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Friday, 28 November 2025

Quintas ao Quilo: 'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 27 de Novembro de 2025.


Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


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A versão moderna do doce encontra-se ainda disponível em muitos países.


'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'


O anúncio pode, hoje em dia, não figurar no YouTube ou em qualquer outra rede social (pelo menos, não em versão portuguesa) mas quem ouviu o refrão certamente não o esqueceu. Num daqueles casos em que a publicidade era mais memorável que o próprio artigo, as 'chupetas' Big Baby – chupa-chupas contidos num invólucro em forma de biberão, e com uma saqueta de pó amargo para polvilhar por cima, a fim de obter um resultado semelhante ao dos icónicos chupas azedos – serão, talvez, mais recordadas pela geração 'millennial' portuguesa por essa 'viciante' melodia do que propriamente pelo produto em si, que nunca chegou a ter tanta tracção quanto os referidos chupas azedos, ou outros doces com 'artimanhas' especiais, como os chupas de anel, os Melody Pops ou os Push Pops.


A verdade, no entanto, é que, para quem gostava da dicotomia doce-azedo, estes chupa-chupas cumpriam perfeitamente a sua função, tendo ainda uma vertente de apelo visual, sempre importante para qualquer criança no momento de considerar adquirir ou não um produto. Pena, pois, que não se pudesse guardar o invólucro para uso posterior como 'caixinha' para 'quinquilharias', ou algo semelhante...


De ressalvar que, embora desaparecidos do mercado português, os Big Baby continuam disponíveis em países da América do Norte e Latina, nos quais sobrevivem há já mais de três décadas, presumivelmente apreciados pela juventude local. Deste lado do oceano, no entanto, este doce continua a ser, acima de tudo, uma vaga memória de um 'jingle' contagiante que finalizava um anúncio de dez segundos há quase trinta anos atrás...


'EU NÃO SOU BEBÉ, MAS QUERO BIG BABY!'

Thursday, 10 October 2024

Quintas ao Quilo: Os Chupa-Chupas Azedos - Simples, Intemporais e 'Viciantes'

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.


Já aqui anteriormente falámos de como os anos 90 foram a década por excelência para a experimentação no ramo das guloseimas. Sem estarem ainda manietadas pelos regulamentos e restrições actuais, as fabricantes de chupa-chupas, gomas, rebuçados, pastilhas e afins tinham 'carta branca' para criar conceitos tão mirabolantes quanto apelativos para o público-alvo, de chupa-chupas que serviam como uma espécie de flauta ou apito ou que se podiam guardar para comer em 'tranches' a rebuçados que pintavam a língua de azul, 'drops' que se guardavam e retiravam da cabeça de um personagem da cultura popular infantil ou pastilhas que 'explodiam' na boca. Em meio a toda esta chamativa e colorida inovação, no entanto, um produto bastante mais modesto e discreto conquistava o coração dos jovens portugueses com o seu conceito simples, mas verdadeiramente eficaz.


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Não, não são alucinogéneos encapotados...apenas guloseimas para crianças.


Falamos dos vulgarmente chamados 'chupa-chupas azedos', que consistiam, precisamente, do que esse nome poderia fazer adivinhar – nomeadamente, um vulgar chupa-chupa de fruta sobre o qual era polvilhado um pó de gosto marcadamente acre, o qual se misturava com a doçura da base para criar uma experiência gustativa única e demarcada, que qualquer pessoa que tenha alguma vez provado um destes doces certamente recordará de imediato. Mais – além de bem conseguida, a combinação em causa afirmava-se também como algo 'viciante', levando a que os 'chupas azedos' se tornassem parte integrante da rotina quotidiana de muitas crianças e jovens em finais dos anos 90 e inícios do Novo Milénio – entre os quais se conta o autor deste 'blog', que, nos primeiros anos do século XXI, encetava 'romarias' diárias à tabacaria ao lado da escola secundária em busca da referida guloseima.


A boa notícia é que, ao contrário de muitos dos produtos de que falamos nesta rubrica, continua a ser possível às crianças e jovens actuais viver em 'primeira pessoa' esta experiência, já que os 'chupas azedos' continuam até hoje a ser comercializados, sendo apenas preciso saber onde procurar. Resta saber se a combinação de sabores única e própria destas guloseimas fará tanto sucesso junto das gerações 'Z' e 'Alfa' quanto conseguiu no tempo das suas antecessoras – embora, ao contrário da maioria das outras circunstâncias que vimos abordando nesta e noutras rubricas, é de crer que tal seja o caso, já que a junção doce-azedo é suficientemente universal e intemporal para continuar a agradar a papilas gustativas de tenra idade...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...