes marciais, resistindo à tentação de ‘ancorar’ todo o seu interesse na novidade dos répteis praticantes de kung-fu, e tendo o cuidado de criar uma história que mantivesse o interesse dos espectadores. De facto, a história funciona tão bem que, se as Tartarugas fossem retiradas por completo de cena e substituídas por vulgares heróis humanos, o filme perderia muito pouco (ou quase nenhum) interesse! As Tartarugas são, neste caso, um mero ‘embelezamento’, a proverbial cereja no topo do bolo – algo que, um mero ano ou dois depois, seria já completamente impensável, como o prova o filme seguinte da trilogia. Quanto ao primeiro, apesar de decididamente datado (o tipo de produção cinematográfica que representa saiu de moda a partir de meados da década de 90, para não mais regressar) continua a ser uma bela maneira de passar uma hora e meia, mesmo para espectadores adultos – o que não deixa de ser admirável para um filme centrado em répteis antropomórficos com atitudes radicais.


(Nota, ainda, para a presença entre os actores de um ainda jovem e desconhecido Sam Rockwell, que aparece por alguns momentos no papel do líder de um gangue de ‘durões’ de rua.)


Infelizmente, e como mencionámos acima, o apelo (mais ou menos) ‘universal’ da primeira adaptação ‘live-action’ dos Tarta-Heróis não se manteria para o filme seguinte; ‘Tartarugas Ninja 2: O Segredo da Lama Verde’ (lançado apenas um ano após o original, mas já no auge da ‘Tarta-Mania’) é – decidida e declaradamente - um filme para crianças, com muito mais de Spielberg do que de John Woo. E nesse aspecto, funciona sem dùvida muitíssimo bem; tanto assim é que se tornou, durante algum tempo após o seu visionamento, o segundo filme favorito do autor deste blog, que, do alto dos seus seis anos, declarava ser o mesmo o melhor filme de sempre…a seguir a ‘Sozinho em Casa’, claro. (E falando nesse êxito do Natal de 1990, lá chegaremos, provavelmente na respectiva época do ano.)


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Poster do segundo filme


Infelizmente – e, novamente, ao contrário do filme anterior - um espectador com mais de 13 anos encontrará muito poucos motivos de interesse nos 80 e muitos minutos que dura o filme. Isto porque ‘Turtles 2’ é já um produto puramente ‘corporate’, designado para roubar o máximo de dinheiro possível aos pais das crianças que constituem o público-alvo, mais do que para providenciar uma experiência consistente ou memorável. Ou seja, uma espécie de ‘fast-food’ cinematográfico, que deixa de parte aspectos bem cuidados no primeiro filme, como o enredo ou as coreografias de luta, em favor de aspectos que circunscrevem o seu interesse exclusivamente a um público infantil, como uma sobredose de dichotes ‘radicais’, cenas de acção em lojas de brinquedos e participações especiais de celebridades ‘da moda’ entre a juventude, como Vanilla Ice (que aparece aqui no auge de uma fama que cedo se viria a provar efémera.) O resultado é um produto muito, MUITO datado, que comete conscientemente todos os erros que o seu antecessor não cometeu, centrando todo o seu interesse no apelo dos ‘bonecos’ e respectivas ‘catchphrases’, e alienando assim quaisquer audiências periféricas que possam ter sido arrastadas para o cinema pelos mini-Tartafanáticos. Visto da perspectiva de um espectador adulto, este é daqueles filmes que nos fazem ter pena dos pais que se encontraram nesta situação ali por volta de 1991.


Mas se ‘O Segredo da Lama Verde’ ainda era divertido, pelo menos para a faixa etária a que se destinava, o mesmo não pode ser dito do seu sucessor. Lançado em 1993, e já sem o ‘input’ da equipa de Jim Henson ou de quaisquer nomes sonantes a nível dos actores, o fraquíssimo ‘Tartarugas Ninja 3’ é um dos poucos produtos mediáticos a merecer o escárnio que a Internet lhe passou a dirigir assim que se tornou aceitável gozar com aquilo de que se gostava na infância – com a ressalva de que, neste caso, nem quando se era criança o filme era grande coisa.


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Há cartazes que mentem sobre a qualidade do filme, e depois há este...


