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Saturday, 18 July 2026

Sextas Com Style/Sábados aos Saltos/Domingos Divertidos: Os Últimos Anos dos Bibes e Batas

NOTA: Por razões de relevância temporal, esta Sexta será com Style, e a Sessão será na próxima.

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sexta-feira, 17 de Julho e Domingo, 19 de Julho de 2026.

Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de, hoje em dia, o seu uso se encontrar reduzido aos infantários e jardins de infância, durante as últimas décadas do século XX, era ainda relativamente comum ver crianças pequenas – em Portugal e não só – vestidas com uma bata ou bibe por cima da roupa enquanto brincavam em casa, ou até mesmo na rua. O que tão-pouco era de estranhar, já que a geração 'millennial' foi a última a passar mais tempo fora do que dentro de portas, e as referidas vestes protectoras permitiam 'localizar' quaisquer manchas, sujidades ou até mesmo rasgões adquiridos no decurso de um Sábado aos Saltos ou de um Domingo Divertido; tintas, terra, relva, líquidos, comida...tudo ficava à superfície do bibe ou da bata, permitindo salvaguardar e poupar as roupas que se encontravam por baixo, ou até mesmo dispensá-las, já que a maioria das batas e bibes disponíveis eram compridos o suficiente para taparem a criança quase por completo. Não era, pois, surpreendente que os pais de crianças ainda demasiado novas para 'refilarem' ou se importarem com o que vestiam fizessem amplo uso deste tipo de roupa protectora.

Conforme mencionámos acima, no entanto, os bibes e batas caíram em desuso no contexto da utilização 'privada', talvez por evocarem épocas e eras menos saudosas da História recente de Portugal; no entanto, quem tenha filhos num jardim de infância ou jardim-escola certamente ainda os vestirá diariamente, pela manhã, com aquela que se tornou a 'farda' oficial de muitos destes tipos de estabelecimento, pelas exactas razões acima elencadas; e, enquanto o faz, talvez se lembre de quando, com a mesma idade, corria pela vida com um deles vestido...

Sunday, 5 July 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: As Bolas de Equilíbrio - A Definição de Uma Diversão Saudável

 NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 04 de Julho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já é tema recorrente nas páginas deste 'blog' que não eram necessários conceitos 'mirabolantes' para entreter a juventude dos anos 80, 90 e 2000 – pelo contrário, uma boa ideia, por mais simples que fosse, podia perfeitamente dar azo a uma 'febre', como provaram, por exemplo, a Ondamania ou os Matutazos. O produto que abordamos este fim-de-semana pode, igualmente, ser adicionado a essa lista, já que fez as delícias de muitos jovens da época com o seu misto de simplicidade e desafio. Falamos da bola de equilibrismo, conceito adoptado (e adaptado) das aulas de ginástica e aeróbica tão populares à época, e que tanto podia ser integrada num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido. 

O conceito era simplicíssimo – uma bola de borracha mole com um aro duro a toda a volta, semelhante a um disco, criando uma espécie de 'planeta Saturno' em borracha multi-colorida. O desafio consistia em conseguir ficar de pé sobre a dita o máximo de tempo possível, uma tarefa que não era tão simples quanto parecia, e que tinha o 'bónus' adicional de fortalecer o equilíbrio, a destreza, e os próprios músculos das pernas, trazendo assim benefícios 'escondidos' no contexto de uma brincadeira 'da moda'. Era, no entanto, o aspecto competitivo – de tentar melhorar o próprio tempo ou competir com os amigos da rua ou colegas de escola – que fazia das bolas de equilíbrio um dos sucessos mais 'insuspeitos' de uma época em que a juventude ainda preferia a actividade física e brincadeiras conjuntas ao apelo digital.

É, no entanto, precisamente essa mudança de paradigma que torna improvável um regresso destas bolas enquanto brinquedo 'viral' junto da juventude, seja portuguesa ou de outras partes do Mundo; as mesmas servem assim, portanto, não só como recordação nostálgica de um tempo passado mas também como mais um dos muitos diferenciadores entre as gerações 'X' e 'Millennial' e as suas congéneres mais novas, para as quais um brinquedo deste tipo talvez apenas fosse aceite se acompanhado de uma 'app'...

Monday, 29 June 2026

Sábados Aos Saltos/Domingo Divertido: As Origens de Um Produto Intemporal

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 27 e Domingo, 28 de Junho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de, tradicionalmente, as bolas serem o epítoma do brinquedo para usar fora de portas (dados os consideráveis estragos que podem fazer à vulgar habitação moderna), os anos 80 e 90 viram surgir uma alternativa relativamente viável, que permitia aos fãs de brincadeiras com bola desfrutarem das mesmas tanto durante um Sábado aos Saltos como no decurso de um Domingo Divertido – e com o bónus acrescido de poderem, literalmente, 'jogar' com os seus personagens de ficção favoritos.~

Falamos, claro, das bolasde borracha com 'bonecos' alusivos aos mais populares desenhos animados e bandas desenhadas da época em que são fabricadas – um tipo de produto perene e que, sem surpresa, se mantém popular até aos dias de hoje, não tendo perdido qualquer tipo de relevância entre as gerações 'Z' e 'Alfa', e tendo a única mudança entre ambas sido ao nível dos desenhos e personagens. De resto, estas bolas continuam como sempre foram – coloridas, de superfície totalmente lisa (mais semelhante a um balão do que a uma bola defutebol) e disponíveis em dois tamanhos, um maior (para as brincadeiras de rua) e outro mais pequeno, capaz de caber na palma da mão, sendo este o mais indicado para jogos dentro de portas durante um Domingo de chuva (tendo, claro, cuidado para não as lançar com muita força...)

Quem hoje em dia se diverte com estas bolas pode, pois, agradecer aos fabricantes de bolas da época dos seus pais, tendo estes sido os primeiros a desfrutar deste tipo específico de bola de borracha, que se viria a tornar um marco incontornável da experiência de ser criança durante os quarenta anos seguintes e que, como tal, e mesmo não sendo um produto especificamente 'de época', merece estas breves linhas de homenagem.

