NOTA: Este post é respeitante a Domingo, 13 de Setembro de 2026.
Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.
Apesar da maior representatividade de que gozou nos últimos anos, o futebol feminino foi – ao contrário de outras modalidades, como o voleibol – parente muito distante e algo ignorado do congénere masculino, com muitos países a demorarem décadas a 'abraçar' o desporto-rei 'de saias'. Um desses países foi Portugal, onde o mais antigo campeonatos nacional feminino desta modalidade – a Taça Nacional Sénior - completa este ano apenas três décadas de vida.
Hoje segundo escalão do FutFem nacional, a Taça Sénior começou por ser a única competição disputada em Portugal, estatuto que manteria durante quase duas décadas, até à criação do Campeonato Nacional, em 2013-14. Assim, quem nos anos 90 e 2000 quisesse ver a 'nata' do futebol feminino mais não tinha do que escolher entre um dos doze jogos semanais, embora a visualização do mesmo fora do próprio estado se pudesse revelar complicada, dada a falta de cobertura.
Logo desde os primeiros campeonatos, ficou claro quem seria a equipa hegemónica dessa primeira meia-década, com o GCD Del Negro a conquistar 'sem espinhas' os quatro primeiros campeonatos da modalidade alguma vez disputados em Portugal; curiosamente, no entanto, essa agremiação concederia, no final da década, a hegemonia ao Benfica, ganhando apenas mais dois títulos até aos dias de hoje (os quais fazem dela, ainda assim, a equipa mais condecorada da competição.) Seriam, pois, as 'águias' a dominar os anos 2000, sagrando-se tetracampeões e ganhando um total de cinco campeonatos durante esse período, antes de a fasquia competitiva nivelar e deixar de haver claros favoritos.
Hoje em dia, tal como referimos, a Taça Nacional Sénior cedeu o protagonismo ao Campeonato Nacional de Futebol Feminino; os amantes de 'longa data' da modalidade não esquecerão, no entanto, esta pioneira prova, hoje relegada para 'segunda divisão', mas sem a qual o desporto-rei no feminino talvez nunca tivesse chegado a desabrochar em Portugal.








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