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Thursday, 10 August 2023

Quintas no Quiosque: As Revistas de Dragon Ball

Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


Nas últimas semanas, falámos aqui de diferentes séries, jogos de vídeo e até de um CD da franquia Dragon Ball, todos os quais bons indicadores da verdadeira febre que o anime de Akira Toriyama representou entre a juventude portuguesa da segunda metade dos anos 90; agora, chega a hora de juntar ainda mais um item a essa lista, e falar, não de uma, mas de duas revistas lançadas durante o auge da popularidade da série e dedicadas exclusivamente à mesma.


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As capas das duas revistas, única prova da sua existência. (Crédito das fotos: Coleccionador Dragon Ball.)


Ambas com chancela da inevitável Abril/Controljornal, as revistas em causa encontram-se, hoje, algo Esquecidas Pela Net, tendo apenas sido catalogadas pelo infatigável Bruno, do blog 'Coleccionador Dragon Ball', de onde foram 'roubadas' as imagens para este post (desculpa, Bruno!) É graças a esta fonte – e, também, por lá em casa ter existido pelo menos um destes dois números – que ficamos a saber que a primeira das duas publicações foi número especial da popular revista Super Jovem, já no breve período em que a mesma teve formato A4, e se centrou sobretudo sobre o primeiro capítulo da saga de Toriyama, como se pode ver pela capa, enquanto que a segunda pomposamente se intitulou 'revista oficial' e versou sobre a saga 'Z', embora – estranhamente – dando protagonismo a Krillin sobre Songoku e Vegeta, os quais não parecem nada satisfeitos por as suas transformações em Super Guerreiro 'perderem' para um dos lutadores mais fracos da série (e que surge aqui com uma estranha vestimenta).


De resto, e à semelhança do que aconteceu com o nosso último tópico para esta secção, não temos mais informações sobre qualquer das duas revistas do que a que se pode obter olhando para as capas – nomeadamente, que ambos os volumes conteriam brindes (no caso da Super Jovem Especial cartas em relevo, e no da Revista Oficial, nada menos que seis posters) e perfis das principais personagens da série, parecendo mesmo ser esta a principal abordagem da segunda publicação. Já a Super Jovem Especial tenta oferecer um pouco mais de variedade, incluindo uma entrevista com Toriyama-san (aqui chamado, de forma algo 'tu cá, tu lá' e desrespeitosa, de 'Akira' – não confundir com a também super-popular série de manga e filme de anime) e listas de truques e combates marcantes de Songoku e amigos.


E ainda que o restante conteúdo de ambas as revistas se perca nas brumas do tempo, não é difícil prever que ambas tenham sido um sucesso de vendas – afinal, no período entre 1996 e 1998, tudo o que tivesse mesmo a mais ténue ligação à saga de Toriyama tinha, automaticamente, garantia de sucesso entre o público jovem. Pena que, trinta anos mais tarde, apenas reste a memória das capas destas revistas – e, mesmo assim, apenas graças a um coleccionador dedicado...

Monday, 17 October 2022

Segundas de Sucesso: SG's - Os 'Azarados' do Grunge Nacional

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.


A 'explosão' dos movimentos alternativo e pop-rock nacionais durante a década de 90 contribuiu para o aparecimento e desenvolvimento de um sem-número de novas bandas, a maioria das quais pouco ou nada ficava a dever às suas congéneres estrangeiras, conseguindo, com a sua qualidade, contornar as limitações técnicas e de recursos inerentes a gravar um disco em Portugal. Tal como acontece em qualquer movimento, no entanto, nem todos estes nomes chegaram a experienciar as 'luzes da ribalta', tendo alguns, inevitavelmente, ficado 'pelo caminho' na corrida à fama e aos contratos discográficos.


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Uma destas bandas foram os SG's, quarteto cascalense que, durante um breve período em meados dos anos 90, chegou a ser o mais próximo que Portugal tinha a uns Nirvana, compondo, ao lado dos 'Pearl Jam' Blind Zero e dos 'Alice in Chains' Lulu Blind, o grande triumvirato do 'grunge' nacional na altura em que o referido estilo atravessava a sua fase de maior popularidade. No entanto, dos três nomes, o colectivo liderado por Hugo Van Zeller seria o que maior dificuldade teria em encontrar sucesso radiofónico, acabando a sua contribuição para o panorama do rock pesado nacional por se saldar em um par de aparições na icónica colecção de CD's single da revista Super Jovem (ambos, curiosamente, partilhados com os 'death metallers' Disaffected, os únicos outros 'repetentes' da colecção), um single, e um único álbum, 'Psycho Holidays', lançado pouco mais de um ano após a formação do grupo, em 1995.


