NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 04 de Julho de 2026.
Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.
Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.
Já é tema recorrente nas páginas deste 'blog' que não eram necessários conceitos 'mirabolantes' para entreter a juventude dos anos 80, 90 e 2000 – pelo contrário, uma boa ideia, por mais simples que fosse, podia perfeitamente dar azo a uma 'febre', como provaram, por exemplo, a Ondamania ou os Matutazos. O produto que abordamos este fim-de-semana pode, igualmente, ser adicionado a essa lista, já que fez as delícias de muitos jovens da época com o seu misto de simplicidade e desafio. Falamos da bola de equilibrismo, conceito adoptado (e adaptado) das aulas de ginástica e aeróbica tão populares à época, e que tanto podia ser integrada num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido.
O conceito era simplicíssimo – uma bola de borracha mole com um aro duro a toda a volta, semelhante a um disco, criando uma espécie de 'planeta Saturno' em borracha multi-colorida. O desafio consistia em conseguir ficar de pé sobre a dita o máximo de tempo possível, uma tarefa que não era tão simples quanto parecia, e que tinha o 'bónus' adicional de fortalecer o equilíbrio, a destreza, e os próprios músculos das pernas, trazendo assim benefícios 'escondidos' no contexto de uma brincadeira 'da moda'. Era, no entanto, o aspecto competitivo – de tentar melhorar o próprio tempo ou competir com os amigos da rua ou colegas de escola – que fazia das bolas de equilíbrio um dos sucessos mais 'insuspeitos' de uma época em que a juventude ainda preferia a actividade física e brincadeiras conjuntas ao apelo digital.
É, no entanto, precisamente essa mudança de paradigma que torna improvável um regresso destas bolas enquanto brinquedo 'viral' junto da juventude, seja portuguesa ou de outras partes do Mundo; as mesmas servem assim, portanto, não só como recordação nostálgica de um tempo passado mas também como mais um dos muitos diferenciadores entre as gerações 'X' e 'Millennial' e as suas congéneres mais novas, para as quais um brinquedo deste tipo talvez apenas fosse aceite se acompanhado de uma 'app'...

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