Sunday, 21 June 2026

Saídas de Sábado/Domingo Desportivo: A 'Resposta' Nortenha Ao Estoril Open

NOTA: Por motivos de relevância temporal, trocaremos ambas as categorias deste fim de semana com as do próximo.

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 20 de Junho de 2026.

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.

Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.

No último post duplo de fim-de-semana, celebrámos os trinta e cinco anos do Campeonato Mundial de Esperanças de 1991, de que Portugal foi anfitrião, e que celebrava o seu aniversário no próprio dia da publicação. Para darmos atenção e ênfase a essa competição, no entanto, fomos forçados a pôr de parte uma outra, realizada no mesmo período alguns anos mais tarde, e que celebra igualmente um aniversário marcante neste ano de 2026; chega, pois, agora a hora de corrigirmos essa situação e falarmos das duas únicas edições do torneio de ténis conhecido como Porto Open ou Maia Open.


O Complexo Desportivo da Maia, onde o torneio se desenrolou.

'Resposta' nortenha ao Estoril Open, o Porto Open realizou-se em meados do mês de Junho dos anos de 1995 e 1996, tendo tido lugar, respectivamente, entre os dias 12 e 18 e entre os dias 10 e 16. Jogado, como o seu congénere sulista, em 'courts' exteriores com piso de terra batida (no caso, os do Complexo de Ténis da Maia) o torneio em causa dava aos fãs de ténis do Norte do País a ocasião de efectuarem uma Saída de Sábado para ver de perto alguns dos seus ídolos, bem como outros tenistas de um pouco por todo o Mundo. E se a edição de 1995 via os participantes espanhóis efectuar uma 'razia', disputando os títulos individual e de pares entre si e não dando hipótese a qualquer outra nação, o segundo e último (sobre o qual se acabam de completar trinta anos) foi bastante mais equilibrado neste aspecto, com tenistas argentinos e australianos nas duas finais, e uma dupla portuguesa (Emanuel Couto e Bernardo Mota) como campeã da sua categoria, naquele que era o primeiro título da carreira de ambos os tenistas.

Infelizmente, não existem na Internet actual informações sobre o porquê de este torneio ter sido retirado do 'tour' ATP após apenas dois anos, pelo que apenas podemos especular quanto ao seu precoce desaparecimento; pelo menos durante aqueles dois anos em meados da década de 90, no entanto, os entusiastas de ténis portugueses tiveram, não apenas uma, mas duas oportunidades de ver ao vivo o seu desporto favorito, e alguns dos seus melhores executantes.

Monday, 25 May 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: Cinco Brinquedos 'Hibridos'

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 23 e Domingo, 24 de Maio de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de muitos dos brinquedos e brincadeiras dos anos 90 (e ainda de hoje em dia) se dividirem de forma relativamente explicita entre interior e exterior, existem ainda assim vários exemplos de produtos 'híbridos', alguns dos quais já abordados nesta(s) rubrica(s). Abaixo ficam cinco dos melhores exemplos desta categoria de produto.

  1. Carros Telecomandados

Serão, talvez, o primeiro exemplo a vir à mente ao falar em produtos que podiam ser utilizados tanto na rua como em casa, tendo divertido milhões de crianças ao redor do Mundo (Portugal incluído) em ambos os contextos. E se por acaso fossem todo-o-terreno ou especialmente desenhados para uso em piso acidentado, tanto melhor...

  1. Conjuntos de Desporto de Brincar

Fossem de petanca, golfe, bólingue, ténis ou basquetebol os conjuntos em plástico a emular um qualquer desporto (ou, no caso da petanca, apenas compostos por bolas algo mais leves que o habitual) podiam proporcionar momentos de enorme diversão quer no quintal ou pátio, quer dentro de casa, onde a leveza dos elementos (com excepção, claro está, da petanca) garantiam poucos ou nenhuns danos mesmo jogando com 'força'...

  1. Aviões e Barcos

Fossem com fio, telecomandados ou de 'propulsão' manual, os aviões e barcos à escala eram daqueles brinquedos que, por mais simples que fossem, nunca deixavam de divertir – e que tinham a vantagem de também poderem ser utilizados na banheira ou 'atirados' na sala sem risco de danificar nada – embora, claro, fosse preciso ter algum cuidado...

  1. Robôs e Carros Electrónicos

Na mesma categoria dos carros telecomandados surgem os robôs e carros a pilhas, irresistíveis de ligar quer no chão do quarto, quer no quintal, onde tinham ainda mais espaço para andar e demonstrar os seus efeitos LED e sons pré-programados, capazes de entusiasmar qualquer criança daquele período embrionário da 'era digital'.

  1. Bolas de Sabão

A simplicidade feita brincadeira. Um tubo, uma varinha e q.b. de solução líquida eram suficientes para fazer as delícias de qualquer criança, e quem se visse com uma 'garrafinha' de bolas de sabão na mão imediatamente se dirigiria à varanda ou ao quintal para soprar algumas – isto, claro, se não tivesse a felicidade de as receber no decurso de um passeio, contexto em que pouco duravam, tal era o entusiasmo em as ver voar...

Existem, claro, outros exemplos de produtos híbridos capazes de deliciar as crianças noventistas quer durante um Sábado aos Saltos, quer no decurso de um Domingo Divertido; no entanto, cremos serem estes cinco os mais emblemáticos, e mais rapidamente recordados por quem tenha sido jovem durante aquela época única de finais do século XX e inícios do seguinte.



Monday, 11 May 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: A Divertida Simplicidade de Um Jogo Milenar.

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 09 e Domingo, 10 de Maio de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já aqui por diversas vezes falámos de jogos tradicionais que, apesar de simples, eram capazes de distrair quer uma criança solitária durante um Domingo Divertido, quer um grupo no decurso de um Sábado aos Saltos; neste 'post', abordaremos ainda outro excelente exemplo dessa tendência, talvez não tão difundido em Portugal como outros de que já tratámos nestas páginas, mas ainda assim responsável por muitos momentos de diversão entre as crianças nacionais da última geração 'analógica'.


