Thursday, 19 March 2026

Quartas aos Quadradinhos: Quim Ferreira -Trinta e Cinco Anos de Uma Carreira 'Natural'

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 18 de Março de 2026.


A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.


A banda desenhada é, tradicionalmente, um dos melhores métodos de ensinar ou sensibilizar o público infanto-juvenil; não admira, pois, que a mesma seja, frequentemente, o formato escolhido para veicular mensagens institucionais, tendo já aqui sido abordados vários exemplos do género lançados durante o período em causa. E, sendo a ecologia um dos grandes temas de finais do século XX, tão-pouco é de admirar que tenham existido, durante os últimos anos do mesmo, vários exemplos de BD's alusivas a essa importante temática.


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O autor na actualidade.


E se outras vertentes educativas tinham, no panorama bedéfilo da altura, os seus próprios 'especialistas', no tocante a obras sobre a natureza, esse nome era o de Quim Ferreira, professor de EVT nascido em Moçambique e formado em artes no Algarve (concretamente, em Portalegre) que elegia o ambiente como tema-base da grande maioria das suas obras. das suas obras – incluindo aquela pela qual, como co-autor, chegou a ganhar vários prémios relacionados à representação do ambiente em banda desenhada, no caso, as aventuras do abutre Fulvinho, publicadas pela Quercus há cerca de trinta e cinco anos (algures em 1991) e galardoadas pela mesma instituição no seu 'Prémio Artes e Letras' do ano seguinte. Outras obras de destaque – sempre em plano institucional e publicados por instituições estatais, por oposição a editoras especializadas - incluem a colecção dedicada aos animais do Palácio de Cristal, no Porto, ou o livro de estreia, 'O Mel e o Castanheiro', publicado logo antes de 'O Fulvinho' e alusivo ao processo de formação das castanhas na árvore.


Uma 'vocação' que pode parecer algo enfadonha, ou como um desperdício de talento, mas que tem enorme significado para o próprio autor, que vê a banda desenhada como o veículo perfeito para a sensibilização ambiental das crianças e jovens, continuando até hoje a 'brandir' esse 'estandarte' em obras institucionais publicadas de Norte a Sul do País. Nada mais justo, pois, do que prestar-lhe uma pequena homenagem, no ano em que se completam três décadas e meia desde as suas primeiras publicações 'oficiais'...

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