NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 07 de Maio de 2026.
Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.
Após um período de menor actividade durante a primeira metade da década de 90, o género de 'comédia adolescente' voltou 'em força' nos últimos anos do século XX e inícios do seguinte, mantendo ambas as vertentes popularizadas nos anos 80 – a mais romântica e a mais brejeira – e actualizando cada uma delas para que fossem relevantes para os jovens 'millennial' tanto quanto as originais haviam sido para os 'boomers' e 'X'. E se o exemplo máximo desta segunda vertente continua a ser 'American Pie – A Primeira Vez', a verdade é que houve vários outros exemplos de comédia adolescente brejeira a conseguirem sucesso entre a demografia-alvo sensivelmente na mesma altura, como é o caso do filme abordado neste 'post', e que completou há cerca de um mês vinte e cinco anos sobre a sua estreia em Portugal.
Com Seann William Scott (o Stifler de 'American Pie') num dos papéis principais, 'Onde Tá O Carro, Meu?' já tinha 'meio caminho andado' para o sucesso; junte-se a isso Ashton Kutcher (outro ídolo adolescente da época) e um enredo mirabolante que coloca a dupla de protagonistas 'descerebrados' em toda a espécie de peripécias comprometedoras, e o resultado só podia ser um sucesso de bilheteira, com momentos ainda hoje marcantes e citados pelo público-alvo da época (como a cena em que os dois fazem tatuagens). Não é, claro, uma obra-prima, e ao contrário de 'American Pie', não tenta veicular uma mensagem positiva em permeio ao humor; nenhum dos dois personagens aprende qualquer lição de vida, e o auge do seu percurso é, simplesmente, a recuperação do titular carro – logo depois de terem lutado com uma seita de extraterrestres 'boazonas' pela posse de um cubo mágico, claro.
Para quem gostava deste tipo de escrita e humor completamente 'nonsense', este filme constituía um 'prato cheio'; para quem, no entanto, procurava algo mais substancial, o filme dos irmãos Weitz continuava a ser a escolha mais acertada, tendo a trilogia de filmes original desta última série 'envelhecido' melhor do que o filme aqui em análise. Ainda assim, aos vinte e cinco anos, 'Onde Tá O Carro, Meu?' continua a servir, quanto mais não seja, como 'cápsula do tempo' nostálgica, recordando um período da História do cinema em que situações disparatadas e humor politicamente incorrecto se sobrepunham à necessidade de um enredo coerente, sem que, por isso, os filmes em questão saíssem especialmente prejudicados...

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