Com origens na Grécia Antiga e difundido um pouco por todo o Mundo, o 'jogo das pedrinhas' (ou 'cinco-marias', como também é conhecido) é, como a maioria destes jogos, relativamente simples de assimilar; após espalhar as pedrinhas ou contas pelo chão, cada jogador deve atirar uma ao ar e apanhar o máximo número possível de outras nos breves momentos que a mesma leva a voltar a cair. A princípio, o objectivo é tirar apenas uma, mas cada nova 'ronda' vai aumentando o número; ganha, claro, quem conseguir chegar à 'meta' final de tirar quatro ou cinco pedras de uma só assentada, atingindo assim o patamar máximo e fazendo com que o jogo recomece.

Um daqueles jogos, portanto, a que os jovens das gerações pós-digitais talvez torcessem o nariz como sendo algo demasiado básico e simples – pelo menos até aparecer em formato de 'app' e se tornar 'febre de recreio' – mas de que os seus pais e avós desfrutaram durante muitas tardes de fim-de-semana, quer na rua com os amigos, quer em casa a praticar sozinhos ou a jogar com familiares, e que apenas beneficia com a transmissão directa às crianças de hoje em dia por parte de quem o jogou, permitindo assim que este jogo milenar não seja totalmente esquecido por quem vive mais de metade da sua vida dentro de ecrãs...

Saturday, 7 March 2026

Sábados Aos Saltos: 'Andar À Porrada', Um Ritual (Felizmente) Em Extinção

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.


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Era quase um ritual de passagem para jovens do sexo masculino: 'fazer peito', trocar 'galhardetes' e, se necessário, partir mesmo para a 'porrada', normalmente por via de murros, pontapés ou luta corpo-a-corpo no chão, sempre rodeado de uma 'claque' de colegas a 'gozar o prato'. E, apesar de este tipo de reacção ser normalmente mais associada aos rapazes, o elemento feminino tão-pouco ficava imune, sendo comum ver duas raparigas engalfinhadas numa luta de estaladas e puxões de cabelo, ou até, no caso das famosas 'maria-rapaz', em despique com um colega masculino, que se via, assim, obrigado a defender a sua honra – afinal, havia poucas coisas tão embaraçosas para um rapaz da época como perder uma luta com uma rapariga...


Sim, a 'porrada' (mais ou menos sincera, sendo muitas provocações mais 'fogo de vista' do que outra coisa qualquer) era parte integrante da vida quotidiana da geração 'millennial', como já o havia sido das anteriores; e, embora não fosse o melhor meio de passar um Sábado aos Saltos (a menos, claro, que os despiques fossem amigáveis e pré-combinados) terá, ainda assim, ajudado a resolver muitas disputas entre amigos e inimigos, e servido para solidificar o estatuto de muitos rapazes e raparigas no seio do seu grupo social – embora, invariavelmente, resultasse também em castigos para quem era apanhado...


Infelizmente (ou talvez felizmente) esse é um paradigma que parece mesmo ter-se alterado com a transição da geração 'millennial' para a Z. Numa era em que a violência é desencorajada, a segurança nas escolas e clubes de actividades muito mais apertada, e os conflitos resolvidos com palavras e na presença de um adulto, é pouco provável que a 'porrada', enquanto rito social, continue a ser prevalente por muito mais tempo. Ainda assim, é difícil acreditar que não continue a haver jovens que, à revelia e longe dos olhares dos adultos, ainda se dediquem a umas boas sessões de 'porrada' 'à moda antiga', numa espécie de 'Fight Club' juvenil; afinal, há aspectos inerentes à natureza humana que nenhuma convenção social pode mudar, e a necessidade de os elementos masculinos se afirmarem junto dos seus pares é certamente uma delas...

Saturday, 17 January 2026

Saídas ao Sábado: Os 'Antecessores' e 'Vítimas' da IKEA

As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Hoje em dia, a compra de mobiliário e acessórios para casa em Portugal é praticamente sinónima com duas grandes superfícies multinacionais – a IKEA e a Leroy Merlin. Antes da entrada de qualquer destas companhias em Portugal, no entanto, existiam já diversas opções de cunho cem por cento nacional, algumas das coisas existentes (e resistentes) até aos dias de hoje, e outras – infelizmente – 'abafadas' pelo domínio dos dois 'gigantes' internacionais, ou de outro modo extintas 'antes de tempo'.


Deste último grupo, destaca-se o Kit-Market, outrora uma loja de referência no tocante à aquisição de móveis, mas que, nos anos da viragem do Milénio, perdera já muita da influência e renome que tivera na década anterior, muito por culpa das outras companhias de que falaremos neste artigo. Ainda assim, durante a última década e meia do século XX, a cadeia fundada em 1985 e sedeada no Centro Comercial das Olaias, em Lisboa, conseguiu ainda encontrar o seu público, não só devido à proposta à época inovadora (tendo basicamente sido o antecessor nacional da IKEA, oferecendo mobiliário desmontável que cabia ao cliente construir), como também pelo 'design' jovem e arrojado das peças (algumas com alusões a elementos como fechos 'éclair') e ainda à diversidade de produtos vendidos, que se estendiam a acessórios de moda, de entre os quais se destacavam as pulseiras pretas, muito do agrado do emergente público gótico nacional.



Apesar do sucesso, no entanto, o Kit-Market tomou, nos primeiros anos do século XXI, a decisão consciente de não travar uma luta desigual com a IKEA, encerrando funções voluntariamente e passando a sua base de clientes para a loja-mãe, a Dimensão (hoje DimensãoNova). E o facto é que aqueles anos da viragem do Milénio representaram mesmo o auge da companhia, que diversificava a sua oferta, sagrava contractos com 'designers' internacionais, e expandia o alcance da sua marca com numerosas filiais em regime de 'franchise' – isto além, claro, de oferecer móveis que aliavam a qualidade e o 'design' a preços competitivos e apelativos, permitindo à Dimensão tornar-se um dos dois grandes nomes do comércio de mobiliário em Portugal.



