NOTA: Este 'post' é correspondente a Terça-feira, 14 de Abril de 2026.
A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Já aqui anteriormente dedicámos espaço aos jogos da chamada 'primeira geração' de 'Pokémon', que - com a sua mistura de RPG com um elemento de coleccionismo - se revelaram um marco não só de vendas como a nível da sua penetração junto da demografia-alvo, gerando uma verdadeira 'torrente' de 'merchandising' e produtos relacionados, alusivos não só aos títulos para Game Boy como também – sobretudo – ao icónico 'anime' que servia de base à franquia, e que tornaria Pikachu num ícone cultural que rivalizava em importância com a eterna mascote da Nintendo, Mario (o qual, apesar do seu inegável e indiscutível estatuto, nunca logrou ver ser-lhe dedicada uma edição especial de uma consola, com a sua cara em relevo no frontispício.)
Face a todo este sucesso – que se estendia ainda a jogos que permitiam fotografar Pokémon ou organizar embates entre os mesmos em 3D – era praticamente inevitável que a Nintendo procurasse dar continuidade à sua nova 'galinha dos ovos de ouro' com uma sequela para os jogos originais; o que poucos esperavam, no entanto, era que a companhia de Shigeru Miyamoto adoptasse uma política de 'tabula rasa', criando títulos com uma história e personagens totalmente novos (ainda que ambientados no mesmo universo da 'geração' anterior) e com toda uma nova safra de pequenos monstros para capturar, adoptar e treinar, alguns dos quais haviam já sido 'apresentados' na segunda longa-metragem alusiva à série 'anime'. É a esses jogos, que acabam de celebrar vinte e cinco anos sobre o seu lançamento no mercado europeu, que dedicamos este 'post'.
E se 'Blue', 'Red' e mais tarde 'Yellow' estabeleceram as bases do que seriam os jogos de 'Pokémon' nas consolas portáteis, a verdade é que foi com a chamada 'segunda geração' que foram implementados muitos dos elementos popularizados em jogos posteriores – esta foi, por exemplo, a primeira 'geração' a ver serem lançados três jogos em simultâneo ('Gold', 'Silver' e o mais raro e apropriadamente intitulado 'Crystal'), e a primeira a cimentar a nomenclatura baseada em elementos fisicamente existentes (neste caso, metais preciosos). E ainda que estas convenções nem sempre se mantivessem consistentes ao longo das 'gerações' seguintes, é inegável que os mesmos constituem parte integrante e até icónica da identidade de 'Pokémon' enquanto franquia, outorgando assim a 'Gold' e 'Silver' o seu lugar na História não só da série, como da própria Nintendo.
Em termos de jogabilidade, no entanto, pouco ou nada se alterava em relação ao 'trio' original, mantendo-se os gráficos vistos de cima, em 2D (embora agora com uma palete básica de cores, potenciada pelas capacidades do Game Boy Color) e com estilo 'anime' e o balanço entre a captura de Pokémon, as batalhas com outros treinadores e a necessidade de superar desafios para progredir. O mundo era, igualmente, novamente vasto, com inúmeras áreas para explorar, pessoas com quem conversar, segredos para descobrir e até algumas surpresas, proporcionando uma experiência tão agradável e imergente como a veiculada pelos seus antecessores. Não admira, portanto, que 'os títulos desta segunda geração tenham sido tão bem-sucedidos como aqueles, embora com menor impacto cultural, dada a falta do 'factor novidade' e o facto de as 'caras' da franquia continurem a ser Ash e Pikachu, nas suas versões 'anime'.
Ainda assim, 'Pokémon Gold', 'Silver' e 'Crystal' não deixam de ser jogos icónicos e nada menos que lendários, com presença na cultura 'pop' e no panorama dos jogos 'retro' até aos dias que correm, e ainda capaz de render uns 'trocos' a quem os venda a uma qualquer loja em segunda mão; tudo razões mais do que válidas para lhes dedicarmos este 'post' comemorativo do seu quarto de século (ainda que com cerca de uma semana de atraso, já que o 'trio' foi lançado na Europa a 06 de Abril de 2001) tal como já havíamos feito com os seus igualmente marcantes antecessores.
Comecei a jogar Pokémon, no dia em que o Pokémon Yellow foi lançado, cá em Portugal. Não tinha gameboy, passei 3 anos a juntar dinheiro, até que, saiu o pokémon yellow (já não tem bateria) e o Gameboy Color Pikachu (o botão B está perro). Comprei o Gold, no dia em que começou a ser vendido, em 1999. No natal, comprei o Silver, e uma consola Gameboy color, que um amigo, quis vender, a baixo preço. O Crystal saiu 1 ano depois, já em 2000. Aí já havia muita gente a jogar e a Suicune (só em 2001, se percebeu que a ideia era lançar o Gameboy Advance, com o Crystal... que não aconteceu) era o ícone máximo (no natal, de 2000, surgiu o filme que incluía a Suicune, como estrela dos "3 cães").
ReplyDeleteA principal diferença, para o Verde, Azul, Vermelho e Amarelo, é que, no Gold, Silver e Crystal, havia 18 ginásios e 2 "Elite 4", além do "vilão", dos 4 jogos originais, que era o ponto máximo, do combate, com pokémon, sem ser contra outros jogadores, com os pokémon, em níveis mais elevados, do que qualquer outro jogo (foi batido na Nintendo 64, por uma sequência, pós final, em que se podiam enfrentar 100 treinadores, em sequências de 10, seguidos, em que os últimos estavam entre 80 e 93, no Pokémon Colosseum, que oferecia um Ho-Oh especial).
Mesmo hoje, são jogos que dão luta, e confusão, aos novos jogadores. O jogo mais "negro", da saga Pokémon é o Pokémon XD: Gale of Darkness. Um jogo que, a estória, ultrapassa qualquer jogo (incluindo os actuais!!!) Pokémon, só que o nome diz tudo. Daí não ter feito sucesso e nem ter sido lançado, em vários mercados europeus (como Portugal, que vendeu a versão espanhola, com selo do IGAC, que dava para usar o inglês, como língua interna, para consolas não espanholas). Colosseum e XD foram re-lançados, na Switch, ambos lideram os jogos "retro", há 2 semanas, mesmo com alguns bugs.