Wednesday, 25 March 2026

Terças de TV: Trinta e Cinco Anos de 'Caças' Computorizadas

NOTA: Este 'post' é respeitante a Terça-feira, 24 de Março de 2026.


Porque nem só de séries se fazia o quotidiano televisivo das crianças portuguesas nos anos 90, em terças alternadas, este blog dá destaque a alguns dos outros programas que fizeram história durante aquela década.


A metade final dos anos 80 e primeira metade da década seguinte representou um dos melhores momentos da História da televisão nacional no que a concursos diz respeito, com diversos exemplos icónicos do género, que ainda hoje perduram na memória de quem tinha a idade certa para os ver, quer por si só, quer na companhia de familiares, em serões frente à televisão. De entre estes, não podiam, claro, faltar os dirigidos a um público mais jovem, entre os quais se contam também alguns perfeitamente lendários para quem os acompanhou à época, como 'Arca de Noé' ou 'Tal Pai, Tal Filho'; e apesar de aquele que abordamos neste 'post' não ter conseguido a mesma repercussão futura, é apenas justo recordá-lo, poucos dias antes de se completarem exactos trinta e cinco anos sobre a sua primeira emissão.


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De facto, era à hora de almoço do dia 27 de Março de 1991 que 'Trevo da Sorte' era, oficialmente, substituído por um novo concurso, apresentado por Luís de Matos (mais conhecido pelas suas proezas como ilusionista no Espaço Mágico do 'Ponto de Encontro', mas que se revelava também um bom apresentador de televisão) e que tinha como principal ponto de interesse a utilização de um jogo electrónico como base para a prova, a qual era, ela própria, jogada frente, e com recurso a, computadores pessoais - um conceito, à época, mais do que inovador, e nunca antes visto na televisão nacional. A este atractivo mais 'óbvio' havia, ainda, a juntar o facto de, ao contrário da maioria dos concurso da época, 'Caça ao Tesouro' (não confundir com o programa homónimo lançado pela SIC três anos depois) ser de índole cem por cento nacional, tendo sido criada por um portuense, Álvaro de Magalhães.


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O recurso a computadores como ferramenta-base para o jogo era absurdamente inovador para a época.


Razões mais que suficientes, pois, para os espectadores sintonizarem a RTP e acompanharem as tentativas das duas equipas concorrentes em cada programa de 'navegar' o mapa do tesouro virtual, com recurso a dados igualmente computorizados, e procurarem a arca com o 'tesouro' de meio milhão de 'contos' (uma fortuna à altura) ou o prémio-surpresa, oferecido por uma sereia, enquanto tentam evitar um encontro com o pirata, que os fará retornar à casa de partida.


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O mapa do tesouro, sobre o qual se desenrolava o jogo.


Um conceito que unia elementos dos jogos de tabuleiro, dos videojogos e do formato de concurso mais tradicional, que não podia deixar de apelar ao público mais jovem (o mesmo que hoje, depois de adulto, lerá este 'blog') e que justifica plenamente que se dediquem algumas linhas a este algo esquecido programa, na semana em que se completam trinta anos sobre a sua primeira 'ida ao ar'.

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