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Saturday, 18 July 2026

Sextas Com Style/Sábados aos Saltos/Domingos Divertidos: Os Últimos Anos dos Bibes e Batas

NOTA: Por razões de relevância temporal, esta Sexta será com Style, e a Sessão será na próxima.

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sexta-feira, 17 de Julho e Domingo, 19 de Julho de 2026.

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de, hoje em dia, o seu uso se encontrar reduzido aos infantários e jardins de infância, durante as últimas décadas do século XX, era ainda relativamente comum ver crianças pequenas – em Portugal e não só – vestidas com uma bata ou bibe por cima da roupa enquanto brincavam em casa, ou até mesmo na rua. O que tão-pouco era de estranhar, já que a geração 'millennial' foi a última a passar mais tempo fora do que dentro de portas, e as referidas vestes protectoras permitiam 'localizar' quaisquer manchas, sujidades ou até mesmo rasgões adquiridos no decurso de um Sábado aos Saltos ou de um Domingo Divertido; tintas, terra, relva, líquidos, comida...tudo ficava à superfície do bibe ou da bata, permitindo salvaguardar e poupar as roupas que se encontravam por baixo, ou até mesmo dispensá-las, já que a maioria das batas e bibes disponíveis eram compridos o suficiente para taparem a criança quase por completo. Não era, pois, surpreendente que os pais de crianças ainda demasiado novas para 'refilarem' ou se importarem com o que vestiam fizessem amplo uso deste tipo de roupa protectora.

Conforme mencionámos acima, no entanto, os bibes e batas caíram em desuso no contexto da utilização 'privada', talvez por evocarem épocas e eras menos saudosas da História recente de Portugal; no entanto, quem tenha filhos num jardim de infância ou jardim-escola certamente ainda os vestirá diariamente, pela manhã, com aquela que se tornou a 'farda' oficial de muitos destes tipos de estabelecimento, pelas exactas razões acima elencadas; e, enquanto o faz, talvez se lembre de quando, com a mesma idade, corria pela vida com um deles vestido...

Sunday, 5 July 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: As Bolas de Equilíbrio - A Definição de Uma Diversão Saudável

 NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 04 de Julho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já é tema recorrente nas páginas deste 'blog' que não eram necessários conceitos 'mirabolantes' para entreter a juventude dos anos 80, 90 e 2000 – pelo contrário, uma boa ideia, por mais simples que fosse, podia perfeitamente dar azo a uma 'febre', como provaram, por exemplo, a Ondamania ou os Matutazos. O produto que abordamos este fim-de-semana pode, igualmente, ser adicionado a essa lista, já que fez as delícias de muitos jovens da época com o seu misto de simplicidade e desafio. Falamos da bola de equilibrismo, conceito adoptado (e adaptado) das aulas de ginástica e aeróbica tão populares à época, e que tanto podia ser integrada num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido. 

O conceito era simplicíssimo – uma bola de borracha mole com um aro duro a toda a volta, semelhante a um disco, criando uma espécie de 'planeta Saturno' em borracha multi-colorida. O desafio consistia em conseguir ficar de pé sobre a dita o máximo de tempo possível, uma tarefa que não era tão simples quanto parecia, e que tinha o 'bónus' adicional de fortalecer o equilíbrio, a destreza, e os próprios músculos das pernas, trazendo assim benefícios 'escondidos' no contexto de uma brincadeira 'da moda'. Era, no entanto, o aspecto competitivo – de tentar melhorar o próprio tempo ou competir com os amigos da rua ou colegas de escola – que fazia das bolas de equilíbrio um dos sucessos mais 'insuspeitos' de uma época em que a juventude ainda preferia a actividade física e brincadeiras conjuntas ao apelo digital.

É, no entanto, precisamente essa mudança de paradigma que torna improvável um regresso destas bolas enquanto brinquedo 'viral' junto da juventude, seja portuguesa ou de outras partes do Mundo; as mesmas servem assim, portanto, não só como recordação nostálgica de um tempo passado mas também como mais um dos muitos diferenciadores entre as gerações 'X' e 'Millennial' e as suas congéneres mais novas, para as quais um brinquedo deste tipo talvez apenas fosse aceite se acompanhado de uma 'app'...

Monday, 29 June 2026

Sábados Aos Saltos/Domingo Divertido: As Origens de Um Produto Intemporal

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 27 e Domingo, 28 de Junho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de, tradicionalmente, as bolas serem o epítoma do brinquedo para usar fora de portas (dados os consideráveis estragos que podem fazer à vulgar habitação moderna), os anos 80 e 90 viram surgir uma alternativa relativamente viável, que permitia aos fãs de brincadeiras com bola desfrutarem das mesmas tanto durante um Sábado aos Saltos como no decurso de um Domingo Divertido – e com o bónus acrescido de poderem, literalmente, 'jogar' com os seus personagens de ficção favoritos.~

Falamos, claro, das bolasde borracha com 'bonecos' alusivos aos mais populares desenhos animados e bandas desenhadas da época em que são fabricadas – um tipo de produto perene e que, sem surpresa, se mantém popular até aos dias de hoje, não tendo perdido qualquer tipo de relevância entre as gerações 'Z' e 'Alfa', e tendo a única mudança entre ambas sido ao nível dos desenhos e personagens. De resto, estas bolas continuam como sempre foram – coloridas, de superfície totalmente lisa (mais semelhante a um balão do que a uma bola defutebol) e disponíveis em dois tamanhos, um maior (para as brincadeiras de rua) e outro mais pequeno, capaz de caber na palma da mão, sendo este o mais indicado para jogos dentro de portas durante um Domingo de chuva (tendo, claro, cuidado para não as lançar com muita força...)

Quem hoje em dia se diverte com estas bolas pode, pois, agradecer aos fabricantes de bolas da época dos seus pais, tendo estes sido os primeiros a desfrutar deste tipo específico de bola de borracha, que se viria a tornar um marco incontornável da experiência de ser criança durante os quarenta anos seguintes e que, como tal, e mesmo não sendo um produto especificamente 'de época', merece estas breves linhas de homenagem.