Com um enredo que vê os nossos heróis viajarem até ao Japão feudal – fazendo jus à máxima de que quando os personagens viajam no tempo ou para o espaço, é sinal de que o ‘franchise’ está nas últimas – o filme optava por uma abordagem diametralmente oposta ao da segunda parte, tirando deliberadamente o foco das Tartarugas durante largos períodos, para o colocar nos personagens humanos que com eles interagiam. O problema é que esses mesmos humanos estavam longe do carisma de uma April O’Neil, Shredder ou Casey Jones, fazendo com que a ausência das Tartarugas fosse ainda mais notada por um público que estava lá precisamente por causa delas. O resultado foi um filme que nem mesmo a um público-alvo sedento de todo e qualquer produto com o nome das Tartarugas conseguiu agradar, e que acabaria por se afirmar como um golpe fatal no ‘franchise’ de filmes em acção real do quarteto, que se veria remetido a um limbo forçado durante quase exactamente duas décadas.


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Poster do filme animado de 2007


Antes do ressurgimento dos Tarta-Heróis em filmes de ‘carne e osso’, no entanto, teria lugar uma experiência em animação CGI, lançada em 2007 e tendo como base o interesse renovado nos ‘heróis de meia casca’ suscitado pelo ‘reboot’ de 2003. Simplesmente intitulado ‘TMNT’, trata-se de um filme discreto, nem muito bom nem muito mau, sem grandes pretensões para além de avaliar o interesse do público, e de servir como episódio-piloto alargado para a segunda série ‘reboot’, exibida na Nickelodeon, e que iniciaria produção no mesmo ano. Ainda assim, conseguiu ser bem-sucedido o suficiente para manter vivo o interesse nas Tartarugas, e continuar a fazer mexer o fluxo de ‘merchandise’ iniciado pela série de 2003.


Esse interesse, aliás, continuou a mostrar-se vivo o suficiente para justificar uma segunda tentativa de criar um ‘franchise’ em acção real baseado nas Tartarugas Ninja. Ao contrário do que acontecera duas décadas antes, no entanto, este esforço começaria com o ‘pé esquerdo’, com o realizador Michael Bay a enfurecer grande parte dos fãs do grupo ao pretender mudar a origem do quarteto – em vez de tartarugas normais acidentalmente vítimas de mutação devido a contacto com uma substância radioactiva, os irmãos seriam agora extraterrestres oriundos de outro planeta (!!!!) Esta sugestão foi, previsivelmente, alvo de uma reacção como não se tornaria a ver até ser anunciado o ‘remake’ de ‘Os Caça-Fantasmas’ alguns anos depois, pelo que, aquando do lançamento do produto final, em 2012, a história da origem dos Tarta-Heróis se mantinha igual ao que sempre foi, com as únicas diferenças em relação ao cânone original a residirem no facto de os quatro serem agora os animais de estimação de uma jovem April O’Neil, a qual, por sua vez, é apresentada como sendo a filha do cientista responsável pela criação do Mutagen.


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Poster do filme de Michael Bay


Quanto ao filme em si, este é na verdade bastante aborrecido – um facto que não deixa de ser paradoxal, tendo em conta que se trata de uma obra sobre répteis antropomórficos praticantes de artes marciais, dirigido pelo ‘mestre das explosões’ Michael Bay. O ponto alto de 'Tartarugas Ninja' (até o título é pouco inspirado...) são mesmo as personalidades dos heróis homónimos, as quais se mantêm fiéis às estabelecidas pela série animada de finais dos anos 80, embora alvo de um ‘update’ (Miguel Ângelo, por exemplo, é agora um adepto do hip-hop com vocabulário a condizer); no restante, no entanto, pode considerar-se ‘Tartarugas Ninja’ o segundo ‘franchise’ nostálgico estragado por Michael Bay, após a ainda pior tentativa de trazer os ‘Transformers’ para o mundo real, dez anos antes. E isto sem sequer falar do horrível novo 'look' das Tartarugas, mais próximo do Incrível Hulk do que de qualquer anterior encarnação do quarteto.