O outro, claro, era a Moviflor, conhecida pelo seu maior foco na publicidade (com alguns anúncios ainda hoje icónicos, um dos quais com a participação de Herman José, no papel do seu clássico personagem 'Estebes') e que, em todos os restantes aspectos, competia com a Dimensão, ainda que a sua oferta se focasse um pouco menos no 'design' do que o da concorrente, oferecendo peças mais simples e neutras e um modelo comercial mais centrada na revenda do que no fabrico próprio que caracterizava a Dimensão. Ainda assim (ou talvez como consequência disso) a companhia conseguiu lutar 'taco a taco' com a rival até 2014, ano em que – tal como o Kit-Market anteriormente – acabaria por encerrar face à concorrência da IKEA, com a agravante de, ao contrário da subsidiária da Moviflor, ter tentado fazer frente ao gigante sueco, naquela que foi uma luta previsivelmente desigual mas que ainda durou mais de uma década.


É, pois, fácil ver como a chegada da multinacional em causa ao nosso País veio causar um rombo no mercado do mobiliário, obrigando as principais empresas nacionais a encerrar actividades (como o Kit-Market ou a Moviflor) ou a mudar o seu foco (como foi o caso da Dimensão e também da pioneira e hoje septuagenária Altamira). Quem viveu os últimos anos do século XX e inícios do seguinte, no entanto, terá certamente memória de visitar estes espaços com os pais, em busca de móveis para a sala ou quartos, e de ver os seus anúncios na televisão, no intervalo dos seus programas favoritos, tornando-os assim parte integrante da memória nostálgica da geração 'millennial' nacional, e merecedores de espaço neste nosso 'blog' nostálgico.

Sunday, 1 June 2025

Saídas de Sábado / Sábados aos Saltos / Domingos Divertidos: O Dia da Criança nos Anos 90 - Possibilidades (Quase) Infinitas

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 31 de Maio e Domingo, 1 de Junho de 2025.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


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Muitos programas infantis assinalavam a data com emissões especiais


O dia 1 de Junho assinala, desde a década de 60, o Dia Mundial da Criança, e, como tal, não é de admirar que, a cada ano, se organizem um pouco por todo o Mundo uma série de eventos, actividades e festividades para assinalar essa data. O Portugal dos anos 90 não era, de todo, excepção a esta regra, podendo as crianças lusitanas de finais do século XX desfrutar de uma série de eventos alusivos à data, fossem mais localizados e 'de bairro' ou de âmbito mais global, abrangendo toda uma localidade ou até região.


Para além destas possibilidades de Saídas de Sábado que permitiam passar, simultaneamente, um Sábado aos Saltos e um Domingo Divertido, também os programas televisivos dirigidos à demografia mais jovem assinalavam a data, fosse apenas através de menções no decurso de um episódio 'normal', ou mediante uma emissão especial (mais longa ou até num dia em que normalmente não passava o programa) especificamente dedicada a este fim. É, pois, fácil de perceber que, apesar de viverem numa época mais simples e de menores recursos, as crianças dos anos 90 em nada ficavam a perder face às suas congéneres actuais no que ao dia 1 de Junho dizia respeito. A elas, e aos potenciais filhos que possam, entretanto, já ter, resta-nos desejar o resto de um excelente Dia Mundial das Crianças.


 

Sunday, 6 April 2025

Saídas ao Sábado/Sábados Aos Saltos: A 'Febre' da Aeróbica

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 5 de Abril de 2025.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


De entre as muitas novas preocupações sociais a surgir durante as duas últimas décadas do século XX, a da vida saudável e perda de peso fica apenas atrás da ecologia como uma das mais relevantes no Mundo ocidental. Apesar de não ser nada de novo, estando presente na referida sociedade desde pelo menos há meio século a esse ponto, a preocupação com estar em forma, desenvolver músculos ou partes do físico, ou ainda perder peso ganhou novos contornos durante os anos 80 e 90, tendo simultaneamente ganho uma representação 'visível' e tangível, com o aparecimento dos ginásios e a difusão em massa de disciplinas como a aeróbica.


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De facto, foi precisamente nesses últimos anos do Segundo Milénio que se deu a génese do movimento pró-exercício físico que hoje permeia as vidas da quase totalidade dos cidadãos ocidentais. E se, ao contrário do que ocorre actualmente, os ginásios estavam, sobretudo, reservados aos culturistas e praticantes de desportos de combate, as 'donas de casa', profissionais de colarinho branco e outros sectores menos activos da sociedade encontraram na prática da referida actividade a sua forma de garantir a manutenção da tão importante 'linha'. Como consequência, verificou-se durante o período em causa um enorme aumento do número de aulas de aeróbica e 'step' oferecidos pelos supracitados ginásios, além do aparecimento de cassettes VHS que permitiam realizar o equivalente a uma sessão no conforto do lar.


Por sua vez, esta junção de factores resultou, inevitavelmente, na difusão da aeróbica a outros sectores da sociedade, não tardando a disciplina em causa a permear, por exemplo, o currículo das aulas de Educação Física do ensino preparatório e secundário, onde veio a encontrar toda uma nova demografia-alvo de jovens prontas (e, por vezes, também prontos) a emular os exercícios que viam as mães fazer no clube local ou em frente à televisão – ainda que, muitas vezes, num mero arremedo, mais próximo de uma brincadeira de faz-de-conta durante um Sábado aos Saltos do que de qualquer tipo de exercício sério. Ainda assim, esta actividade não deixava de constituir uma maneira de as crianças e jovens se manterem activos, ainda que talvez não a mais acertada ou apropriada para a faixa etária em causa.