Monday, 25 May 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: Cinco Brinquedos 'Hibridos'

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 23 e Domingo, 24 de Maio de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de muitos dos brinquedos e brincadeiras dos anos 90 (e ainda de hoje em dia) se dividirem de forma relativamente explicita entre interior e exterior, existem ainda assim vários exemplos de produtos 'híbridos', alguns dos quais já abordados nesta(s) rubrica(s). Abaixo ficam cinco dos melhores exemplos desta categoria de produto.

  1. Carros Telecomandados

Serão, talvez, o primeiro exemplo a vir à mente ao falar em produtos que podiam ser utilizados tanto na rua como em casa, tendo divertido milhões de crianças ao redor do Mundo (Portugal incluído) em ambos os contextos. E se por acaso fossem todo-o-terreno ou especialmente desenhados para uso em piso acidentado, tanto melhor...

  1. Conjuntos de Desporto de Brincar

Fossem de petanca, golfe, bólingue, ténis ou basquetebol os conjuntos em plástico a emular um qualquer desporto (ou, no caso da petanca, apenas compostos por bolas algo mais leves que o habitual) podiam proporcionar momentos de enorme diversão quer no quintal ou pátio, quer dentro de casa, onde a leveza dos elementos (com excepção, claro está, da petanca) garantiam poucos ou nenhuns danos mesmo jogando com 'força'...

  1. Aviões e Barcos

Fossem com fio, telecomandados ou de 'propulsão' manual, os aviões e barcos à escala eram daqueles brinquedos que, por mais simples que fossem, nunca deixavam de divertir – e que tinham a vantagem de também poderem ser utilizados na banheira ou 'atirados' na sala sem risco de danificar nada – embora, claro, fosse preciso ter algum cuidado...

  1. Robôs e Carros Electrónicos

Na mesma categoria dos carros telecomandados surgem os robôs e carros a pilhas, irresistíveis de ligar quer no chão do quarto, quer no quintal, onde tinham ainda mais espaço para andar e demonstrar os seus efeitos LED e sons pré-programados, capazes de entusiasmar qualquer criança daquele período embrionário da 'era digital'.

  1. Bolas de Sabão

A simplicidade feita brincadeira. Um tubo, uma varinha e q.b. de solução líquida eram suficientes para fazer as delícias de qualquer criança, e quem se visse com uma 'garrafinha' de bolas de sabão na mão imediatamente se dirigiria à varanda ou ao quintal para soprar algumas – isto, claro, se não tivesse a felicidade de as receber no decurso de um passeio, contexto em que pouco duravam, tal era o entusiasmo em as ver voar...

Existem, claro, outros exemplos de produtos híbridos capazes de deliciar as crianças noventistas quer durante um Sábado aos Saltos, quer no decurso de um Domingo Divertido; no entanto, cremos serem estes cinco os mais emblemáticos, e mais rapidamente recordados por quem tenha sido jovem durante aquela época única de finais do século XX e inícios do seguinte.



Monday, 11 May 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: A Divertida Simplicidade de Um Jogo Milenar.

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 09 e Domingo, 10 de Maio de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui por diversas vezes falámos de jogos tradicionais que, apesar de simples, eram capazes de distrair quer uma criança solitária durante um Domingo Divertido, quer um grupo no decurso de um Sábado aos Saltos; neste 'post', abordaremos ainda outro excelente exemplo dessa tendência, talvez não tão difundido em Portugal como outros de que já tratámos nestas páginas, mas ainda assim responsável por muitos momentos de diversão entre as crianças nacionais da última geração 'analógica'.


Com origens na Grécia Antiga e difundido um pouco por todo o Mundo, o 'jogo das pedrinhas' (ou 'cinco-marias', como também é conhecido) é, como a maioria destes jogos, relativamente simples de assimilar; após espalhar as pedrinhas ou contas pelo chão, cada jogador deve atirar uma ao ar e apanhar o máximo número possível de outras nos breves momentos que a mesma leva a voltar a cair. A princípio, o objectivo é tirar apenas uma, mas cada nova 'ronda' vai aumentando o número; ganha, claro, quem conseguir chegar à 'meta' final de tirar quatro ou cinco pedras de uma só assentada, atingindo assim o patamar máximo e fazendo com que o jogo recomece.

Um daqueles jogos, portanto, a que os jovens das gerações pós-digitais talvez torcessem o nariz como sendo algo demasiado básico e simples – pelo menos até aparecer em formato de 'app' e se tornar 'febre de recreio' – mas de que os seus pais e avós desfrutaram durante muitas tardes de fim-de-semana, quer na rua com os amigos, quer em casa a praticar sozinhos ou a jogar com familiares, e que apenas beneficia com a transmissão directa às crianças de hoje em dia por parte de quem o jogou, permitindo assim que este jogo milenar não seja totalmente esquecido por quem vive mais de metade da sua vida dentro de ecrãs...

Sunday, 1 June 2025

Saídas de Sábado / Sábados aos Saltos / Domingos Divertidos: O Dia da Criança nos Anos 90 - Possibilidades (Quase) Infinitas

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 31 de Maio e Domingo, 1 de Junho de 2025.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


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Muitos programas infantis assinalavam a data com emissões especiais


O dia 1 de Junho assinala, desde a década de 60, o Dia Mundial da Criança, e, como tal, não é de admirar que, a cada ano, se organizem um pouco por todo o Mundo uma série de eventos, actividades e festividades para assinalar essa data. O Portugal dos anos 90 não era, de todo, excepção a esta regra, podendo as crianças lusitanas de finais do século XX desfrutar de uma série de eventos alusivos à data, fossem mais localizados e 'de bairro' ou de âmbito mais global, abrangendo toda uma localidade ou até região.


