NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 19 de Março de 2026.
Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

Numa era em que as normas europeias de segurança alimentar são mais estritas e fomentadas do que nunca, em Portugal e não só, pode parecer estranho recordar um passado, não muito distante, em que qualquer criança ou jovem podia entrar numa qualquer loja ou supermercado, dirigir-se à secção de frutos secos ou gomas, abrir uma 'portinhola' e simplesmente servir-se – para dentro de um saco, ou mesmo da própria boca, se fosse particularmente 'corajoso'.
De facto, a venda de frutos secos e pequenos doces 'a granel' não só era prática comum, como era o método preferencial para a comercialização deste tipo de alimentos em superfícies comerciais – algo hoje impensável fora do contexto muito particular das lojas especializadas ou mais 'à moda antiga', elas mesmas em rápido processo de extinção, embora ainda vigentes um pouco por todo o País (sobretudo as de venda de doces). Mais – este desaparecimento deu-se de forma suficientemente gradual para ser quase imperceptível, tornando-se aparente apenas quando a memória nostálgica traz ao de cima recordações de idas ao supermercado coroadas com sacos cheios de doces.
Há meros trinta anos, no entanto, era ainda possível desfrutar, em Portugal, do processo conhecido em países anglófonos como 'pick'n'mix' – em que, como o nome indica, se 'escolhem e misturam' diferentes tipos de doces ou nozes conforme a preferência. E apesar de os referidos alimentos nada terem de diferente das versões embaladas (sendo, muitas vezes, apenas selecções de um tipo específico de noz ou doce contido nas mesmas) este é um daqueles casos em que a 'experiência' também conta, como qualquer residente em Portugal em finais do século passado poderá atestar; nada mais apropriado, portanto, do que dedicar algumas linhas àquele que, apesar de ser um elemento bastante 'menor' no cômputo geral, não deixou ainda assim de tornar melhor a infância e adolescência dos 'millennials' portugueses.
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