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A totalidade da discografia do quarteto 


A verdade, no entanto, é que é difícil de perceber exactamente porque é que a carreira de Van Zeller, Rodas, Johnny Barros e Gonzo ficou tão aquém das expectativas. Isto porque, sem ser uma obra-prima da música moderna, 'Psycho Holidays' não deixa, ainda assim, de ser um excelente álbum de rock 'barulhento' moderno, talvez com umas quantas músicas a mais (dezasseis temas de estúdio mais um ao vivo, espalhados ao longo de quase uma hora de música, é, manifestamente, muito para um álbum deste tipo) mas repleto de 'malhas' inegáveis como a inaugural 'Save Me' ou os temas com que o quarteto se deu a conhecer na Super Jovem, 'I Am' e 'Misunderstanding', esta última mas compassada, melódica, e com forte 'travo' a Pearl Jam. De facto, exceptuando-se o inglês algo 'macarrónico' de algumas das letras e a produção expectavelmente limitada, este é daqueles discos que poderia perfeitamente ter sido comercializado a nível internacional, e encontrado o seu lugar no 'pelotão' de bandas de 'grunge' secundárias que perseguiam, de longe, os 'quatro grandes' do estilo.


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O vocalista e líder da banda, Hugo Van Zeller, é hoje consultor de desenvolvimento pessoal


Não seria, no entanto, isso que se viria a passar, e o destino fadaria os SG's a uma carreira curta, que teria fim (pelo menos em termos de registos discográficos) pouco depois do lançamento do álbum, constituindo apenas mais uma daquelas sempre deprimentes) histórias sobre 'o que podia ter sido', tão comuns no mundo da música. Ainda assim, e a julgar pela sua actual presença como consultor e 'coach' de desenvolvimento pessoal, Hugo Van Zeller foi capaz de 'dar a volta por cima' deste desapontamento e atingir sucesso noutra área; e mesmo que o disco que lançou com os amigos no tempo da juventude seja, para ele, apenas um artefacto levemente embaraçoso de um tempo passado, para muitos fãs de música alternativa lusitanos (tanto da época como dos dias que correm), o mesmo continua, certamente, a constituir um dos melhores exemplos de rock 'barulhento' 'made in Portugal'....

Friday, 17 December 2021

Quintas no Quiosque: As Revistas Infantis dos Anos 90

Nota: Este post é respeitante a Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2021.


Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


Numa era em que quase todo o conteúdo é consumido por via digital, pode custar a acreditar que, num passado não muito distante, um dos principais meios pelos quais o público infanto-juvenil consumia 'novidades' sobre as suas propriedades favoritas era através da leitura, quer de publicações generalistas, quer de outras especificamente dedicadas ao assunto ou artista em causa. E destas últimas, em particular, havia mesmo muitas entre meados e finais dos anos 90 - de publicações centradas em torno de personagens fictícias como a Barbie a complementos a programas televisivos, como a Rua Sésamo e o Batatoon, ou revistas com origem em clubes de fãs, como a do Rik e Rok, havia muito por onde escolher para uma criança dos anos 90 com interesse na cultura 'pop' ou em curiosidades generalistas apropriadas à sua faixa etária.


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A revista 'Batatoon', uma das mais bem-sucedidas publicações infantis dos anos 90


A estrutura destas revistas era, regra geral, muito semelhante - havia, normalmente, a referida secção de curiosidades, uma de passatempos (quer do tipo para completar na própria revista, ao estilo quebra-cabeças, quer do tipo em que se ganhavam prémios ao enviar uma frase ou responder a uma pergunta), uma de banda desenhada (própria ou 'licenciada') e outra alusiva à propriedade que encabeçava a revista - afinal, havia que vender o peixe... As revistas mais 'sofisticadas' teriam ainda, provavelmente, uma entrevista com uma qualquer personalidade, ou páginas centrais temáticas, enquanto as menos ambiciosas preencheriam o restante espaço com testes de personalidade ou artigos 'descartáveis' relacionados aos problemas do público-alvo. Uma receita simples, mas que dava invariavelmente bons resultados - que o digam as referidas revistas da Barbie e Batatoon, que, sem atingirem a longevidade de uma Bravo ou Super Jovem, conseguiram ter uma 'vida' relativamente digna nas prateleiras portuguesas.