Para além destas possibilidades de Saídas de Sábado que permitiam passar, simultaneamente, um Sábado aos Saltos e um Domingo Divertido, também os programas televisivos dirigidos à demografia mais jovem assinalavam a data, fosse apenas através de menções no decurso de um episódio 'normal', ou mediante uma emissão especial (mais longa ou até num dia em que normalmente não passava o programa) especificamente dedicada a este fim. É, pois, fácil de perceber que, apesar de viverem numa época mais simples e de menores recursos, as crianças dos anos 90 em nada ficavam a perder face às suas congéneres actuais no que ao dia 1 de Junho dizia respeito. A elas, e aos potenciais filhos que possam, entretanto, já ter, resta-nos desejar o resto de um excelente Dia Mundial das Crianças.


 

Monday, 7 April 2025

Domingos Divertidos: O 'Pico' da Popularidade da Picotagem

NOTA: Este 'post' é respeitante a Domingo, 06 de Abril de 2025.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Apesar de actualmente mais limitados na sua abrangência, os trabalhos manuais foram uma das disciplinas escolares mais populares entre as crianças em idade pré-escolar e primária de finais do século XX, sendo as diversas actividades neles englobadas também bem aceites e até activamente procuradas no contexto de um Domingo Divertido em casa. Uma dessas actividades, hoje praticamente extinta mas, à época, difundida um pouco por todo o país, era a picotagem, tema das próximas linhas,


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De facto, o tradicional acto de fazer furos numa folha de papel através da inserção de um pico numa esponja divertiu muitas crianças dos anos 80 e 90 (já para não falar de décadas anteriores) com o seu misto de exotismo – sendo a esponja um particular motivo de interesse – acessibilidade e versatilidade no tocante a formas e 'desenhos' que podiam ser criados através do método em causa. Assim, não é de espantar que a picotagem tenha sido, a par do papel de lustro (outro passatempo eventualmente merecedor de destaque nesta rubrica) um dos trabalhos manuais a mais rapidamente e facilmente 'extrapolar' a escola, e se tornar num meio de 'matar' alguns minutos durante um Domingo Divertido em casa – sempre, claro, com a ajuda de um adulto, já que, mesmo nos mais 'permissivos' anos 90, deixar um instrumento aguçado nas mãos de uma criança era um acto de elevado risco.


Talvez tenha, aliás, sido precisamente essa a razão do desaparecimento da picotagem do quotidiano infantil actual; além do parco interesse que a actividade em causa teria para as gerações digitais, o receio de causar o mais pequeno dano a uma criança poderá ter limitado consideravelmente o espectro de actividades aceitáveis, estando a picotagem na 'linha da frente' nesse aspecto. Quem, em pequeno, passou uma tarde de chuva a 'desenhar' uma cara com furos num papel, no entanto, terá (espera-se) sido transportado por estas breves linhas para esse tempo mais simples e inocente da sua existência, e ficado, quiçá, com vontade de apresentar aos filhos essa actividade tão apreciada nos seus tempos de criança...

Sunday, 9 March 2025

Sábados aos Saltos/Domingos Divertidos: As Tendas Para Crianças - O Refúgio Perfeito Para 'Brincar Aos Campistas'

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 8 de Março de 2025.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Recriar as actividades quotidianas dos adultos sempre esteve entre as formas favoritas de as crianças brincarem ao 'faz-de-conta', pelo que não surpreende que, ao longo dos anos e décadas, tenham surgido versões 'infantilizadas' dos mais diversos acessórios da vida quotidiana. Um dos muitos produtos deste tipo surgido nas duas últimas décadas do século XX foram as tendas para crianças, as quais, embora não exactamente apropriadas para um verdadeiro fim-de-semana de campismo, se afiguravam perfeitas tanto para um Sábado aos Saltos, a recriar no quintal a referida experiência, como para um Domingo Divertido, com uma pilha de livros aos quadradinhos e o fecho de correr fechado.


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Exemplo moderno do produto em causa.


Disponíveis, até aos dias de hoje, tanto em versões mais realistas como em outras que apelam mais à fantasia – com motivos de carros de bombeiros ou castelos de princesas – ou ainda na vertente típica dos filmes de índios e 'cowboys', estas tendas eram do tamanho certo para montar tanto no exterior como no chão do quarto (para quem não tinha quintal) e, quando não serviam de cenário a brincadeiras de campismo, formavam o 'abrigo' perfeito para relaxar e imaginar estar 'no seu próprio Mundo', pelo que não é de admirar que se tenham tornado (e mantido) populares entre a demografia à qual eram dirigidas.


Tal como muitos outros produtos de que aqui vimos falando, as tendas de brincar continuam disponíveis até aos dias de hoje; no entanto, por comparação à maioria dessas outras 'relíquias' nostálgicas, as mesmas gozam de muito maior popularidade, sendo fáceis de adquirir tanto em lojas físicas de algum renome como nos habituais retalhistas 'online', e permitindo às novas gerações desfrutar de, pelo menos, uma experiência intemporal e semelhante às vividas pelos seus progenitores quando tinham a mesma idade...

Sunday, 12 January 2025

Domingos Divertidos: Os Tapetes de Trânsito - Mais Do Que Uma Decoração

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Servia tanto para limpar os pés como de pista de carrinhos ou cenário para um encontro entre figuras de acção, bonecos de vinil, Playmobil ou Pinypon durante um Domingo Divertido. Falamos do icónico tapete com o desenho de uma estrada (ou, se preferirmos, de toda uma cidade) que marcou presença no chão de muitas crianças portuguesas da geração 'millennial', e ao qual dedicamos algumas linhas este Domingo.


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Surgido no chão dos quartos de brinquedos ou de dormir ainda na primeira infância, este tapete mantinha-se, normalmente, a uso até aos primeiros anos da adolescência, quando tudo o que remetesse à infância principiava a ser rejeitado. Grande parte desta longevidade devia-se, precisamente, à versatilidade mencionada no início deste texto, que tornava aquela 'mini-cidade' debaixo dos pés mais do que uma decoração utilitária, transformando-a em palco ou cenário de toda e qualquer brincadeira que a ela se adequasse, bem como num subtil elemento didáctico, já que, enquanto brincava, a criança se ia familiarizando com os sinais de trânsito, e os diversos elementos que compõem uma zona urbanizada.