Como todas as 'manias' e 'febres' da sociedade ocidental, no entanto, também a aeróbica acabou por ser alvo de mutação, ainda que sem nunca ter desaparecido completamente.; em vez disso, a modalidade dividiu-se em diversas disciplinas, as quais ainda hoje podem ser vistas no horário ou lista de aulas do ginásio mais próximo. Quem viveu a 'febre' original da aeróbica, no entanto, certamente reconhecerá nestas divisões apenas o espírito da rotina de exercícios que pôs milhões de mulheres (e também muitos homens) num estúdio de musculação ou em frente à televisão, em 'leggings' e perneiras, a agitar freneticamente os braços durante meia hora de cada vez...

Sunday, 9 March 2025

Sábados aos Saltos/Domingos Divertidos: As Tendas Para Crianças - O Refúgio Perfeito Para 'Brincar Aos Campistas'

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 8 de Março de 2025.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.


Recriar as actividades quotidianas dos adultos sempre esteve entre as formas favoritas de as crianças brincarem ao 'faz-de-conta', pelo que não surpreende que, ao longo dos anos e décadas, tenham surgido versões 'infantilizadas' dos mais diversos acessórios da vida quotidiana. Um dos muitos produtos deste tipo surgido nas duas últimas décadas do século XX foram as tendas para crianças, as quais, embora não exactamente apropriadas para um verdadeiro fim-de-semana de campismo, se afiguravam perfeitas tanto para um Sábado aos Saltos, a recriar no quintal a referida experiência, como para um Domingo Divertido, com uma pilha de livros aos quadradinhos e o fecho de correr fechado.


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Exemplo moderno do produto em causa.


Disponíveis, até aos dias de hoje, tanto em versões mais realistas como em outras que apelam mais à fantasia – com motivos de carros de bombeiros ou castelos de princesas – ou ainda na vertente típica dos filmes de índios e 'cowboys', estas tendas eram do tamanho certo para montar tanto no exterior como no chão do quarto (para quem não tinha quintal) e, quando não serviam de cenário a brincadeiras de campismo, formavam o 'abrigo' perfeito para relaxar e imaginar estar 'no seu próprio Mundo', pelo que não é de admirar que se tenham tornado (e mantido) populares entre a demografia à qual eram dirigidas.


Tal como muitos outros produtos de que aqui vimos falando, as tendas de brincar continuam disponíveis até aos dias de hoje; no entanto, por comparação à maioria dessas outras 'relíquias' nostálgicas, as mesmas gozam de muito maior popularidade, sendo fáceis de adquirir tanto em lojas físicas de algum renome como nos habituais retalhistas 'online', e permitindo às novas gerações desfrutar de, pelo menos, uma experiência intemporal e semelhante às vividas pelos seus progenitores quando tinham a mesma idade...

Saturday, 16 November 2024

Sábados aos Saltos: As Colheitas e Vindimas - Obrigações Que Criavam Experiências

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


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Os meses finais de cada ano ficam, no Portugal rural, marcados por duas tradições anuais, ambas com vasta e reconhecida História, e ambas ligadas à colheita e tratamento de frutos: por um lado, as vindimas, e, por outro, a apanha da castanha. E se, hoje em dia, ambas as actividades recorrem a uma forte componente mecânica, há trinta anos, as duas envolviam ainda uma parcela muito mais significativa de trabalho manual, para a qual os membros mais jovens de cada família produtora não deixavam de contribuir. Não é, pois, de surpreender que grande parte dos 'millennials' portugueses nascidos ou criados fora dos ambientes citadinos retenham memórias nostálgicas ligadas a estes dois rituais anuais, e ao papel que eles próprios desempenhavam nas mesmas.


Fosse apenas a apanhar, fosse a pôr as mãos (e pés) 'na massa' ao ajudar a pisar as uvas, eram muitas as formas como os jovens agricultores de finais do século XX podiam contribuir para o processo de recolher e preparar uvas, castanhas ou mesmo outros frutos de época, prestando assim auxílio aos pais e avós, e ajudando a reduzir os volumes de trabalho dos mesmos. E apesar de, na época em causa, a prática de não enviar os filhos para a escola de modo a participarem nestes processos fosse já muito menos frequente do que em gerações anteriores, não será surpreendente que muitos dos visados por este 'post' tenham mesmo deixado, ocasionalmente, a educação de parte durante estes e outros períodos do ano, em que a necessidade de colher o sustento falava mais alto. Mais do que apenas uma obrigação, no entanto, estas actividades ajudavam também a reforçar os laços familiares, e faziam com que os mais pequenos se sentissem membros úteis e produtivos do agregado, quase como se fossem versões em miniatura dos adultos – algo capaz de encher qualquer jovem de orgulho, independentemente da geração ou contexto social.


Infelizmente, a crescente mecanização e contratação de mão-de-obra externa tem, lentamente, vindo a acabar com tais rituais para as famílias rurais portuguesas; no entanto, quem ainda teve ensejo de neles participar certamente não hesitará em transmitir aos filhos, por via oral, as experiências que vivenciou em criança ou adolescente, preservando assim a memória destas importantes tradições sócio-económicas do quotidiano rural português para as gerações vindouras.

Sunday, 8 September 2024

Sábados aos Saltos: Os Conjuntos de Petanca

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 7 de Setembro de 2024.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Quando o assunto é divertimentos e jogos de Verão, a mente da maioria dos portugueses remeterá de imediato para as pistolas, bisnagas e balões de água, os jogos de raquetes, as cartas de jogar, o disco, os insufláveis para flutuar na água, os papagaios de papel ou as forminhas. No entanto, existem uma série de outros jogos e actividades que, apesar de menos emblemáticos, conseguiram divertir sobremaneira as crianças das gerações Millennial, X e Alfa. É precisamente sobre um destes divertimentos menos 'imediatos', mas não menos apreciados, que versamos neste Sábado aos Saltos.


