NOTA: Este 'post' é respeitante a Terça-feira, 17 de Março de 2026.
A década de 90 viu surgirem e popularizarem-se algumas das mais mirabolantes inovações tecnológicas da segunda metade do século XX, muitas das quais foram aplicadas a jogos e brinquedos. Às terças, o Portugal Anos 90 recorda algumas das mais memoráveis a aterrar em terras lusitanas.

Quando se fala em jogos de luta 'um-para-um', 'Street Fighter II' é – a par de 'Mortal Kombat' – o primeiro nome a vir à mente de muitos 'gamers' noventistas. Naquela que foi uma 'guerra' ao nível de Blur e Oasis ou FIFA e Pro Evolution Soccer, as duas franquias degladiaram-se durante toda essa década pelo 'coração' dos jovens fãs de lutas virtuais, causando uma divisão que apenas se começaria a esbater já na década de 2010 – e que, em ambos os casos, foi altamente fomentada pelos lançamentos originais, nomeadamente pelas versões em 'máquina' de salão de jogos, a chamada 'arcade'. E se 'Mortal Kombat' se 'vendia' com recurso ao sangue e personagens digitalizados, 'Street Fighter' trazia uma jogabilidade mais rápida, gráficos ultra-detalhados, em estilo 'anime', e temas musicais mais memoráveis que o do rival – para além de usufruir da vantagem de ter sido lançado dezoito meses antes.
De facto, era em Março de 1991 que a Capcom lançava no mercado internacional de arcadas o segundo título de uma série que havia começado de forma discreta – o primeiro 'Street Fighter' era um 'beat-'em-up' horizontal sem nada de especial, sendo hoje sobretudo uma nota de rodapé na história de um dos jogos mais famosos de sempre – mas que haveria de 'explodir' até se tornar uma franquia internacional multi-plataforma e com múltiplas décadas de longevidade, que ainda hoje continua a produzir jogos nos mesmos moldes estabelecidos pela primeira sequela, há três décadas e meia.
Não é, pois, de admirar que 'Street Fighter II' – o original, e não qualquer das múltiplas versões 'Super' ou 'Turbo' – seja considerado o 'pai' dos jogos de luta, tendo inspirado (a par de 'Mortal Kombat') muito do que seria produzido dentro do género em anos subsequentes e, de certa forma, até aos dias que correm. E tudo isso começou com oito lutadores (os chamados 'Guerreiros do Mundo', segundo o frequentemente ignorado subtítulo original) e uma série de ecrãs que se tornariam verdadeiramente icónicos e clássicos: a introdução animada, com os dois lutadores anónimos, o ecrã de título, o de selecção de lutadores e até alguns dos cenários de fundo persistem ainda hoje na memória colectiva dos fãs de videojogos, na qual residem também algumas das músicas que acompanhavam cada nível.

O ecrã de selecção de lutadores é tão icónico quanto qualquer outro elemento do jogo.
Não podíamos, pois, deixar de assinalar a marca de trinta anos sobre o lançamento de tão influente título, na sua versão original para arcada, que seria convertida para todos os sistemas e mais alguns no decorrer dos anos seguintes, mas que principiaria por se tornar um dos mais bem sucedidos título de arcada de sempre, e por cativar jovens jogadores um pouco por todo o Mundo, Portugal incluído. E se mais prova fosse necessária do impacto e longevidade do jogo, fica a curiosidade de, na pequena cidade inglesa onde actualmente reside o autor deste 'blog', ter recentemente surgido uma máquina de jogos num espaço de diversões; o jogo que contém? O 'Street Fighter II' original, pois claro...
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