Tal como sucedeu com tantos outros elementos daquela era, também estes tapetes acabaram por ir gradualmente desaparecendo da decoração dos quartos infantis nacionais, substituídos quer por outros da mesma índole, quer por outro tipo de chão. Para quem chegou a pisar ou a brincar em cima de um deles, no entanto, uma simples menção do mesmo não deixará de evocar memórias nostálgicas de Domingos Divertidos há muito passados...

Sunday, 14 July 2024

Domingos Divertidos: O Jogo de Penalties do Subutteo

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


O desempate a 'penalties' é um dos elementos-chave de qualquer competição futebolística com formato eliminatório, seja ela um Mundial, um Campeonato da Europa como o que vive os seus últimos instantes à data da edição deste post, ou simplesmente uma taça interna de um qualquer país do Mundo. Com a sua mistura de nervos, emoção e aquela sensação de que tudo pode acontecer, e podem surgir novos heróis, não é de admirar que este seja um momento que muitas companhias produtoras de jogos e brinquedos tenham vindo desde há muito a tentar recriar, com maior ou menor grau de sucesso; ainda menos surpreendente é o facto de uma dessas tentativas fazer parte da gama do Subbuteo, a popular simulação miniaturizada do desporto-rei que fez as delícias dos jovens adeptos dos anos 80 e 90.


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Contendo apenas um jogador, um guarda-redes, uma bola e uma baliza, o jogo de penalties do Subbuteo constituía uma excelente alternativa para quem não tinha posses para comprar um jogo 'inteiro' – ou mesmo só duas equipas completas – para quem tinha menos paciência e queria 'saltar logo para o fim', ou apenas para quem era fãs de desempates da marca de grandes penalidades; e até mesmo quem tinha um jogo de Subbuteo completo era, muitas vezes, incapaz de resistir à apelativa simplicidade de um 'jogo de penalties', fazendo deste 'kit' um popular e versátil acrescento à gama principal da linha.


Escusado será dizer que, numa era da História em que o futebol simulado é, cada vez mais, vivido em ambientes interactivos hiper-realistas, um brinquedo simples como este se afigura tão pitorescamente obsoleto como o próprio jogo-base a que serve de complemento. Para quem se recorda de estar ajoelhado ou deitado no chão do quarto, a tentar simultaneamente marcar e defender um golo numa qualquer final imaginada de um campeonato europeu, este singelo conjunto de acessórios – e o 'post' a que deu azo neste nosso blog – terão, sem dúvida, desbloqueado boas memórias...

Sunday, 16 June 2024

Domingos Divertidos: O Futebol de Caricas, ou o Triunfo do Improviso

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Numa era em que tudo parece disponível à distância de dois ou três 'cliques' e algumas semanas de espera, pode parecer caricato pensar que, há meras três décadas, muitas crianças e jovens tinham, ainda, de 'improvisar' as suas próprias brincadeiras, com recurso a materiais 'genéricos' e muita imaginação; e se alguns destes casos foram já abordados no nosso 'post' sobre o faz-de-conta, a brincadeira que abordamos hoje é tão ou mais icónica do que as ali elencadas, sobretudo para quem era adepto ou entusiasta de futebol. Numa altura em que tem início mais um Euro, nada melhor, portanto, do que recordar um 'desporto' tão popular que ainda hoje se disputam campeonatos nacionais oficiais do mesmo! Falamos, é claro, do 'futebol de caricas', a alternativa ao algo dispendioso Subutteo criada pela criativa geração 'X' (e fomentada pela existência, à época, de caricas personalizadas com as caras de jogadores de futebol) e prontamente adoptada, também, pela sua sucessora, dado o seu excelente balanço de custo, tempo e diversão.


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Como o próprio nome indica, a premissa deste jogo passa por disputar uma partida de futebol em que os 'jogadores' são caricas de garrafa de sumo ou cerveja, cada uma das quais devidamente 'decorada', no interior, com o nome e número do jogador representado. Uma vez alinhadas as duas 'equipas' – e colocado na baliza o 'guarda-redes' de rolha – as mecânicas são mais ou menos as mesmas do referido Subutteo, consistindo na simulação de uma partida de futebol sem recurso a árbitro e em que as jogadas são criadas por via de 'piparotes' nas caricas que constituem as duas equipas. Ganha, claro, quem marcar mais golos, normalmente com uma bola improvisada ou 'emprestada' de um jogo de Subutteo. Uma brincadeira que, com a sua combinação quase perfeita de desafio, customização, improviso, simplicidade e diversão, não podia deixar de 'cair no gosto' de duas gerações habituadas a transformar tudo num jogo ou brinquedo.


Escusado será dizer, no entanto, que o apelo desta 'modalidade' não se transferiu para as gerações seguintes, para quem o próprio Subutteo se afigura já algo obsoleto. Não é, pois, de surpreender que sejam os agora adultos das demografias 'X' e 'millennial' a manter vivo o espírito desta actividade, e a re-apresentá-la a todo um novo público através de participações em programas de televisão e da organização de torneios e ligas oficiais de cariz anual. Quem sabe, no entanto, estas iniciativas não tenham sido suficientes para despertar novo interesse no 'desporto' mais económico da História de Portugal...?

Sunday, 14 April 2024

Domingos Divertidos: Os Cavalos de Baloiço - Relíquias de Tempos Mais Simples

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


A imagem do cavalinho de baloiço em madeira sempre foi um dos mais tradicionais elementos significantes da fase mais inocente da infância. Um daqueles brinquedos verdadeiramente intemporais, presentes em quartos de criança desde há séculos, este tipo de produto não deixa de marcar presença em todo e qualquer quarto de brinquedos de criança visto num filme ou série de televisão, ou mesmo descrito nas páginas de um livro; e se, hoje em dia, o mesmo é utilizado quase exclusivamente como parte de uma estética propositalmente 'retro' e nostálgica, em finais do século XX, os cavalinhos de baloiço surgiam ainda como parte integrante da selecção de brinquedos de muitas crianças portuguesas, normalmente num modelo muito específico e extremamente popular à época, cuja fotografia ilustra este 'post'.