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Derivados e adaptados do jogo conhecido em Inglaterra como 'bowls' e em França como 'pétanque', os conjuntos de bolas coloridas em plástico maciço, normalmente em número de seis ou oito, eram uma visão relativamente comum tanto em lojas de brinquedos como em tabacarias e vendedores de brindes em localidades costeiras, já que podiam facilmente ser utilizadas tanto na areia como no cimento ou na relva, tornando-as ideais para a praia - até por as regras do jogo em si serem simples, passando simplesmente por colocar as três bolas de uma determinada cor o mais próximo possível de um alvo pré-definido, que podia até ser um círculo traçado na areia. A única outra regra era que os jogadores não podiam tirar os pés do chão ao lançar, por forma a não terem uma vantagem injusta no tocante ao balanço e potência do lançamento. Um jogo, portanto, que combinava simplicidade e competitividade, as duas principais características inerentes a qualquer actividade bem-sucedida junto do público infanto-juvenil.


É, pois, difícil de perceber porque razão a petanca (assim se traduziu em Português o nome do jogo) não foi (é) mais popular entre a demografia-alvo; a verdade, no entanto, é que, apesar de estes conjuntos continuarem a existir até aos dias de hoje, poucos são os jovens vistos a utilizá-los na praia ou parque de campismo, continuando os mesmos a constituir uma diversão de nicho. Ainda assim, quem na infância desfrutou de um destes conjuntos certamente terá pelo menos alguma nostalgia associada ao mesmo, e aos momentos divertidos que lhe proporcionou durante as férias grandes, tornando este tipo de jogo bem merecedor do seu espaço nas páginas deste nosso blog.

Sunday, 14 July 2024

Sábados aos Saltos: As Bolas Oficiais dos Campeonatos Europeus dos Anos 90

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 13 de Julho de 2024.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


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A bola de 1992.


Enquanto centro nevrálgico do jogo de futebol – sendo mesmo a razão do prefixo do mesmo – a bola acaba por ser um elemento tão icónico quanto os próprios equipamentos ou chuteiras dos jogadores, apesar de, muitas vezes, menos notável ou notório. Ainda assim, têm havido, ao longo dos últimos cinquenta anos, várias bolas oficiais da FIFA e UEFA cujo 'design' e escolha de cores e padrões as torna particularmente memoráveis, e suscita a compra de um sem-número de réplicas por parte dos jovens fãs do desporto-rei. Os anos 90 não foram, de forma alguma, excepção a esta regra; de facto, ainda que as bolas oficiais dos Campeonatos Europeus daquela década ficassem longe das cores vivas e 'designs' memoráveis do Novo Milénio, as mesmas revelavam, ainda assim, suficiente 'personalidade' para justificarem serem as escolhidas do público-alvo em causa.


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O modelo de 1996.


Da responsabilidade da Adidas, fabricante único das competições internacionais desde o seu início, as três bolas oficiais dos Europeus de finais do século XX (a Etrusco Único de 1992, Questra Europa de 1996 e Terrestra Silversteam de 2000) apresentavam a mesma base no tradicional branco, mas marcavam a diferença através de padrões bem distintos, embora nem sempre particularmente originais. A Etrusco, por exemplo (modelo que 'transitava' do Mundial de Itália '90) era uma simples bola preta e branca, com o habitual e frequentemente imitado padrão da Adidas: painéis lisos no meio, com um 'friso' a toda a volta. Já a Questra Europa, usada apenas no Euro '96, marcava a diferença através das cores usadas no friso (azul e vermelho) que evocavam a anfitriã Inglaterra sem, ao mesmo tempo, serem declaradamente alusivas à icónica Union Jack. Por sua vez, a Terrestra Silverstream, utilizada apenas no Europeu de 2000, apostava num conceito menos declaradamente localizado e de cariz mais inovador, substituindo a clássica cor branca dos painéis por um elegante prateado, que tornava de imediato a bola mais apelativa para os jovens da viragem do Milénio, época em que o futurismo estava em alta em todos os sectores da sociedade.


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O esférico de 2000.


Três bolas tão semelhantes quanto distintas, portanto, cada uma das quais desenhada para apelar às sensibilidades dos adeptos da época e, idealmente, garantir que os mesmos levavam para casa uma réplica de um dos três esféricos, por oposição às igualmente apelativas, e mais baratas, bolas não oficiais com os painéis decorados com bandeiras dos diferentes países do Mundo – um paradigma que, aliás, se mantém até aos dias de hoje, tendo sem dúvida ajudado a informar o 'design' da bola do Campeonato Europeu prestes a concluir-se algumas horas após a publicação deste 'post'...

Monday, 18 March 2024

Sábados aos Saltos: As Artes Circenses - Um Fascínio Passageiro, Mas Marcante

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 16 de Março de 2024.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


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A época da 'viragem' para o Novo Milénio e entrada no mesmo viu nascer entre os jovens portugueses um fascínio considerável, ainda que temporário, pelas artes circenses. O lendário 'Diabolo', presença inescapável nos recreios lusitanos durante mais de um ano em finais dos 'noventas', servia como 'porta de entrada' para todo um 'universo' de truques e habilidades centrados em torno do equilíbrio e habilidade. Do bastão (que se perfilava inicialmente como o sucessor natural do 'Diabolo', embora tenha ficado muito longe de atingir o mesmo nível de sucesso globalizado) às bolas de malabarismo, passando ainda por outras vertentes menos conhecidas, foram muitas as artes 'saltimbancas' a transpôr a barreira do 'mainstream' e a fascinar os adolescentes portugueses durante este período.


Não foram, no entanto, apenas as artes em si a exercer tal atracção sobre a juventude lusitana: o próprio modo de vida dos artistas foi, durante alguns anos, idealizado e posto num pedestal por grande parte da referida demografia, que se apressou a adoptar, total ou parcialmente, a sua estética e valores. Motivados e inspirados pelos cada vez mais estrangeiros da sua idade que visitavam Portugal à época, os jovens da época rapidamente adoptaram os penteados exóticos, sacolas de sarja e roupas largas e debotadas em tecidos de pano cru, criando assim um estilo associado com a prática das artes circenses e com a frequência de locais elevados ao estatuto de 'mecas', como o Chapitô, em Lisboa, o principal espaço dedicado ao ensino e formação deste tipo de competência.