Felizmente, os Tarta-Heróis conseguiriam dar a volta por cima com aquele que é, à data de publicação deste post, o mais recente lançamento cinematográfico com o seu nome – o divertidíssimo ‘Para Fora das Sombras’, de 2017. Após a excessiva seriedade e tentativas de epicidade do filme de Bay (sim, o homem tentou transformar um filme das Tartarugas Ninja num épico ao estilo Marvel…)é refrescante assistir a uma produção que adopta precisamente a abordagem contrária, dando prioridade à diversão e acção ligeira que marcaram os dois primeiros filmes, no início dos anos 90.


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Poster do divertido 'Para Fora das Sombras'


E o mínimo que se pode dizer é que se sai muitíssimo bem neste desiderato – de facto, a sensação que prevalece durante grande parte do filme é o de estarmos a ver um episódio alargado e em acção real da série de 1987. Os elementos estão lá todos, de April O’Neil a Shredder, Krang (SIM!) e os capangas Bebop e Rocksteady - os quais fazem, FINALMENTE, a sua estreia no grande ecrã, sendo este um dos grandes ‘selling points’ do ‘trailer’ do filme - passando pelos diálogos bem-humorados entre os quatro irmãos, os quais se mantêm gloriosamente iguais a si próprios (tirando, claro, os ‘designs’ horrorosos herdados do filme anterior). Destaque, ainda, para o aumento do protagonismo de Donatello e Miguel Ângelo, em detrimento do foco único na relação entre o líder Leonardo e o irascível ‘número dois’ Rafael, a qual se começava já a tornar cansativa após dois filmes.


No cômputo geral, ‘Para Fora das Sombras’ afirma-se como o melhor filme das Tartarugas Ninja desde o original (sim, a sério) e o único cujo visionamento se recomenda a fãs dos filmes originais dos anos 90; de facto, pode-se mesmo fingir que ‘Tartarugas Ninja 3’ nunca existiu, e usar o filme de 2017 como a terceira parte daquilo que será, então, uma trilogia quase perfeita de filmes de acção para toda a família.


E pronto – com esta retrospectiva, mais ou menos exaustiva, dos filmes das Tartarugas Ninja chegamos ao fim da nossa primeira semana temática aqui no Anos 90. Antes de devolvermos os quatro amantes de pizza esverdeados ao baú, no entanto, queremos saber – quais as vossas memórias destes filmes? Viram-nos? Gostaram? As nossas, já as saberão, se tiverem lido o post… Além disso, queremos também saber se gostaram desta semana temática. Podemos ‘repetir a dose’ com outros temas? Ou já deram por vocês a imitar James Rolfe e a gritar ‘COWABUNGA PIECE OF DOGSHIT’ com o aparecimento de cada novo post sobre os Tarta-Heróis? Partilhem o vosso ‘feedback’ nos comentários! Até lá, COWABUNGA, DUDES!

Friday, 30 April 2021

Quintas de Quinquilharia: As Colecções de Cromos das Tartarugas Ninja

NOTA: Este post é correspondente a Quinta-Feira, 29 de Abril de 2021.


Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.


E desta feita, voltamos a pegar num tema do qual falámos há algumas Quintas-feiras atrás, e em outro do qual temos vindo a falar ao longo de toda esta semana – respectivamente, os cromos, e as Tartarugas Ninja. Porque a verdade é que, entre os muitos items de ‘merchandising’ relativos ao quarteto animado comercializados em Portugal contavam-se, não uma, mas duas colecções de cromos, além de outra tangencialmente relacionada a esse tipo de passatempo. É dessas colecções que falaremos neste post.


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Um cromo da caderneta 'Turtles' da Panini


E começamos, desde já, pela inevitável Panini, ainda hoje a ‘rainha’ das cadernetas de cromos, e que naquele início de década não perdeu a oportunidade de licenciar também aquela que era uma das propriedades intelectuais mais lucrativas e rentáveis da época. Assim, quase em simultâneo com o aparecimento da série em Portugal, saía o ‘Sticker Collectors Album’ das ‘Teenage Mutant Hero Turtles’, com um autocolante adicionado de forma ‘subtil’ à capa com a tradução portuguesa, para o caso de alguém não saber quem eram aqueles quatro répteis antropomórficos animados.


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A capa da caderneta da Panini. Reparem no autocolante de tradução, super-discreto e nada com ar de solução de última hora...


