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Sunday, 18 June 2023

Saídas ao Sábado: As Feiras de Diversões 'Fixas'

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 17 de Junho de 2023.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Numa edição recente desta rubrica, falámos das feiras de diversões itinerantes, que surgiam numa área a determinada altura do ano e ali permaneciam durante algumas semanas, dando aos habitantes da região a possibilidade de gozarem a 'experiência de feira' antes de a mesma seguir caminho rumo a novas paragens. No entanto, os habitantes de certas partes do País podiam,em finais do século XX, usufruir dessa mesma experiência a 'tempo inteiro', mediante a visita a um dos poucos, mas ainda assim existentes, parques de diversões 'fixos' em território nacional.


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O icónico frontispício da Feira Popular


O exemplo mais óbvio deste tipo de recinto era, obviamente, a Feira Popular de Lisboa, de onde deriva o nome ainda hoje informalmente utilizado para todos os parques deste tipo, e onde também 'aterrava' anualmente um dos Circos de Natal da capital. Este foi um espaço que deixou saudades aquando do seu encerramento em inícios do século XX, dada a forma como combinava, num só recinto, as diversões habituais de um parque de diversões – como o comboio-fantasma, a montanha-russa, a roda gigante ou as barraquinhas de jogos de habilidade 'a prémio' – um sem-número de salões de jogos equipados com a 'nata' dos videojogos de arcada noventistas (além das tradicionais máquinas de 'garra') os tradicionais fornecedores de churros e outras iguarias altamente calóricas, e ainda alguns divertimentos mais elaborados, como os 'Póneis Vivos' – operação extremamente problemática do ponto de vista da crueldade animal, mas que, à época, fazia as delícias dos mais pequenos – ou a 'Casa do Terror', uma mansão 'assombrada' por actores de carne e osso, e inspirada num conceito popularizado nos parques temáticos Disney. Tudo isto pelo preço de um só bilhete, ainda que – talvez evidentemente – fosse depois também necessário pagar por certas diversões, bem como pelas máquinas de jogo e comes e bebes, o que tornava a visita algo dispendiosa e a colocava na categoria de 'Saída de Sábado especial', por oposição a algo corriqueiro.


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Vista panorâmica da antiga Feira.


Ainda assim, quem visitou na infância esse marco da antiga cidade de Lisboa, situado na zona de Entrecampos-Campo Grande, certamente guardará dele boas memórias nostálgicas, e sentirá um aperto no coração ao vê-lo, hoje, transformado num descampado para sempre à espera que um suposto projecto de renovação 'saia do papel'...


Ainda na zona de Lisboa, e 'acoplado' a outra atracção especial que em breve aqui merecerá a nossa atenção – o Jardim Zoológico – existia, também, uma mini-feira, inicialmente constituída apenas por um carrossel, carrinhos de choque, casas em miniatura e os habituais jogos de habilidade e videojogos, e mais tarde expandida para incluir também o tradicional 'barco pirata' oscilante, e a tradicional diversão em que os participantes deslizavam, dentro de um barco, para uma piscina, apanhando assim um 'banho'.


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O tradicional carrossel do Zoo de Lisboa.


Infelizmente, em anos subsequentes, muitas destas atracções foram forçadas a fechar ou deixadas ao abandono, tendo a mais recente remodelação do espaço adjacente ao Jardim Zoológico eliminado os últimos vestígios dos mesmos, além de outras características arquitectónicas bem mais clássicas. Uma pena, pois a referida mini-feira (tal como a sua antecessora, com a pista de 'karts' e a boneca do corpo humano) era um excelente complemento ao dia especial que invariavelmente se passava no 'Zoo'.


E como quase todas as localizações 'especiais' existentes na capital têm um equivalente mais 'a Norte', também no caso das feiras de diversões se verificava este paradigma. No caso, a representante nortenha deste conceito era a Bracalândia, situada não no Porto mas, como o nome indica, na zona de Braga.


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O recinto da antiga Bracalândia, a 'resposta' nortenha à Feira Popular.


Relativamente à Feira Popular, o parque nortenho apostava numa abordagem mais diversificada, dividida em 'zonas' temáticas alusivas a várias culturas existentes ou fictícias, dos 'cowboys' do Faroeste ao continente africano, passando pela terra dos contos de fadas. Ainda assim, e apesar desta divergência, não faltavam na Bracalândia os divertimentos tradicionais de feira acima elencados, e que, quando combinados com a referida abordagem conceitual, a tornavam num dia muito bem passado para os jovens residentes no Norte do País. Melhor – apesar de ter encerrado actividades em finais da década de 2000, e novamente no início da seguinte, a Bracalândia conseguiu, ao contrário da Feira Popular, gozar de uma 'segunda vida', agora na zona de Penafiel, no distrito do Porto, e sob o nome algo mais genérico de Magikland, identidade sob a qual pode, ainda hoje, ser visitada.