Em anos subsequentes, à medida que as gerações 'X' e 'millennial' davam progressivamente lugar aos 'Z' e 'Alfa', o fascínio pelas artes circenses reduziu-se consideravelmente, tendo a maioria dos 'saltimbancos' do início do século desaparecido das ruas das zonas turísticas onde tendiam a exibir as suas habilidades; e, com a crescente tendência para a digitalização das brincadeiras por oposição à aquisição de competências físicas, afigura-se pouco provável que tal situação volte a ocorrer. Ainda assim, quem viveu aquele momento muito particular na cultura portuguesa moderna certamente se lembrará do fascínio que o estilo de vida 'saltimbanco' gerava, e terá mesmo tido vontade de ir à arrecadação, sótão ou prateleira buscar o bastão ou as bolas de malabarismo, e verificar se ainda retém a memória muscular de outros tempos...

Sunday, 21 January 2024

Sábados aos Saltos: Os Sacos de Boxe Infantis

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 20 de Janeiro de 2024.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Apesar de a violência ser um conceito quase universalmente desencorajado entre as crianças e jovens, sejam de que geração forem, é inevitável que a mesma acabe, de uma forma ou de outra, por permear imaginários 'alimentados' por décadas de filmes de acção, videojogos e 'quadradinhos' de super-heróis. Os anos 90 portugueses não foram excepção a esta regra, tendo-se, antes pelo contrário, verificado uma breve mas intensa obsessão (sobretudo por parte do público masculino) com um objecto que, no imaginário popular, é ainda hoje quase sinónimo de boa forma fisica e elevada capacidade de auto-defesa.


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Lá por casa havia um muito semelhante a este.


Falamos dos sacos de boxe, os quais, na época em causa, começaram a ser comercializados em 'tamanho infantil' – em conjunto com as respectivas luvas, bem entendido – e acabaram por adornar os quartos de muitos rapazes de uma certa faixa etária pré-adolescente, que se queriam imaginar o Rocky, ou qualquer outro herói de acção daquele período áureo. Os próprios padrões dos sacos, muitas vezes centrados na bandeira americana, ajudavam, aliás, a fomentar essa fantasia, deixando de lado o facto de ser preciso mais do que meia-dúzia de murros fracos por dia para se conseguir ser campeão de boxe...


Não que fosse, claro, esse o objectivo destes sacos; tratavam-se, apenas, de brinquedos, 'arremedos' de acessórios desportivos iguais a tantos outros que se podiam obter, à época, em lojas de brinquedos e hipermercados, e cuja única função era proporcionar à faixa etária em causa uns quantos Sábados aos Saltos simultaneamente divertidos e saudáveis. No caso dos sacos de boxe, esse objectivo acabou por ser cumprido apenas a curto-prazo, dado que os mesmos rapidamente 'passaram de moda', ao contrário das 'eternas' raquetes de pingue-pongue, por exemplo. Ainda assim, durante um par de anos ali a meio da década de 90, houve muito jovem português a procurar um destes apetrechos para pôr no quarto, na esperança de se tornar o novo campeão da 'porrada' lá da escola...

Saturday, 23 December 2023

Sábados aos Saltos (de Natal): As Brincadeiras em Reuniões de Família

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


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A época de Natal é, por excelência, a altura de maior convivência com familiares, sobretudo mais distantes, normalmente no contexto de jantares ou reuniões de família; e, claro, onde se juntam grandes famílias, tende sempre a existir um número elevado de crianças, as quais têm de procurar 'entreter-se' enquanto os adultos convivem. Esta circunstância leva, por sua vez, à criação ou reprodução de uma série de brincadeiras propícias a um belíssimo Sábado aos Saltos.


Dos jogos tradicionais ao Quarto Escuro, passando por quaisquer potenciais criações mirabolantes da sua imaginação, são muitas as formas de os irmãos e primos se manterem ocupados durante uma reunião de Natal, sem com isso necessitarem de incomodar ou mesmo estorvar os adultos; na existência de um quintal ou propriedade adjacente, esse número alarga-se ainda consideravelmente, sendo mesmo possível que o grupo principal não torne a ver os seus elementos mais novos durante várias horas, enquanto os mesmos exploram as redondezas, constroem um esconderijo, fazem concursos de pinos e cambalhotas, andam de bicicleta, patins, skate, 'kart' ou veículo eléctrico, ou simplesmente 'abancam' na casinha de brincar, a fazer sensivelmente o mesmo que os adultos, mas de uma perspectiva própria.


Seja qual fôr a via escolhida (ou permitida pelo contexto do espaço de reunião), não há qualquer dúvida que, tanto nos anos 90 como nos dias que correm, é perfeitamente possível passar um Sábado aos Saltos com os familiares da mesma idade na época de Natal, mesmo antes de serem abertas as prendas na noite de dia 24 ou na manhã do dia seguinte - acto que, claro, abria toda uma nova série de possibilidades de brincadeira para o resto do fim-de-semana...


 

Saturday, 11 November 2023

Sábados aos Saltos: O Verão de S. Martinho

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Em Portugal, em meados do mês de Novembro, ocorre, quase invariavelmente, um estranho fenómeno: durante alguns dias, o clima torna-se ameno, solarengo e tipicamente outonal, em claro contraste com a habitual chuva que marca o Outono e início Inverno nas latitudes ibéricas. E apesar de haver, certamente, uma explicação científica para tão abrupta e temporária mudança climatérica, na sabedoria popular, esta 'bonança' fica ligada à lenda do S. Martinho, sendo o período em causa conhecido como 'Verão de S. Martinho'.


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Um típico dia de 'Verão de S. Martinho'


Escusado será dizer que, em meio a uma estação que – conforme atrás referido – se tende a pautar pela chuva, este período mais ameno, aliado ao feriado que lhe está associado, serve de pretexto para pôr de lado as galochas (pelo menos por uns dias) e usufruir de uns belos Sábados aos Saltos por parte das demografias mais jovens; pelo menos, era esse o caso nos anos 90, quando a oferta digital não era, ainda, atractiva o suficiente para suplantar um dia de sol, sem escola, e com os amigos da rua ou do bairro igualmente livres para um sem-número de brincadeiras. Antes (ou depois) disso, na escola, comiam-se castanhas, como forma de celebrar a festa em causa, e no próprio dia, celebrava-se também o Magusto – efemérides que apenas ajudavam a tornar mais atractiva aquela semana de sol no meio do Outono.