Em termos de estrutura, a caderneta das Tartarugas era bastante típica para aquele tempo, consistindo de cenas retiradas dos episódios da série animada original que se colavam por cima de panos de fundo também alusivos à série, com algum texto à mistura e – como a Panini orgulhosamente apregoava na capa – também um poster grátis, o qual constituía mais um incentivo (como se tal fosse necessário) à aquisição da mesma. Previsivelmente, o público-alvo respondeu de forma entusiasta, rapidamente colocando a colecção no mesmo patamar de sucesso imediato de que gozavam a maioria dos outros produtos com a marca Turtles naqueles primeiros anos da década de 90.


Ao mesmo tempo que a Panini lançava a sua habitual adaptação em formato cromos da série ‘do momento’, também as bolachas Triunfo lançavam uma colecção ‘alternativa’, embalada com a sua gama de bolachas wafers. Em relação aos da Panini, estes cromos eram bem mais simples, mas para quem gostava de bolachas e das Tartarugas Ninja (ou seja, 95% dos ‘putos’ portugueses) esta constituía uma proposta irresistível, e uma desculpa perfeita para aumentar o quociente ‘bolachistico’ dos armários lá de casa. Até porque a promoção associada aos cromos prometia uma ‘prenda ‘muita’ gira’ (sic) a quem encontrasse um dos cromos premiados, incentivando assim as crianças portuguesas a darem uma de Charlie Bucket e comprarem o máximo de pacotes de wafers possível, em busca do fugidio bilhete dourado. Não que tal incentivo fosse necessário, já que as wafers da Triunfo eram, à época, boas o suficiente para justificar a compra por si só.


(O que seria a tal prenda-surpresa, infelizmente, já não é possível saber. Será que alguém aí por casa encontrou um cromo premiado, e nos pode elucidar?)


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Poster alusivo à promoção Tarta-Heróis (ou 'Hero Turtles', porque traduzir sai caro e o dinheiro foi todo na licença) das bolachas Triunfo.


Recordadas que estão as duas colecções de cromos ‘de época’ das Tartarugas Ninja, resta recordar um outro brinde que, apesar de não ser exactamente igual, pertence à mesma categoria: as tatuagens temporárias oferecidas nos produtos da Panrico (Bollycao, Donettes, etc) durante o auge da ‘Tarta-Mania.’


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  Uma das tatuagens temporárias da Panrico


Tal como os cromos da Triunfo, estes decalques eram muito simples, consistindo apenas de uma ‘pose’ de um dos personagens sobre um fundo transparente, com o logotipo 'português' da série na parte superior e o da Panrico na parte inferior. Obviamente, neste caso, a opção pela simplicidade era feita por razões de necessidade, pois um desenho excessivamente complicado poderia não aguentar bem o processo de transferência do autocolante para a pele, ou para qualquer outra superfície onde a criança desejasse colocá-la (no nosso caso, a parede da cozinha da casa onde passámos a infância.)


Também à semelhança do que aconteceu com os cromos da Triunfo, estes brindes foram quase totalmente esquecidos pela Internet, tendo sido encontrada exactamente UMA imagem das mesmas, disponível acima (obrigado, Twitter!) Ainda assim, vale recordar uma promoção que, no auge das ‘febres’ das 'decalcomanias’ e das Tartarugas Ninja, soube combinar ambas num brinde muito apetecível para o público-alvo, disponibilizado na compra de snacks que, como referimos no nosso post a esse respeito, eram igualmente apetecíveis para esse segmento etário.


Fica, assim, completa esta retrospectiva sobre as principais ‘quinquilharias’ associadas às Tartarugas Ninja. Podíamos ainda falar dos ‘pins’ (outro ‘marco’ dos anos 90) e outras ‘tralhas’ semelhantes, mas por agora ficamo-nos por aqui. Chegou, pois, a vossa vez de se manifestarem: coleccionaram estes cromos ou as tatuagens? Que memórias guardam dos mesmos? Por aqui, e além da tatuagem na parede da cozinha, temos uma vaga memória de ter feito a colecção da Panini, embora nada tão vivo como no caso dos cromos do Dragon Ball Z – até porque a dos Tartas é muito anterior… E vocês? Lembram-se? Partilhem nos comentários!

