Trazer milhões de ‘quinquilharias’ nos bolsos, no estojo ou na pasta faz parte da experiência de ser criança. Às quintas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos brindes e ‘porcarias’ preferidos da juventude daquela época.
Numa edição anterior desta rubrica, falámos das 'Janelas Mágicas', um dos mais memoráveis brindes do Bollycao para quem era de uma certa idade em inícios dos anos 90; o que poucos saberão (ou do que poucos se recordarão) é que a Olá procurou, também ela, capitalizar sobre o sucesso daquele conceito, tendo lançado uma série protagonizada por uma das suas mascotes, no caso o rapazinho ruivo que, desde há décadas, vem sendo figura de proa do Epá.
Surgiam assim, num daqueles longos e quentes Verões dos anos 90, as 'Janelas Mágicas Epá', presumivelmente oferecidas na compra do gelado, e cuja mecância era em tudo semelhante às precursoras do Bollycao: cada cartão tinha uma pequena cena que podia, depois, ser 'colorida' mediante a aplicação de um pedaço de plástico sobre a ilustração. A única diferença, conforme mencionámos, é que a colecção da Olá tinha como protagonista exclusivo o personagem licenciado da marca, que surgia em nada menos do que uma dezena e meia de situações, retratadas por meio de ilustrações detalhadas ao estilo de banda desenhada, as quais revelavam até algum esforço por parte do seu anónimo criador.
Infelizmente – talvez por ser um conceito já antes visto, ou por o Epá estar longe de ser o mais popular de entre os gelados da Olá – esta segunda colecção de 'Janelas Mágicas' ficou longe do sucesso da antecessora, constituindo hoje, sobretudo, uma curiosidade esquecida de uma época em que até o mais simples pedaço de papel oferecido na compra de alimentos conseguia surpreender e deliciar a grande maioria das crianças portuguesas e não só; numa altura do ano em que o calor aperta e os gelados vivem o seu período áureo de vendas, nada melhor, portanto, do que recordar uma das poucas instâncias em que as guloseimas veranis deram direito a brinde.
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