E apesar de a mesma passar rápido, e rapidamente a vida voltar ao mesmo 'rame-rame' frio e chuvoso de sempre, a cada ano, havia sempre aquele 'oásis' pelo qual esperar, e que garantia que pelo menos uma das semanas do período de Outono era passada no exterior, em jogos e brincadeiras com os amigos, numa espécie de 'despedida' definitiva do Verão, que assim 'abalava' no cavalo de S. Martinho rumo ao outro lado do Atlântico, deixando memórias de inesquecíveis Sábados aos Saltos, e a esperança de os poder repetir uma vez regressado o calor.


Feliz Dia de S. Martinho!

Saturday, 24 June 2023

Sábados aos Saltos: Os Banhos de Tanque e Mangueira

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


Numa altura em que o calor aperta novamente um pouco por todo o País, começa a apetecer sobremaneira dar um salto à praia ou piscina; mas se quem tem a sorte de ter um destes recursos perto de casa facilmente consegue realizar esse desejo mediante uma rápida Saída de Sábado, para quem vive em meios mais rurais ou no interior do País, essa é uma solução menos viável para escapar ao calor. Mas se a actual geração 'Z' tem de encontrar alternativas ao litoral, os seus antecessores 'Millenials' ou 'X' sabiam perfeitamente como tornar um dia de calor intenso bastante mais tolerável: com um rápido mergulho no tanque lá de casa.


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A 'piscina' da infãncia de muitos.


Sim, isso mesmo – o tanque de lavar a roupa, muitas vezes situado no quintal ou nas traseiras, e que, em alturas de estio, acabava a desempenhar funções de piscina improvisada para quem não tinha uma insuflável; desde que a criança em causa fosse pequena o suficiente para conseguir caber na estrutura sem desconforto ou perigo, era mesmo ali que muitos portugueses do século XX 'chapinhavam' em fins-de-semana de calor – desde que não houvesse roupa para lavar, bem entendido.


Mesmo quem já 'era grande' para tais 'aventuras' não ficava 'de mãos a abanar', já que existia, ali mesmo ao lado do tanque, uma outra alternativa viável para se refrescar – a mangueira. Bastava ligar a torneira, apontar ao local (ou pessoa) certa, e logo um revigorante jacto de água ajudava a limpar o suor e a afastar a sensação de calor. Melhor – ao contrário do tanque, o 'banho' de mangueira não tinha 'limite de idade', podendo continuar a ser desfrutado até à idade adulta, se assim se desejasse.


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A alternativa ao tanque para os mais velhos.


Por fim, há que referir a terceira alternativa para um banho de Verão, mais restrita a indivíduos e famílias com posses – a piscina particular, que tornava desnecessária a deslocação a um espaço público para nadar e se refrescar. No entanto, naquele final de século XX (como hoje) uma estrutura deste tipo era considerada um luxo, e eram poucos os portugueses a ter acesso a algo deste tipo, tornando os banhos de tanque ou de mangueira as principais alternativas a uma ida à praia ou piscina.


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Um luxo nos anos 90, como agora.


Hoje em dia, numa altura em que a maioria das casas dispõe de máquina de lavar, os tanques 'à moda antiga' começam a constituir uma raridade; no entanto, em comunidades e localidades mais tradicionais, é ainda possível encontrar estruturas deste tipo, pelo que tudo leva a crer que pelo menos alguns dos elementos da geração actual ainda saibam o que é tomar 'banho de tanque' num Sábado de calor...

Sunday, 14 May 2023

Sábados aos Saltos: As Aventuras Proibidas

NOTA: Este post é respeitante a Sábado, 13 de Maio de 2023.


Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos, acessórios e jogos de exterior disponíveis naquela década.


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Um tipo de local tão interdito como irresistível para os jovens de finais do século XX.


As interdições de origem parental são parte integrante da infância de qualquer criança, independentemente da época em que tenha crescido. Apesar de alguns jovens terem mais liberdade do que outros, seja por que motivo for, poucos ou nenhuns haverá que possam, honestamente, dizer que nunca foram proibidos de participar em certas actividades ou visitar certos locais, ou admoestados por desobedecerem a essa regra. E a verdade é que, numa época em que as crianças e jovens eram consideravelmente menos vigiados do que hoje em dia, a tentação de visitar locais ou tomar parte em actividades de alto risco era quase irresistível. Edifícios abandonados, ribeiros de forte corrente, zonas interditas de locais públicos ou até lagos ou poços de considerável profundidade suscitavam um inexorável e inegável fascínio aos jovens noventistas, que os fazia arriscar um ralhete, ou até uma 'sova', simplesmente para satisfazer o desejo de explorar os referidos locais, e descobrir que maravilhas os mesmos poderiam conter.


À distância de três décadas, e tantos outros anos de experiência, é fácil ver a razão pela qual a maioria dos pais procurava manter a sua prole afastada de tais locais – desde os perigos naturais à potencial presença de elementos nocivos, ou simplesmente o risco físico que a situação acarretava, havia mil e uma razões para acatar os avisos dos mais velhos. Para uma criança, no entanto, tais alertas não passavam de paranóias, parecendo a probabilidade de os mesmos se concretizarem suficientemente remota para sequer ser factor a considerar – uma situação que se alterou, e muito, a partir do momento em que esses mesmos jovens passaram, eles próprios, a ser pais, e recordaram as situações electrizantes em que se colocavam durante um Sábado aos Saltos longe da supervisão dos adultos. Se tal mudança pode ser considerada positiva ou negativa, só o tempo o dirá, mas uma coisa é certa: a Geração Z será, certamente, bastante menos castigada por este motivo específico do que o foram os 'X' e 'millennials'...

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...