Thursday, 29 April 2021

Quartas aos Quadradinhos: A Revista de BD das Tartarugas Ninja

NOTA: Este post corresponde a Quarta-feira, 29 de Abril de 2021.


A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.


E porque o tema desta semana (até agora) têm sido as Tartarugas Ninja, nada mais justo do que continuar nessa senda e falar da revista de banda desenhada alusiva às aventuras do quarteto, publicada em Portugal no início da ‘nossa’ década.


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Não, não estamos a falar do original de Peter Laird e Kevin Eastman, no qual tudo o resto foi baseado – esta revista de BD era já um produto puramente ‘corporate’, com o fim único de aproveitar a ‘Tartamania’ que se espalhava pelo Mundo naquela passagem de década dos anos 80 para os 90. E, a julgar pela longevidade – 7 anos, segundo certas fontes! – poderá dizer-se que definitivamente o conseguiu.


Apesar desse longo período de publicação, no entanto, esta revista parece ter sido largamente ‘esquecida’ pela Internet – pelo menos na sua encarnação portuguesa. Aparte os sempre fiáveis sites de leilões (invariavelmente os primeiros resultados em pesquisas por coisas daquele tempo) não há quaisquer registos desta BD sequer ter existido no nosso país. Felizmente, estivemos ‘lá’, comprámos e lemos vários números da revista, e ainda retemos suficientes memórias para vos podermos contar como foi. Por isso orgulhem-se, caros leitores, pois vão ficar associados à fonte número 1 de material sobre a BD portuguesa das Tartarugas Ninja!


Primeiro que tudo, há que ressalvar que não – a revista NÃO foi publicada durante sete anos. Nada que se pareça. Foi, mais ou menos, contemporânea da ‘Tarta-Mania’ em Portugal, ou seja, existiu durante os primeiros anos da década de 90, quando a série era a coisa mais falada entre a miudagem lusa, e desapareceu discretamente ‘no éter’ quando a febre passou. Um percurso que não surpreende, já que, como dissemos acima, a BD era um produto de marketing, mais do que algo feito com paixão e dedicação.


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Não garantimos, mas quase apostamos que estará aqui representada uma colecção completa do título...


Não que a mesma fosse má de todo – para o propósito a que se destinava, podia até ser bem pior. Só não era BOA. Publicada em formato A4, à semelhança das revistas ‘para crescidos’ ou dos ‘comics’ norte-americanos, e vendida por exorbitantes (para a época) 120 escudos, a revista trazia um estilo gráfico original (talvez a parte mais cuidada da BD), mas demasiado ‘adulto’ para um público alvo cuja média de idades rondava os 8 anos; chegava quase a ser caricato ver personagens como Man Ray desenhados num estilo com aspirações a realista, ao estilo da Marvel ou DC. Quanto à escrita…bem, digamos que, apesar das histórias nem serem más, a tradução estava longe de ganhar quaisquer prémios – e isto numa altura em que a Abril Jovem lançava no mercado, todos os meses, revistas em ‘brazuquês’, ou seja, com localizações semi-acabadas às três pancadas. A BD dos Tarta-Heróis não sofria desse mal, mas sofria de todos os outros, desde palavras deslocadas dos balões até frases algo ‘manhosas’ a nível de gramática e sintaxe. É verdade que estas não são prioridades que tendam a ser seguidas por revistas de BD deste tipo, mas ainda assim, se um ‘Tarta-Maníaco’ de 6 anos se apercebe que algo está mal, é porque algo está mesmo muito mal.


Ultrapassados estes aspetos técnicos, sobrava uma revista mediana para o período de tempo em questão, muito longe dos líderes de mercado em termos de BD de acção, mas que servia bem o seu propósito, e aliciava q.b. o seu público-alvo para ir mantendo o seu lugar no ‘comboio’ da ‘Tarta-Mania’. Nada que ficasse para a história, mas – apesar dos defeitos – também nada que fizesse quem leu dar o seu tempo por perdido.


E vocês? Lembram-se? Provavelmente não, dado que – como dissemos – este é um post com base em memórias pessoais. Ainda assim, se alguém por aí leu, que mande avisar, para sabermos que não fomos os únicos leitores desta surpreendentemente obscura revista!