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Aspecto da actual Magikland.


Em suma, apesar de serem poucas, e de não terem a dimensão ou projecção de uma Eurodisney ou mesmo do Parque Astérix, as feiras de diversões 'fixas' do Portugal de finais do século XX não deixavam, ainda assim, de constituir excelentes Saídas de Sábado para toda a família, justificando plenamente a sua inclusão nesta nossa rubrica.


 

Saturday, 20 May 2023

Saídas de Sábado: As Feiras de Diversões Itinerantes

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


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Em finais do século XX e inícios do seguinte – e ainda, até certo ponto, hoje em dia - a chegada do bom tempo, e fim (quase) definitivo da época das chuvas primaveris em Portugal era o mote para o aparecimento, tanto nas cidades e vilas como em localidades mais recônditas, de feiras de diversões itinerantes, as quais – tal como acontecia com os circos nos meses invernais – 'assentavam arraiais' durante um período de algumas semanas (ou, por vezes, até apenas de alguns dias) antes de seguirem caminho rumo ao seu próximo destino. Escusado será dizer que, para quem não morava em Lisboa e não tinha, portanto, acesso a uma Feira Popular durante a maior parte do ano, este tipo de estrutura constituía um verdadeiro 'acontecimento', atraindo inevitavelmente a população jovem da área onde surgia – e, por vezes, até alguns visitantes mais 'crescidos', aliciados pelas diversões mais 'de risco' oferecidas por este tipo de feiras.


A razão para este sucesso era evidente, e traduzia-se numa combinação de oferta e 'timing', Muitas vezes montadas para coincidir com as Festas da localidade a que chegavam (embora nem sempre fosse esse o caso) estas feiras ofereciam à juventude da área diversões de feira a que a mesma dificilmente teria, de outro modo, acesso, como o barco pirata oscilante, os carrinhos de choque, as cadeiras voadoras, o comboio-fantasma, e pelo menos uma atracção que implicasse subir a grande altura e cair abruptamente até ao solo, fosse qual fosse a sua configuração; as companhias mais endinheiradas ou elaboradas poderiam, mesmo, dispôr de uma roda gigante ou montanha-russa, tornando a perspectiva de uma Saída de Sábado à noite ainda mais atractiva para o público-alvo.


Infelizmente, tal como sucede com muitas das outras excursões e atracções de que aqui falamos, as crescentes preocupações com a segurança e a criação de novos regulamentos relativos às diversões de feira vieram restringir significativamente tanto o alcance como a frequência deste tipo de companhias itinerantes, que se vêem hoje muito reduzidas tanto em número como na variedade de atracções de que podem dispôr; naqueles tempos mais simples de finais do Segundo Milénio, no entanto, este tipo de feira de diversões temporária veio alegrar o final do ano lectivo e início de férias de muitas crianças e jovens, fornecendo-lhes uma Saída de Sábado diferenciada e bem demarcada da rotina quotidiana, e que, como tal, terá certamente criado memórias nostálgicas indeléveis na geração que com elas conviveu.

Thursday, 16 February 2023

Quintas de Quinquiharia: Os Estalinhos de Carnaval

Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.


Nesta altura do ano, não havia criança que não os tivesse na mochila ou no bolso, ou que pelo menos convivesse com alguém que os tinha. Falamos dos famosos estalinhos, uma das 'quinquilharias' que literalmente 'estouravam' nos pátios das escolas (e, por vezes, também em plena rua) durante duas semanas em cada ano, antes de serem relegados ao esquecimento durante mais doze meses; uma espécie de versão mais barulhenta e perigosa dos enfeites de Natal, portanto, ou, se preferirmos, uma versão 'micro-mini' dos foguetes de Ano Novo.