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O modelo cujas diversas variações deliciaram as crianças portuguesas de finais do século XX. (Crédito da foto: OLX)


Para quem cresceu na época em que nem tudo tinha, ainda, de dispôr de um ecrã com imagens e sons berrantes, o apelo de um destes brinquedos é fácil de perceber e explicar, sendo que o mesmo constituía uma espécie de versão gratuita e sem limite de tempo dos populares brinquedos 'de moeda' tão frequentemente encontrados, à época, em centros comerciais e à porta de cafés. E apesar de os cavalinhos de baloiço se tornarem desajustados a partir de uma idade muito mais precoce que os referidos brinquedos electrónicos, as crianças mais pequenas não deixavam, ainda assim, de conseguir derivar considerável diversão dos mesmos antes de 'evoluírem' para os cavalos de pau ou veículos electrónicos, e daí para as bicicletas, patins em linha, skates, 'karts' e outros meios de locomoção mais avançados.


Hoje em dia, um brinquedo deste tipo pode parecer (e é) quase picaresco na sua simplicidade, uma relíquia de uma era que, apesar de ainda não muito distante, já ficou, definitivamente, 'para trás', sendo impossível a um jovem actual vislumbrar que interesse poderiam ter grande parte dos elementos que a marcaram – sendo os cavalinhos de baloiço um exemplo perfeito disso mesmo. Para quem teve, ou teve oportunidade de usar, um dos tradicionais equídeos em madeira pintados de vermelho e branco, no entanto, o 'post' que agora se conclui terá (espera-se) ajudado a remeter a mente a um tempo mais inocente, em que alguns minutos a 'cavalgar' nos mesmos constituíam uma excelente maneira de passar um 'bom bocado'...

Sunday, 4 February 2024

Domingos Divertidos: Micro Machines - A Pequena Grande Gama da Concentra

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Como já aqui foi mencionado numa edição anterior desta rubrica, os carrinhos de modelo, em escala reduzida, estiveram entre os brinquedos mais populares dos anos 90, em especial junto do público masculino. Quer se tivesse ou não uma das famosas e icónicas garagens, os carrinhos reuniam as características perfeitas para serem peça fulcral em qualquer Domingo Divertido – nomeadamente, a excelente relação entre preço, qualidade, e 'factor diversão' que proporcionavam, e que faziam com que a maioria dos rapazes da época (e também, adivinha-se, muitas raparigas) tivessem caixas cheias de diferentes modelos, prontos a serem empregues numa qualquer corrida ou 'campeonato de destruição' durante uma tarde de fim-de-semana em casa. E apesar de a grande maioria dos conteúdos destas mesmas caixas consistir, normalmente, de veículos da Matchbox ou congéneres de 'marca branca' comprados na loja 'dos trezentos', havia também altas probabilidades de encontrar, em meio a estes, pelo menos um carro da gama Micro Machines.


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De facto, os anos 90 (sobretudo a primeira metade) representaram o período áureo da gama de carrinhos a escala super-reduzida distribuídos em Portugal pela inevitável Concentra. Grande parte deste sucesso devia-se, como nos seus EUA natais, tanto à aparição dos minúsculos carrinhos no mega-sucesso 'Sozinho em Casa' - onde formam a base de uma das mais memoráveis armalhidas montadas por Kevin – como aos bem-conseguidos anúncios aos diferentes modelos da marca, 'debitados' ao melhor estilo 'relato de futebol de rádio' por um 'dobrador' com uma missão espinhosa – igualar a velocidade de discurso de John Moschitta Jr., o 'homem dos Micro Machines' original, cujo nome consta do livro de recordes do Guinness precisamente por esse feito. E a verdade é que o esforço do 'substituto' português em nada prejudicava a essência dos anúncios, que contavam ainda com um 'jingle' memorável, que ajudava a compôr ainda mais o 'ramalhete' – e a tornar os Micro Machines parte integrante das listas de Natal e anos de muitas crianças da época, pese embora o preço proibitivo por comparação aos carrinhos mais 'normais'.


Outra vertente que ajudava a distinguir os Micro Machines dos seus congéneres a escalas menos exageradas era a presença de pistas, muitas das quais 'disfarçadas' de edifícios ou veículos gigantes – uma daquelas propostas feitas à medida para cair no gosto das crianças noventistas, e que, suspeita-se, conseguiria mesmo algum sucesso nos dias de hoje. Assim – e apesar de, como os carros, não serem exactamente baratas – estas pistas não deixaram, certamente, de marcar presença nos quartos dos pequenos fãs da gama em causa, ajudando a tornar a experiência de brincar com os Micro Machines ainda mais entusiasmante.


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Uma das pistas da gama.


Face a todo este sucesso, não é, também, de estranhar que a marca tenha tido direito a adaptações para jogo de vídeo, todas elas bastante bem cotadas entre os adeptos do formato da altura, bem como a nada menos que três 'ressurreições': a primeira logo após a venda da licença à Hasbro, em finais dos anos 2000, a primeira em conjunção com o primeiro episódio da terceira saga 'Guerra das Estrelas', em mados da década de 2010, e a terceira já em inícios de 2020, encontrando-se esta, ainda hoje, disponível em certos mercados. Assim - e apesar de, em Portugal, a sua relevância se ter há muito, esfumado - é ainda bem possível que os elementos mais novos da chamada 'geração Z' venham a descobrir estes veículos, tal como sucedeu com os seus pais três décadas antes, e tornem a trazer o nome Micro Machines para a ribalta; até lá, ficam as memórias daquela linha de carrinhos tão pequenos que quase se podiam qualificar para a secção Quintas de Quinquilharia deste nosso blog...

