Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.

Para qualquer adepto do futebol nacional da primeira década do século XXI, o nome de Miguel Monteiro (ou simplesmente Miguel) será sobejamente conhecido. Esteio da ala defensiva direita de Benfica, Valência e de uma Selecção Portuguesa em transição entre a Geração de Ouro e a 'era Cristiano Ronaldo', o 'baixote' mas rápido e aguerrido lateral pode não ter chegado ao nível máximo do futebol mundial e internacional, mas gozou de uma carreira suficientemente ilustre para ser nome sobejamente conhecido e indissociável dessa era do futebol nacional. O que poucos dos seus futuros admiradores talvez soubessem, no entanto, é que, pouco tempo antes, Miguel havia sido apenas mais uma promissora Cara (Des)conhecida ao serviço de um histórico do futebol nacional, no caso o clube da zona onde nascera e crescera.
Ao serviço do Benfica...
De facto, seria ao serviço do Estrela da Amadora que o ex-iniciado do Sporting - dispensado por ser demasiado franzino, e que passara por quatro outros clubes até à idade de sénior - e futuro titular indiscutível de Benfica e Valência desponta, na última época futebolística do século XX. E a verdade é que o descendente de guineenses e cabo-verdianos, então recém-consagrado campeão europeu de sub-18, não tardaria a impressionar, e a 'cavar' um lugar para si mesmo na ala direita dos amadorenses - embora numa posição mais recuada do que aquela em que iniciara a formação, no caso a lateral, por oposição a extremo. No total, seriam mais de três dezenas os jogos de Luís Miguel Brito Garcia Monteiro com a camisola tricolor, numa época suficientemente bem-sucedida para despertar o interesse e a cobiça do Benfica, que permitiria ao lateral dar o inevitável 'salto', no primeiro defeso de Verão do século XXI.
...e do Valência.
Do resto, reza a História (bem como o primeiro parágrafo deste texto) - uma carreira repleta de títulos (em Portugal, ganhou 'tudo' pelo Benfica, e amealhou ainda uma Taça do Rei espanhola, além de ter perdido 'em casa' o Euro 2004, na infame final frente à Grécia) que o tornam bem merecedor da presente recordação do seu início de carreira, no dia em que completa quarenta e cinco anos de idade. Parabéns, e que conte muitos.


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