NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 26 de Março de 2026.
Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.
Já aqui por diversas vezes mencionámos o facto de, numa era mais 'inocente' e ainda parca em 'truques' digitais, ser consideravelmente mais fácil intrigar, atrair e até maravilhar o público infanto-juvenil. Enquanto que, hoje em dia, o mesmo toma como garantida a existência de uma 'app' com jogos e passatempos, bastando para isso fazer 'scan' de um código QR, nos tempos de infância dos seus progenitores 'millennials' - há coisa de trinta e cinco anos - um objecto simples e quase banal podia ser tornado objecto de interesse e cobiça pura e simplesmente por ser retirado de uma caixa de cereais ou pacote de batatas fritas, e designado por um adjectivo como 'Mágico'. É o caso da 'Quinquilharia' a que dedicamos este 'post', veiculada nos pacotes de Cheerios da Nestlé algures durante o ano de 1991, e que, em quaisquer outras circunstâncias, dificilmente seria merecedora de mais do que um olhar 'de passagem' por parte do público-alvo.
De facto, a auto-designada 'Régua Mágica' mais não passava do que de uma vulgar régua lenticular, semelhante a outras tantas presentes nos estojos de crianças e adolescentes de Norte a Sul do País, na mesma altura; a única diferença eram, claro, os motivos promocionais alusivos aos cereais em causa, e o facto de figurar numa publicidade televisiva da época, o que, desde logo, ajudava a que o seu apelo disparasse em flecha. O referido interesse foi, no entanto, de curta duração, tendo as crianças da época (presumivelmente) visto o brinde pelo que ele era, e virado a atenção para outros prémios mais merecedores do seu tempo; prova disso é o facto de, hoje em dia, o referido anúncio (que encabeça este 'post') ser mesmo o único vestígio da existência desta oferta, para além da respectiva página no site Brindemania (onde a informação é tão parca quanto a veiculada nesta postagem). Ainda assim, nunca é demais relembrar um prémio que ilustra, cabalmente, a facilidade de 'vender' até o conceito menos interessante à juventude de finais do século XX, desde que acompanhado de uma campanha de 'marketing' suficientemente apelativa...
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