Monday, 4 December 2023

Domingos Divertidos: As Primeiras Edições Especiais do Monopólio

NOTA: Este post é respeitante a Domingo, 03 de Dezembro de 2023.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


A quadra natalícia é, normalmente, sinónima de reuniões de família – e uma das melhores actividades para se levar a cabo num grupo alargado, seja de familiares ou de amigos, é uma ronda de um qualquer jogo de tabuleiro. E, de entre todos os jogos deste tipo, um dos mais conhecidos, populares e adequados para uma situação deste tipo é o bom e velho Monopólio. A corrida frenética à compra de bairros inteiros em Lisboa e Porto, a fim de lá colocar habitações residenciais e hotéis e, assim, aumentar a 'taxa de passagem' para os outros jogadores parece nunca perder o apelo, continuando a ver novas edições serem periodicamente lançadas até aos dias de hoje, muitas delas tematizadas ou associadas a propriedades intelectuais populares entre a sociedade em geral. No entanto, este fenómeno está longe de ser exclusivo do século XXI; pelo contrário, as primeiras 'edições especiais' do popular jogo de economia surgiram mesmo em finais do Segundo Milénio, tendo chegado a adornar as prateleiras dos quartos de muitas crianças dos anos 90.


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A versão 'noventista' do tradicional jogo, que se veria ampliada, ainda nessa mesma década, com a primeira série de edições especiais.


Embora nem de longe tão especializadas quanto as actuais (que parecem desdobrar-se num número praticamente infindável de séries e filmes, muitos deles explicitamente dirigidos a um público adulto) as primeiras edições especiais do Monopólio não deixavam, ainda assim, de abranger uma quantidade considerável de temáticas de interesse para o público-alvo, até então restrito à versão clássica e básica disponibilizada desde há várias décadas pela inevitável Majora. O simples facto de apresentarem uma variante declaradamente distinta do produto-base tornava estes jogos uma adição não só válida como activamente desejada às listas de Natal de muitos jovens portugueses - a par de lançamentos semelhantes da série Trivial Pursuit, que também aqui terão o seu momento – tornando-os dignos de algumas linhas neste nosso 'blog' dedicado a recordar alguns dos produtos mais icónicos de finais do século XX.

Sunday, 19 November 2023

Domingos Divertidos: Os 'Kits' Educativos dos Anos 90

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Apesar de a aprendizagem ser algo a que a maioria das crianças é aversa, qualquer educador sabe que, se a mesma for apresentada de modo leve e lúdico, há grandes probabilidades de ser bem aceite. Nos anos 90, uma série de fabricantes de produtos dirigidos ao mercado infanto-juvenil chegaram, eles próprios, a essa conclusão, e o resultado foi uma série de 'kits' lúdico-didácticos de alta qualidade, e que cativaram sem qualquer problema o sector da demografia-alvo com maior inclinação para 'aprender a brincar'.


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Exemplo moderno de um dos 'kits' em causa


Englobando uma vasta gama de áreas e campos, desde o fabrico de barras de sabão artesanais à geologia, paleontologia (com réplicas em miniatura de fósseis verdadeiros) ou astronomia (com uma versão mais avançada e cientificamente correcta dos populares 'projectores de estrelas' que pululam em lojas de electrónica baratas, dos chineses ou dos 'trezentos'), estes 'kits' propunham mais do que apenas um arremedo das profissões e especialidades que procuravam simular, adoptando uma abordagem verdadeiramente didáctica. A caixa de paleontologia, por exemplo, permitia à criança mais do que apenas 'brincar aos exploradores', fornecendo-lhe réplicas dos verdadeiros instrumentos dos paleontólogos, e instruções sobre como os usar; de igual modo, o 'kit' de sabão permitia fazer barras perfeitamente utilizáveis, e o de geologia incluía amostras sedimentais das várias pedras sobre as quais se focava. Esta fidelidade aos conceitos e conhecimentos científicos apenas ajudava a dar ainda mais apelo a estas caixas, tornando-as praticamente irresistíveis para qualquer jovem com interesse activo no assunto ou área que abordavam.


Ao contrário do que sucede com muitos dos outros produtos apresetados nestas páginas, estes 'kits' encontram-se, ainda, em fabrico, ainda que em moldes ligeiramente diferentes dos de então; no entanto, ao contrário do que sucedia em finais do século passado, tudo aquilo que propõem, permitem ou oferecem (com a óbvia excepção da componente física e táctil) encontra-se hoje disponível com apenas um par de cliques numa qualquer 'app' para telemóvel, tornando estas caixas algo obsoletas, e de pouco interesse para a Geração Z; para os seus antecessores, no entanto, dificilmente terá havido melhor maneira de aprender sobre estrelas, dinossauros, rochas, ou qualquer outro dos muitos campos sobre os quais estes mais do que valorosos produtos versavam.

Sunday, 5 November 2023

Domingos Divertidos: Pictionary Junior (1991) - Uma 'Segunda Linha' Bem Divertida

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Quando se fala em jogos de tabuleiro ou sociedade do 'período áureo' dos anos 80 e 90, vários nomes vêm à memória, dos clássicos Monopólio e Trivial Pursuit ao Quem É Quem e Operação, passando pelos mais 'elaborados', como o Mauzão, Crocodilo no Dentista ou Tragabolas. Já o Pictionary, um jogo cujo conceito gira em torno do desenho, surge um pouco mais atrás, sendo, curiosamente, mais conhecido em Portugal pela versão Júnior, lançada pela MB em 1991.


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Em tudo semelhante ao jogo 'para adultos', embora com tópicos mais interessantes para a demografia-alvo, o Pictionary Junior propunha uma única alteração ao modelo de jogo, a saber, a introdução de um membro fixo de cada equipa como desenhista, por oposição à rotação do jogo para os mais 'graúdos'; de resto, o objectivo continuava a passar por adivinhar a palavra ou conceito que esse mesmo desenhista tentava retratar antes que o tempo da ampulheta se esgotasse, de modo a poder avançar no tabuleiro de jogo e completar a 'volta' necessária para ganhar. Escusado será dizer que esta fórmula dava azo a muitos momentos de 'nervosismo divertido', com os desenhistas a darem largas a todos os seus dotes enquanto os colegas de equipa tentam freneticamente adivinhar o que os seus rabiscos representam.


Apesar de mais conhecido (pelo menos no nosso País) do que a versão 'graúda', no entanto, o Pictionary não estava entre os jogos mais populares ou frequentes no quarto do jovem português médio da época; quem o tinha, no entanto, sabe o potencial que o jogo tinha para proporcionar uma tarde bem passada em 'jogatanas' com a família ou amigos, acabando por conquistar o direito a figurar nestas páginas ao lado dos seus contemporâneos mais 'famosos'.

