Saturday, 14 March 2026

Quintas no Quiosque: Trinta Anos de 'Casas' em Revista

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 12 de Março de 2026.


Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


Apesar de, normalmente, não ser um tema que se preste especialmente a toda uma publicação especializada, também o mercado imobiliário logrou, de alguma forma, encontrar o seu espaço no florescente mercado de periódicos do Portugal de finais do século XX, através de uma publicação que – em sentido contrário às mesmas tendências que vitimaram tantos outros títulos da época – logrou permanecer em actividade até aos dias que correm, ainda que, previsivelmente, já apenas em formato digital.


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(Crédito da imagem: CustoJusto)


Falamos da revista 'Casas de Portugal', cujo primeiro número completou há um par de meses exactos trinta anos. Surgida originalmente nas bancas nacionais em Janeiro de 1996, com periodicidade sensivelmente trimestral (apesar de alguns números saírem com apenas dois meses de intervalo, e outros cerca de quatro) a revista estabeleceu, logo desde esse primeiro número, o propósito declarado de oferecer artigos de interesse para agentes imobiliários e proprietários, em assuntos tão diversos quanto a decoração ou a maximização do espaço, por forma a garantir que os mesmos tinham as melhores probabilidades possíveis de vender ou alugar a sua propriedade. Em conjunção com esta vertente, cada número trazia ainda uma lista de casas, apartamentos e terrenos actualmente à venda, uma característica que se prestou admiravelmente à transição para o meio digital, sendo hoje um dos principais atractivos do 'site' da revista.


Uma publicação explicitamente especializada, portanto, mas que encontrou, ainda assim, uma demografia de interessados suficientemente vasta para lhe garantir três décadas de vida contínua – o que não deixa de fazer sentido, já que o imobiliário é um dos campos de negócio mais perenes e povoados no nosso País. Ainda assim, é admiravelmente raro para uma publicação deste tipo sobreviver trinta anos no seio da hoje moribunda imprensa nacional, justificando-se assim plenamente estas poucas linhas dedicadas a uma das poucas 'resistentes' que conseguiram tal façanha.

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