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Monday, 22 June 2026

Segundas de Séries: Trinta e Cinco Anos de Uma Mini-Série Algo 'Periférica'

 NOTA: Por motivos de relevância temporal, esta Segunda será de Séries.

Em Segundas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das séries mais marcantes para os miúdos daquela década, sejam animadas ou de acção real.

Desde sempre 'pano para mangas' no tocante à ficção, as tribulações sentimentais e sociais da juventude nunca deixam, ainda assim, de provar ser fonte quase inesgotável de inspiração para artistas e outros criativos, sendo inúmeras as séries icónicas baseadas, parcial ou totalmente, na experiência de ser adolescente. Em Portugal, os representantes máximos deste paradigma foram, claro, os incontornáveis 'Riscos' e 'Morangos Com Açúcar'; no entanto, estas estiveram longe de ser as únicas produções nacionais com a juventude como tema central, como o prova a mini-série que serve de tema ao presente 'post', composta por quatro histórias distintas e sem outra relação que não a presença de jovens, quer como protagonistas, quer coadjuvantes.

Com o primeiro dos oito episódios (dois para cada um dos quatro 'telefilmes') a ir ao ar há exactas três décadas e meia (a 22 de Junho de 1991) 'Corações Periféricos' contava com o contributo de nomes sonantes não só da representação (do elenco fazem parte Canto e Castro, Vítor Norte ou Alexandra Lencastre) como da música, com Carlos Tê e Rui Veloso a comporem e interpretarem a música da banda que protagoniza a primeira história, e Manuel João Vieira (então dos Ena Pá 2000, e mais tarde dos Irmãos Catita) a assumir um dos papéis principais da segunda. O resultado, como não podia deixar de ser, é de considerável qualidade, não deixando de ser curioso o facto de esta mini-série se encontrar algo Esquecida Pela Net, pelo menos por comparação às congéneres supracitadas.

Ainda assim, quem é fã de ficção televisiva nacional e procura algo um pouco fora da média dos programas deste tipo pode fazer bem pior do que recordar esta ambiciosa mini-série, disponível na íntegra nos Arquivos RTP, no exacto dia em que a mesma celebra os trinta e cinco anos da transmissão do seu primeiro episódio

Saturday, 14 September 2024

Sessão de Sexta: A 'Infernal' Morte de Jason Voorhees

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 13 de Setembro de 2024.


NOTA: Por motivos de relevância, esta será novamente uma Sessão de Sexta. As Sextas com Style voltarão na próxima semana.


Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.


Um dos muitos elementos definidores da década de 80 no tocante ao cinema foram as séries de filmes de terror que, após um primeiro capítulo bem conseguido e muitas vezes inovador, entraram numa espiral descendente de infinitas sequelas, cada uma pior do que a outra, até darem um 'último suspiro' inglório, ignorados ou ridicularizados pelos mesmos fãs que tão entusiasticamente haviam acolhido o primeiro capítulo. Os exemplos deste paradigma são inúmeros, mas qualquer fã de terror da época imediatamente identificará três franquias que perfeitamente o exemplificam: 'Halloween', 'Pesadelo em Elm Street' e 'Sexta-Feira, 13'. Normalmente agrupadas numa só categoria, pelas suas semelhanças, todas as três séries possuem vilões do mais icónico que o género do terror 'slasher' ofereceu ao cinema, e todas seguiram o padrão descrito no início deste texto, vindo a ter fim já em meados dos anos 90, com filmes variavelmente péssimos, antes de serem 'revitalizadas' com 'reinícios', já no Novo Milénio. E porque esta Sexta-feira calhou, precisamente, num dia 13, nada melhor do que relembrar o único filme de Jason Voorhees produzido nos anos 90.


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Infelizmente, essa memória será, mais do que provavelmente, negativa, já que 'Jason Goes To Hell: The Final Friday' (que não parece ter sido lançado em Portugal, nem mesmo no habitual formato VHS) é universalmente considerado fraquíssimo, ainda pior do que as continuações de 'Halloween' e 'Pesadelo em Elm Street' e ao nível das últimas de 'Hellraiser' – ou seja, recomendado apenas a quem gosta da vertente mais 'noventista' dos filmes de série B de orçamento baixíssimo e feitos às 'três pancadas' para tentar fazer algum dinheiro com o nome a eles associado. Porque é isso, nem mais nem menos, que esta 'Sexta-feira Final' apresenta, com a absurda história sobre Jason Voorhees a possuir o corpo do médico legista que come o seu coração (!!!) a tirar desde logo de cena o icónico vilão (cujo corpo é destruído logo no início do filme) removendo assim o único ponto de interesse para os fãs da série! O que sobra é um 'slasher' vulgar, com enredo absurdo e realização técnica abaixo da média, que nem tão-pouco cumpre a promessa, feita pelo título, de mostrar Jason no Inferno a combater demónios, e que mais parece feito para o mercado do vídeo do que para exibição nas salas de cinema. De facto, sem a lucrativa e chamativa ligação à franquia 'Sexta-Feira 13', o filme de Adam Marcus certamente passaria despercebido – embora tal situação fosse, talvez, mais desejável do que a 'barragem' de críticas negativas (bem merecidas) de que o filme foi, e continua a ser, alvo.


Em suma, a nona (!) parte de 'Sexta-feira 13' constitui um final ainda mais inglório para Jason Voorhees do que os vividos por Freddy Krueger e Michael Myers nas suas franquias; felizmente, todos os três carismáticos assassinos veriam a sua credibilidade reinstaurada com uma série de bons filmes no século XXI – entre eles aquele em que Krueger e Voorhees se enfrentam directamente, num duelo que entusiasmou muitos fãs do género em inícios do século XXI. Quanto ao filme de 1993, o esquecimento é mesmo o destino que mais merece, e ao qual foi votado pelos fãs da franquia 'Sexta-feira 13', e do seu personagem principal.


Friday, 8 October 2021

Sessão de Sexta: 'Samurai X' Regressa, Agora em Acção Real

Hoje, a nossa Sessão não vai recordar qualquer filme nostálgico, mas sim dar a conhecer uma série de filmes modernos cuja temática certamente não deixará de interessar aos leitores deste blog.


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Trata-se da saga ‘Rouronin Kenshin’, uma adaptação em imagem real do nosso bem conhecido (e querido) ‘Samurai X’, produzida e lançada pela Netflix e que se estende, até agora, ao longo de cinco de filmes, ao longo dos quais podemos seguir todo o percurso de Kenshin Himura, desde os seus inícios como assassino profissional até à época da sua vida retratada no ‘anime’ original. E embora os personagens não falem com as icónicas vozes da dobragem portuguesa, e nem todos os elementos estejam cem por cento correctos ou bem conseguidos – é estranho, por exemplo, ver Kenshin de cabelo preto, embora o penteado em si esteja perfeitamente retratado – não deixa de ser uma boa aposta para quem era fã do mítico ‘anime’ e quer travar conhecimento com uma nova versão dos seus heróis de infância. Recomenda-se é que reservem algum tempo para o fazer, pois cada um dos filmes dura perto de duas horas e meia…


Ainda assim, fica a dica, para quem quiser fazer uma ‘maratona’ de Netflix e não souber o que ver!

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...