Sunday, 29 October 2023

Domingos Divertidos: O Jogo da Eurodisney (1992)

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Já aqui por várias vezes abordámos os jogos de tabuleiro, uma das melhores maneiras de passar uma tarde de fim-de-semana em família, ou com amigos; e embora a grande maioria dos mesmos apresentasse parâmetros e mecânicas muito semelhantes, um grupo mais restrito tentava inovar, e ampliar o seu conceito para lá dos habituais dados, peças multi-coloridas e 'casas' para atravessar até ao objectivo final. Estes esforços de diferenciação assumiam várias formas, desde obstáculos mecanizados até alterações no próprio formato do tabuleiro de jogo ou nas mecânicas subjacentes à vitória, passando por uma abordagem híbrida, que juntava à premissa básica das casas, dados e peças elementos complementares, que ajudavam a diversificar a experiência de jogo. Destes, talvez os mais famosos tenham sido o Pictionary, Monopólio e Trivial Pursuit, mas, em 1992, a MB apresentava um forte (e, à época, mais do que relevante) candidato à inclusão nesta lista.


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Falamos do jogo de tabuleiro da Euro Disneyland (não confundir com 'Disneylândia', a imitação de Monopólio com personagens Disney lançado na década anterior), uma preciosidade hoje surpreendentemente esquecida, especialmente dada a sua proposta absolutamente irrecusável para qualquer criança da época: atravessar a hoje chamada Disneyland Paris, recolhendo lembranças (que 'serviam' às peças de jogo, cada uma das quais representava uma família de visita ao parque) e competindo numa série de provas de habilidade baseadas nas suas principais atracções.


Para este fim, o jogo inclui, além do tabuleiro e peças, uma série de estruturas representativas de cada uma das áreas do parque, do inevitável castelo encantado ao foguetão da área espacial, a mina de Big Thunder Mountain ou o labirinto do País das Maravilhas – aqui com três Alices, de diferentes tamanhos. Era, até, possível fazer o percurso de comboio, havendo mesmo um 'trilho' especial no tabuleiro para esse efeito, percorrido por um modelo à escala da verdadeira locomotiva, e que permitia dar a 'volta' ao tabuleiro em metade do tempo, dado cada 'passo' do comboio equivaler a dois das famílias a pé! Um nível de detalhe verdadeiramente alucinante, e capaz de deixar qualquer jovem da época 'de olhos em bico', e com vontade de juntar o jogo em causa ao seu lote de 'tesouros' – até porque, mesmo quando não estava a ser utilizado, o tabuleiro 'fazia um vistão' simplesmente montado numa qualquer mesa, cómoda ou outra superfície.


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O tabuleiro montado, em toda a sua glória.


Como é evidente, um produto deste tipo está altamente dependente do factor temporal, tornando-se algo menos atractivo e cobiçado depois de o interesse no evento ou local que representa começar a esmorecer; no caso do jogo da Eurodisney, no entanto, o conceito era suficientemente cuidado e variado para oferecer razões para tirar a caixa da prateleira muito depois de passada a 'excitação' inicial sobre o novo parque. De facto, mesmo nos dias de hoje (mais de três décadas após o seu lançamento) o produto em causa continua a ser suficientemente chamativo para juntar em volta da mesa quem o jogou em criança e quem tem agora essa mesma idade, e quer perceber a razão para a abertura de um parque em França ter causado uma 'vaga' de entusiasmo um pouco por toda a Europa – bastando, para tal, pousar os olhos sobre o tabuleiro desta relíquia injustamente Esquecida Pela Net.

Monday, 14 August 2023

Domingos Divertidos: 'Piloto Piruetas' - Mais Brinquedo do Que Jogo

NOTA: Este post é respeitante a Domingo, 13 de Agosto de 2023.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Embora o campo da tecnologia seja, normalmente, aquele de que mais se fala no que toca a evolução e inovação em finais do século XX, este está longe de ser o único exemplo do fenómeno. Na realidade, a referida evolução foi transversal, tendo-se verificado mudanças mais ou menos declaradas até mesmo em campos tão pouco óbvios como o dos jogos de tabuleiro e de mesa. Edições passadas desta rubrica versaram já sobre jogos como Mauzão, Crocodilo no Dentista e Zé Estica-o-Braço, que representaram uma mudança de 'estilo' no tocante a jogos deste tipo; esta semana, chega a altura de falar de mais um exemplo desta tendência, que procurava combinar o novo paradigma com alguns elementos dos jogos de tabuleiro mais clássicos e que fez, igualmente, algum sucesso entre as crianças e jovens da época.


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Lançado pela MB e distribuído pela inevitável Concentra, 'Piloto Piruetas' surgia nas prateleiras portuguesas há exactos trinta anos, para não mais as abandonar, sendo um daqueles jogos que se continuam a vender até aos dias de hoje; e, olhando para o produto em si, não é difícil de perceber porquê, já que o 'grosso' do brinquedo consiste de um mecanismo do qual pende o titular piloto, e mediante o qual é possível fazê-lo dar voltas tresloucadas que fazem jus ao seu nome. Na caixa vêem, também, cartas relativas às galinhas que o jogador deve 'proteger' do incauto piloto, mas não terá sido apenas lá em casa que a principal diversão consistia em fazer o personagem dar voltas infindas sobre o seu mecanismo, ignorando toda e qualquer vertente competitiva e até mesmo as supostas regras do jogo. Será, aliás, esse mesmo factor que terá permitido ao Piloto sobreviver durante um período substancialmente mais longo que o de alguns dos seus congéneres, já que até mesmo a 'geração iPad' dificilmente resiste a algo em que possa mexer com as mãos; e, nesse aspecto, Piloto Piruetas constitui um sucesso retumbante - mesmo que, como jogo, nem sempre seja tão eficaz...


