NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 22 de Julho de 2026.
Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.
Numa edição anterior desta rubrica, recordámos o Presidente da República Portuguesa indigitado há três décadas atrás, Jorge Sampaio, na altura para marcar o seu falecimento; agora, vários meses depois, voltamos a fazer-lhe referência, desta vez no contexto de uma efeméride única na democracia portuguesa, sobre a qual se assinalam dentro de poucos dias exactos trinta anos.
Era, efectivamente, a 27 de Julho de 1996 que, pela primeira e última vez na História da política portuguesa, se fazia um pedido de impedimento temporário a um Presidente da República. A razão para tal requerimento era a segunda operação cardíaca de Jorge Sampaio desde a sua tomada de posse, que levantava receios relativamente à saúde do dirigente máximo português e levava a que o Tribunal Constitucional apontasse o entretanto também já falecido António Almeida Santos, Presidente da Assembleia da República, como substituto interino de Sampaio, durante o período de recuperação deste último. E embora o Presidente eleito viesse a recuperar, e liderar ainda o País durante muitos e bons anos, os primeiros meses do seu mandato inicial não deixam de ficar marcados por este acontecimento tão único quanto insólito, que não podíamos deixar de recordar poucos dias antes de sobre ele se assinalarem exactas três décadas.
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