À medida que o Mundo se ia tornando cada vez mais digital, no entanto, estas revistas acabaram, naturalmente, por perder espaço, até se tornarem em meras 'relíquias' nostálgicas - uma situação que, infelizmente, não dá sinais de se inverter num futuro próximo, antes pelo contrário. Ainda assim, estas revistas marcaram época, e quem as leu certamente terá delas boas memórias, justificando portanto a 'lembrança' aqui no blog...

Monday, 5 July 2021

Segundas de Sucessos: Os CDs da Super Jovem

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.


Na última Quinta no Quiosque, recordámos a revista Super Jovem, uma pioneira das publicações de variedades para jovens nos anos 90. Nesse post, entre outras lembranças, foi feita menção dos excelentes brindes por vezes incluídos com a revista, dos quais um se havia destacado como particularmente memorável.


É, precisamente, desse brinde – ou antes, desses brindes – que falaremos nesta Segunda de Sucessos; porque a verdade é que, como uma rápida visita ao Google comprovará, os mesmos marcaram mesmo época junto dos fãs de música da época.


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Isto porque a referida colecção consistia, nem mais nem menos, do que de CDs de música, com o patrocínio da Frisumo - que, como era habitual neste tipo de iniciativas, reservava uma faixa no final do disco para o seu 'jingle' - cada um com entre uma a quatro músicas da autoria de uma banda portuguesa considerada em ascensão. Descritos pela própria revista como CDs single, estes discos acabavam, muitas vezes, por ficar mais próximo dos formatos ‘split’ ou EP, especialmente aqueles que incluíam mais do que uma banda.


Na verdade, e mais concretamente, os primeiros seis discos seguiam, na verdade, o formato single, com apenas uma música; os três seguintes apresentavam o formato ‘split’, os dois primeiros com dois artistas – cada um com duas faixas - e o terceiro (o nono da série) com três, cada um com uma faixa; por fim, o décimo e último disco constituía, para todos os efeitos, um EP próprio da banda em destaque, os cómicos pop Mercurioucromos, que surgiam com quatro temas, incluindo o então muito badalado ‘O Camionista Cantor’. No fundo, e apesar das discrepâncias de formato a partir de meio da colecção, uma excelente ‘montra’ para bandas aspirantes do panorama musical português.


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Exemplos da divisão de faixas de dois dos CDs da segunda metade da colecção


Talvez a melhor característica desta colecção de CDs fosse o facto de a Super Jovem não se cingir àquilo que podiam ser entendidas como as preferências do seu público-alvo; antes pelo contrário, a revista tentava, com esta série, agradar a um leque de leitores o mais vasto possível, apresentando bandas de todos os géneros e para todos os gostos. Era esta abrangência estudada que permitia ter, lado a lado, bandas de pop-rock como HuaHine, Linda Love Lace ou os referidos Mercurioucromos, ‘hard rockers’ como Alcoolémia e os heróis do ‘grunge’ tuga SG’s, colectivos de New Wave como Ruído Sónico, artistas mais ‘dançáveis’ como Ithaka e DJ Don Juan, e grupos de heavy metal ou até death metal (!) como os também heróis de culto Disaffected. A Super Jovem não brincou em serviço no que tocou a agradar a todos os públicos, e o esforço resultante terá apresentado a muitas crianças de dez anos a oportunidade de ouvir pelo menos uma música de death metal na vida; se gostaram ou não, já são ‘outros quinhentos’, mas o esforço, pelo menos, é louvável.


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Os dois últimos sobreviventes da nossa colecção pessoal


Enfim, independentemente de preferências musicais, esta colecção de CD’s (que vinha agarrada às revistas com plástico) terá sem dúvida sido marcante para qualquer criança ou jovem que tenha tido contacto com ela. Se, como nós, se contam entre esse número, deixem as vossas recordações nos comentários!

Saturday, 3 July 2021

Quintas no Quiosque: A Revista 'Super Jovem'

NOTA: Este post é relativo a Quinta-feira, 1 de Julho de 2021.


Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


No início dos anos 90, existia no mercado português um ‘gap’ de revistas de variedades especificamente dirigida a um público infanto-juvenil. A Bravo era importada da Alemanha (e, como tal, servia para muito pouco a não ser para tirar posters) e a Super Pop portuguesa e a 100% Jovem ainda estavam a alguns anos de distância; para o segmento em idade escolar, aparte os quadradinhos, a oferta resumia-se à cristã ‘Nosso Amiguinho’ (distribuída nas escolas, e apenas disponíveis por assinatura) e (muito) pouco mais.