Wednesday, 28 April 2021

Terças Tecnológicas: Os Jogos das Tartarugas Ninja

Nota: Este post é respeitante a Terça-Feira, 28 de Abril de 2021.


A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.


E visto que ontem falámos das Tartarugas Ninja, nada mais justo do que fazermos um intervalo na saga das consolas de sucesso dos anos 90 para falarmos, em vez disso, dos jogos de video alusivos a este ‘franchise’ lançados na era ‘clássica’ dos videojogos.


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Leonardo em acção em 'Manhattan Missions', o único título das Tartarugas Ninja exclusivo para PC/DOS


Embora fossem apenas uma das muitas, muitas ramificações do ‘merchandising’ dos Tarta-Heróis, os videojogos protagonizados pelos personagens capturaram a imaginação da geração de crianças nascida entre o final da década de 70 e o princípio da ‘nossa’ década – ainda que, neste caso, o impacto entre a juventude portuguesa nem tenha sido tanto como em outros países, em que estes jogos ainda são fervorosamente amados por essa mesma geração de (agora) ‘retro-gamers’.


Ainda assim, pelo menos um dos títulos relativos às Tartarugas teve algum sucesso no nosso país - nomeadamente, o primeiro, lançado para a velhinha Nintendo Entertainment System (NES), bem como para todos os principais computadores da época, e que chegou a muitos lares portugueses dentro daqueles saudosos cartuchos às cores usados pelas consolas ‘Family Game’, o nome então dado àquilo que hoje é conhecido como ‘Famiclone’. (E sim, lá chegaremos também em breve. Por ora, falemos do jogo.)


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O primeiro jogo homónimo da série, lançado para NES em 1989


Famoso hoje em dia pela ‘descasca’ que levou da maioria dos ‘críticos cáusticos’ da Internet há cerca de década e meia, quando esse estilo de conteúdo ainda estava na moda, o jogo das Tartarugas Ninja conseguiu, ainda assim, algum sucesso, mais não fora porque chegou a vir incluído num dos ‘packs’ de compra da consola disponíveis na altura. Sem esse atrativo, e sem a ainda mais atrativa licença TMNT, talvez não tivesse passado de ‘mais um’ jogo de plataformas mediano, excessivamente difícil e com algumas falhas no ‘design’ dos níveis. Longe de ser um clássico da era 8-bits, mas nada que merecesse a ‘sova’ que levou da Internet.


O sucesso dessa primeira tentativa foi, no entanto, suficiente para justificar uma sequela, também para NES, e lançada no ano seguinte. Criativamente intitulado ‘Teenage Mutant Ninja Turtles 2: The Arcade Game’, este jogo era - como o próprio nome indicava - uma conversão direta do título de ‘arcade’ também disponível à época, e como tal, abandonava o formato de plataformas puro do seu antecessor em favor de um estilo ‘beat ‘em up’ de progressão – o chamado ‘beat-‘em-all’ -  semelhante ao de clássicos como ‘Final Fight’, ‘Double Dragon’, ‘Golden Axe’ ou ‘Streets of Rage’. Escusado será dizer que esta escolha resultou em pleno, sendo este um jogo muito melhor, e muito mais adaptado à realidade do ‘franchise’, do que o primeiro. Também não é, de todo, surpreendente, que quase todos os restantes jogos do ‘franchise’ lançados na era dos 8 e 16 bits tenham seguido este formato.


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'Teenage Mutant Ninja Turtles II: The Arcade Game', de 1990


O primeiro desses jogos, ‘Teenage Mutant Ninja Turtles III: The Manhattan Project’, surgiria em 1992, ainda na Nintendo Entertainment System. Muito semelhante ao seu antecessor, este jogo continuava a fórmula de sucesso a nível de jogabilidade, e apresentava mais uma vez gráficos muito bons, justificando a boa recepção que teve entre os ‘gamers’.


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O terceiro jogo lançado para Nintendo 8 bits, 'The Manhattan Project', de 1992


Entretanto, as consolas portáteis também não ficavam esquecidas, com o Game Boy a receber nada menos que três jogos: ‘Fall of the Foot Clan’ em 1990, ‘Back From the Sewers’ no ano seguinte, e ‘Radical Rescue’ em 1993. No entanto, nenhum destes jogos (que recuperavam o formato de plataformas do título original da NES) teve o impacto dos seus ‘irmãos mais velhos’, sendo pouco falados hoje em dia, tal como acontece com ‘Manhattan Missions’, o único jogo do quarteto lançado exclusivamente para PC (DOS) e que saiu em 1991.