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Qualquer que seja a comparação utilizada, no entanto, a conclusão é a mesma - nomeadamente, que estas pequenas bombinhas de papel multicolorido, perfeitamente inofensivas até ao momento do lançamento, eram um dos 'apetrechos' obrigatórios para os festejos carnavalescos infanto-juvenis no Portugal dos 90, quase tanto (ou mais) do que os espiritualmente semelhantes balões de água ou do que as mais inofensivas serpentinas ou martelinhos. Quem os tinha, deliciava-se em descobrir o momento certo para os lançar, de forma a surtir o máximo efeito; quem não tinha, via-se obrigado a redobrar a atenção, não fosse um dos colegas decidir 'mandar' um directamente nas suas costas para os fazer dar um 'salto' – uma prática que, aliás, estava longe de ser incomum nesta época do ano. Apesar da tentação (e aparente facilidade) em criar um 'mega-estalinho' feito de vários outros, no entanto, tal experiência era desencorajada pela existência de 'mitos urbanos' sobre a perda de dedos derivada, precisamente, da execução dessa ideia – num exemplo perfeito do modo como a população infantil garante a sua auto-sobrevivência e estabelece limites para a sua audácia, ainda que de forma ingénua e quase inconsciente.


Nestes tempos em que a sociedade ocidental está mais ciente dos perigos e questões de segurança em torno de várias práticas anteriormente comuns, é com naturalidade que vemos os 'estalinhos' perderem preponderância no contexto das celebrações de Carnaval; quem cresceu ainda no século XX, no entanto, certamente terá recordado a sua ubiquidade nos Fevereiros daqueles tempos, e quiçá até 'ouvido' mentalmente o característico estampido assim que leu o título deste post...

Saturday, 1 October 2022

Saídas ao Sábado: Os 'Playcenters' e 'Funcenters'

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.


Numa das primeiras edições desta rubrica falámos dos 'shoppings', conceito 'importado' dos EUA que chegou a Portugal em meados da década a que este blog diz respeito; nesse artigo, falámos também, de passagem, dos 'Playcenters', espaços de lazer que algumas das referidas grandes superfícies incluíam entre as suas atracções. Esta semana, chega a vez de nos debruçarmos mais a fundo sobre esse autêntico 'chamariz' de 'malta jovem' existente em espaços como o Colombo e Vasco da Gama, em Lisboa, ou NorteShopping, no Porto.


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A entrada do mítico Funcenter do Centro Comercial Colombo, em Lisboa


Inspirados, como os próprios espaços que os albergavam, num conceito estrangeiro – no caso, oriundo da América do Sul, onde vinham fazendo sucesso há já mais de uma década – os 'Playcenters' portugueses funcionavam de forma muito semelhante a esses seus antecessores: os visitantes adquiriam, à entrada, um cartão, o qual era carregado com um valor monetário e utilizado para aceder a qualquer atracção do parque, fosse uma máquina de 'arcade' ou a famosa pista de 'karts' do Playcenter do Colombo. Quando o dinheiro acabava, bastava voltar à recepção, efectuar novo carregamento, e continuar a divertir-se. Um conceito que, por vezes, fazia sentir a falta das tradicionais moedas (sobretudo para jogar nas 'máquinas') e 'fichas de carrossel' ao estilo das que se compravam nos divertimentos tradicionais, mas ao qual a juventude acabou por se adaptar, até por ser um sacrifício justo face ao que a maioria destes espaços oferecia.


E essa oferta era, precisamente, o grande motivo pelo qual qualquer jovem de finais da década de 90 queria visitar um 'Playcenter'. Das referidas máquinas de arcada aos 'karts', 'bowling' (também em alta à época) e até montanhas-russas (sim, dentro de portas!) estes espaços pareciam combinar o melhor dos salões de jogos e feiras populares, criando uma experiência que ninguém abaixo de uma certa idade queria deixar de viver em primeira mão.


Tal como tantos outros locais de 'romaria obrigatória' em finais do século XX e inícios do seguinte, no entanto, também os 'Playcenters' e 'fun centers' (a outra designação por que eram conhecidos) foram perdendo a sua relevância ao longo dos anos, não resistindo às mudanças no estilo de vida e interesses sociais das novas gerações, menos propensas a este tipo de Saída ao Sábado do que os seus pais ou irmãos mais velhos; ainda assim, o 'Funcenter' do Colombo (talvez o mais famoso exemplo deste tipo de espaço, e 'ex libris' de toda uma geração de jovens lusos) conseguiu aguentar-se até 2013, sendo um dos últimos espaços deste tipo a extinguir-se, após mais de década e meia de diversão. Apesar de totalmente desaparecidos, no entanto, este tipo de espaços ficará para sempre na memória de toda uma geração, que ali viveu momentos de emoção e diversão que tornavam a já de si entusiasmante ida ao shopping ainda mais aprazível.