Esta situação viria a mudar em 1993, quando uma revista arriscou preencher esta lacuna de mercado, e assumir-se como referência informativa para o público infantil e adolescente, fornecendo-lhes informação sobre temas do seu interesse, das omnipresentes ‘celebridades’ aos jogos de vídeo, música, filmes, BD, ou simplesmente curiosidades sobre o que se passava no Mundo.


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Tratava-se da revista Super Jovem, talvez não tão lembrada hoje em dia como as ‘colecções de gatos’ chamadas Super Pop ou Bravo, mas que ainda conseguiu impacto considerável junto do público-alvo durante os seus mais de seis anos nas bancas, da estreia em 1993 (com um ‘número 0’ distribuído gratuitamente, e tendo na capa um Macaulay Culkin no auge da fama) até ao cancelamento mesmo no final da década.


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Capa do número 0 , distribuído gratuitamente


Tal devia-se, em parte, à referida variedade da revista, que, mesmo com as diversas mudanças de formato a que foi obrigada, nunca se ‘vendeu’ às vontades das raparigas adolescentes, e sempre tentou oferecer um pouco de tudo, de peças sobre os ídolos do momento a críticas de jogos, filmes e livros, ou simplesmente histórias de banda desenhada, neste caso da Disney (a Super Jovem era mais um dos muitos títulos lançados pela ‘rainha’ das publicações portuguesas da altura, a Editora Abril, que também publicava as revistas Disney.) Esta estratégia variada assegurava que a revista captava um público-alvo extremamente vasto, pois mesmo quem não tinha interesse no ‘galã’ de capa, encontraria sempre outro artigo ou uma história aos quadradinhos que o mantivesse interessado.


Outra táctica interessante, e até inovadora, praticada pela Super Jovem era a oportunidade que fornecia aos jovens de se tornarem, eles próprios, repórteres por algumas horas. Na secção recorrente ‘O Repórter Sou Eu', a entrevista era escolhida, e conduzida, por um(a) leitor(a) da revista, resultando em interacções um pouco diferentes do habitual, tanto para os entrevistados como para os leitores. Mais tarde, esta secção viria a perder preponderância, mas enquanto durou, foi uma experiência interessante, e que se pode dizer ter resultado.


Infelizmente, as referidas mudanças de formato – primeiro para um formato com menos páginas, mas ainda A5, e depois para uma tipologia A4 – resultariam na extinção desta e outras secções; no entanto, a ‘essência’ da Super Jovem continuou presente até ao final da vida da revista, a qual, mesmo já nos seus últimos números, continuava reconhecível como (mais ou menos) a mesma revista que chegara timidamente às bancas seis anos antes.


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A revista após a primeira mudança de formato, em meados da década


Além disso, a publicação soubera mudar com os tempos, mantendo-se sempre a par das personalidade, assuntos e ‘modas’ que mais interessavam aos jovens, sem discriminar – a título de exemplo, a revista começou com capas com Macaulay Culkin, Guns’n’Roses e Nirvana, acabou com Britney Spears e Dragon Ball Z, e chegou a ter artigos sobre eventos e movimentos menos óbvios, como o festival ‘metaleiro’ Monsters of Rock (!) (Se pensaram que nunca iam ver os Slayer e Machine Head numa revista ‘mainstream’ para ‘teenagers’, pensem novamente…)


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A popularidade, essa, também nunca decresceu muito, sendo que, no seu auge, a Super Jovem tinha expressividade suficiente para arriscar experimentar com novos formatos e iniciativas, como brindes – a colecção de CD-Singles marcou época - números especiais alusivos a filmes, colecções de posters ao estilo Bravo, e até produtos periféricos, como uma agenda.


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Capa da 'Agenda 1996' da Super Jovem


Enfim, no cômputo geral, uma revista bem mais merecedora da lembrança nostálgica dos jovens dessa época do que as Bravos desta vida, mas que – talvez por não ser constituída em 95% por fotos de ‘gajos giros’ – fica hoje um pouco atrás destas. Ainda assim, vale bem a pena recordar esta pioneira dos periódicos para jovens nacionais, que mostrou que havia mercado para uma revista juvenil que fosse mais do que um simples aglomerado de fotos e posters…

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...