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Os jogos das Tartarugas Ninja para Game Boy: de cima para baixo, 'Fall of the Foot Clan', 'Back From the Sewers' e 'Radical Rescue'


Ainda em 1992, mas já para as consolas de 16 bits, saiu ainda mais um jogo com os Tarta-Heróis, o qual é, hoje em dia, considerado unanimemente como o melhor de todos os jogos ‘caseiros’ do quarteto naquela época. Trata-se de ‘Teenage Mutant Hero Turtles IV: Turtles In Time’, mais um ‘beat-‘em-all’ convertido directamente das arcadas, e que beneficiou enormemente com o salto tecnológico dado entre a era 8-bits e a da Super Nintendo e Mega Drive. Lançado para ambas estas consolas – embora na Mega Drive se chamasse ‘Teenage Mutant Ninja Turtles: The Hyperstone Heist’ - o título era uma conversão fiel do título de arcada, tanto graficamente como em termos de jogabilidade, sendo o ‘multiplayer’ o único sacrifício necessário feito pelos criadores do jogo. Ainda assim, o jogo teve uma recepção estupenda por parte dos jovens ‘Tartamaníacos’, sendo ainda hoje tão acarinhado que um ‘remake’, subtitulado ‘Re-Shelled’, foi lançado para a XBoX Live e PlayStation Network em 2009 – 17 anos após o lançamento do jogo original! – fazendo enorme sucesso junto do público nostálgico por aquele clássico da sua infância.


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As duas versões do quarto jogo lançadas nos anos 90, e a versão 'Reshelled', de 2009


Em 1993, já no ocaso do ciclo de vida da NES, era lançado o título mais atípico da história das Tartarugas Ninja. ‘Teenage Mutant Ninja Turtles Tournament Fighters’ é, como o nome indica, um ‘beat-‘em-up’ um-para-um, claramente inspirado no então ‘rei’ Street Fighter II, mas com os Tarta-Heróis e seus comparsas e vilões no lugar de Ryu, Ken, Guile ou Honda. O resultado é, a acreditar nas críticas espalhadas por essa Internet fora, surpreendentemente bom, fazendo deste título uma das ‘jóias escondidas’ da NES.


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Imagem de 'Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters', com direito a publicidade gratuita à produtora do jogo...


Foi pouco depois do lançamento deste último jogo que a ‘Tartamania’ começou a esmorecer um pouco, fazendo com que as gerações de consolas seguintes – entre os 32 e os 128 bits – não contassem com qualquer jogo do quarteto. Só depois de a contagem de bits deixar de importar tanto (em 2003) é que os ‘heróis em meia-casca’ voltariam aos ecrãs dos ‘gamers’ de todo o Mundo,  com uma série de jogos homónimos lançados para todos os sistemas disponíveis à época, dos quais o mais conhecido talvez seja o do Game Boy Advance, outro excelente 'beat-'em-all' horizontal na melhor tradição dos títulos clássicos, e com gráficos a condizer. (Paradoxalmente, o segundo título homónimo para a consola, lançado em 2007 e baseado na série CGI do mesmo ano, teria gráficos comparativamente piores!)


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A versão 2003 de 'TMNT', no Game Boy Advance


 


A partir daí, o ‘franchise’ ganhou novo fôlego, e desde então, os títulos alusivos ao mesmo vêm sendo lançados com alguma frequência. No entanto, qualquer desses jogos fica já fora do espectro deste blog, pelo que, por agora, nos ficaremos por aqui no que toca à cronologia dos mesmos.


E vocês? Chegaram a jogar alguns destes jogos? Que vos pareceram? Por aqui, naquele tempo, só jogámos mesmo o primeiro, num cartucho colorido, na ‘Family Game’ de um vizinho e colega de turma (olá, Riaz!); outros, já só em adultos, através da magia dos emuladores. Também aconteceu convosco? Partilhem nos comentários! E até lá, tentem não tocar nas algas elétricas…

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