Saturday, 3 April 2021

Saídas ao Sábado: Os 'Shoppings'

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais.


E se da última vez falámos dos hipermercados, hoje vamos falar de um conceito que, a partir da segunda metade da ‘nossa’ década, passou a estar intimamente ligado aos mesmos: o do ‘shopping center’ moderno.


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Inaugurado, em Portugal, pelo C. C. Amoreiras, aberto em 1985, o conceito de ‘shopping’ como hoje o conhecemos não viria, no entanto, a popularizar-se até inícios da década seguinte, com o aparecimento do CascaiShopping, em 1991. Ao passo que o Amoreiras era, ainda, apenas uma versão em ‘ponto maior’ dos centros comerciais de bairro, o CascaiShopping assumia, desde logo, o repto de ser a primeira versão portuguesa dos ‘malls’ norte-americanos, então também a viver o seu período de maior popularidade. Não obstante a sua localização periférica – bem menos acessível do que é hoje – a nova grande superfície não deixou de atrair a sua quota-parte de curiosos, enquanto os que não podiam ir sonhavam com salas inteiras só com máquinas de jogos ou mini-feiras populares completas localizadas no interior do recinto, entre outros encantos que se dizia existirem naquele local mágico…


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A entrada do CascaiShopping e a famosa 'Divertilândia', localizada no seu interior, tal como eram em 1991


Apesar da existência destes precursores e pioneiros, no entanto, a verdadeira data de início da ‘moda’ dos ‘shoppings’ em Portugal seria o ano de 1996, em que o Norte apresenta ao resto do País a sua própria mega-superfície, o ArrábidaShopping, situado na zona com o mesmo nome, em Vila Nova de Gaia. Dois anos depois, em ano de Expo mundial, Lisboa aumentava a parada, inaugurando, de uma assentada, duas superfícies deste tipo: o Centro Comercial Colombo, na zona da Luz/Benfica, e o Centro Comercial Vasco da Gama, situado no próprio recinto da Expo 98, o hoje denominado Parque das Nações. A zona do Porto ‘empataria’ a partida ainda nesse mesmo ano, com a abertura do NorteShopping, em Matosinhos, ficando assim cada cidade com duas mega-superfícies.


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A entrada principal do C. C. Colombo, em Lisboa


Agora, sim, Portugal tinha as suas próprias versões dos ‘malls’ americanos, as quais rapidamente se viriam a tornar tão populares como estes. Em Lisboa, o Colombo suscitava excursões organizadas e ‘romarias’ de fim-de-semana, semelhantes às que haviam ocorrido aquando da abertura do primeiro hipermercado em Portugal, conforme descrito na nossa última ‘Saída.’


Entre os mais fiéis ‘devotos’ destas novas superfícies estavam, é claro, os mais novos, que viam subitamente reunidos num só local vários dos seus principais interesses: hipermercados (e respetivas secções de brinquedos), cinemas, salas de jogos ‘arcade’ e, claro, diversas opções de comida ‘fast food’, desde as mais populares até outras recém-chegadas. Esta combinação de fatores, à época única, tornava os denominados ‘shopping centers’ autênticas ‘terras prometidas’ para os mais novos, e pontos de encontro de fins-de-semana e feriados para os um pouco mais velhos, para quem estas superfícies tinham o atrativo adicional das lojas de roupa ou tecnologia. No fundo, a cultura de ‘shopping’ em Portugal, conforme a conhecemos hoje em dia, teve aqui os seus inícios.


Ao longo da década seguinte (já no novo milénio) a presença deste tipo de superfícies em Portugal viria a aumentar exponencialmente um pouco por todo o País, ao ponto de as mesmas se tornarem corriqueiras e já sem o mesmo encanto daqueles primeiros representantes. ‘Shoppings’ como o El Corte Inglés ou o Freeport, que tinham propostas algo diferenciada, ainda conseguiram suscitar algum interesse e excitação, mas de modo geral, este tipo de superfícies tornou-se só mais uma parte da paisagem urbana portuguesa do Século XXI. Hoje em dia, até dentro de estádios já se podem encontrar cinemas ‘multiplex’ e áreas de consumo de ‘fast food’, algo outrora impensável fora do contexto de um hipermercado ou mega-shopping.


Para a história, no entanto, ficam aqueles primeiros ‘shoppings’ de Lisboa e Porto, que maravilharam e fizeram as delícias de toda uma geração. E vocês? Faziam parte deste número? Quais as vossas melhores memórias deste tipo de superfícies? Partilhem nos comentários!

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

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