 

Sunday, 30 July 2023

Domingos Divertidos: 'Zé Estica-o-Braço' - O 'Jogo Esquecido' dos Anos 90

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Enquanto segunda década verdadeiramente 'tecnológica' da História da civilização moderna, os anos 90 ocuparam um lugar privilegiado e irrepetível no que toca ao mercado infanto-juvenil, em que os jogos físicos ainda eram capazes de “lutar” com os electrónicos pela atenção do público-alvo – um paradigma que permitia às distribuidoras puxar pela criatividade para criar produtos verdadeiramente originais e apelativos, que extravasavam o habitual jogo de tabuleiro de 'dados e casas' e propunham conceitos algo mais elaborados. Assim, durante a referida década, os clássicos 'Monopólio', 'Scrabble', 'Quem É Quem' ou 'Sabichão' viram-se, de súbito, ladeados nas prateleiras de supermercados, hipermercados e lojas de brinquedos por jogos como 'Mauzão', 'Crocodilo no Dentista', 'Piloto Piruetas' ou o título de que falamos hoje, 'Zé Estica-o-Braço'.


Lançado pela MB algures na década em causa, 'Zé Estica-o-Braço' ficava a meio caminho entre um verdadeiro jogo e um simples brinquedo de habilidade, ao estilo do popular 'Jenga' ou do britânico 'Buckaroo!' Isto porque não havia dentro da caixa tabuleiro ou dados, apenas o titular boneco e uma série de discos em plástico com imagens de comida, que representavam os pratos que o empregado de mesa Zé tinha de balançar sem deixar cair. Um objectivo aparentemente simples...não fosse o caso de o mesmo ter um braço que – como o seu apelido indica – se esticava, qual pescoço de girafa, até a mão do boneco ficar vários centímetros acima da sua cabeça, na ponta de uma 'cobra' segmentada cor de carne. Escusado será dizer que esta nova situação afectava significativamente o equilíbrio e estabilidade do dito braço, fazendo com que o mesmo, inevitavelmente, se dobrasse, deixando cair todos os pratos. O objectivo do jogo era, portanto, ver quem conseguia dispôr na mão de Zé mais pratos, subindo progressivamente o braço, antes de os mesmos caírem.


E a verdade é que era essa a única constante do jogo; havia, claro, outras regras, mas – à semelhança de jogos como o 'Uno' – apenas a premissa central era observada, sendo mesmo difícil resistir à tentação de apenas 'dar à manivela' do braço do boneco, só para o ver subir, antes de o empurrar para baixo e reiniciar todo o processo. De facto, só isso já garantia largos minutos de diversão, sendo as regras em si apenas a 'cereja' no topo do 'bolo de diversão'.


Surpreendentemente, apesar de gozar de níveis consideráveis de publicidade, 'Zé Estica-o-Braço' insere-se, hoje, no campo dos produtos 'Esquecidos Pela Net', sendo praticamente impossível encontrar qualquer menção ou referência ao jogo nos 'todo-poderosos' Google e YouTube. Assim, os leitores deste blog terão, por esta vez, de se contentar com um 'post' sem imagens, e construído a partir das memórias nostálgicas de quem passou largos minutos da sua infância a fazer subir, de propósito, o braço de Zé, raramente se dando ao trabalho de jogar 'como deve ser'; e, apesar da falta de informações sobre este produto, é difícil não crer que tenha havido outros, por esse País fora, a fazer precisamente o mesmo...

Sunday, 2 July 2023

Domingos Divertidos: Stretch Armstrong

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Já aqui anteriormente falámos dos diversos tipos de bonecas e bonecos para todas as idades disponíveis em finais do século XX e que, além do próprio conceito de emularem uma figura (mais ou menos) humana, partilhavam ainda uma outra característica: o facto de serem frágeis, e poucas vezes resistirem ao manuseamento tipicamente 'bruto' a que eram sujeitos pelo seu público-alvo, a ponto de Barbies ou Action Man sem cabelo, braços ou pernas serem comuns o suficiente para se tornarem um estereótipo, presente inclusivamente em filmes como 'Toy Story'. Assim, não foi de estranhar que, durante a década de 70, uma companhia americana procurasse criar um boneco que evitasse esse tipo de problema – uma figura que acabaria por se chamar Stretch Armstrong e que, nas décadas seguintes, chegaria a todo o tipo de mercados ao redor do Mundo, entre eles Portugal, onde 'aterraria' precisamente nos anos 90.


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As duas versões do boneco, ambas comercializadas em Portugal nos anos 90, e a primeira relançada em 2016.


Distribuído em terras lusas pela Famosa – conhecida sobretudo como a companhia comercializadora dos Nenucos – Stretch Armstrong trazia como principal atractivo o facto de poder ser puxado, esticado e 'maltratado' das mais diversas formas sem se partir nem danificar. Isto porque o corpo do boneco, à excepção da cabeça, era feito de borracha e recheado com um gel especial, que permitia que a figura se mantivesse 'esticada' durante alguns momentos antes de, quase como por magia, regressar à sua forma original – uma proposta irresistível para a grande maioria das crianças daquele fim de século, que podiam, assim, 'abusar' do boneco sem sofrer as normalmente inevitáveis consequências.


De referir que a versão mais conhecida em Portugal do boneco é a segunda, de feições exageradas e roupa de ginásio preta, originalmente lançada nos EUA entre 1993 e 1994 juntamente com uma série de outras figuras, como o cão Fetch Armstrong e o irmão malvado de Stretch, Wretch Armstrong, todos capazes de 'esticar' quase até ao infinito; já a versão original não tinha família nem mascote, e apresentava a aparência típica de um lutador de luta-livre dos anos 70 e 80, com cabelo loiro, tronco nu e uma 'tanga' azul. Ambos estiveram disponíveis no nosso País à época, tendo o segundo sido mesmo relançado já nos anos 2010, podendo ainda ser adquirido.


No fundo, apesar de não ser dos brinquedos mais conhecidos ou falados daquele final de século XX, Stretch Armstrong veio colmatar uma das principais lacunas das bonecas e figuras de acção, e dar às crianças da época algo que elas activamente procuravam num brinquedo desse tipo, merecendo por isso esta pequena homenagem nas páginas deste nosso blog.

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...