Sunday, 5 July 2026

Sábados Aos Saltos/Domingos Divertidos: As Bolas de Equilíbrio - A Definição de Uma Diversão Saudável

 NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sábado, 04 de Julho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Já é tema recorrente nas páginas deste 'blog' que não eram necessários conceitos 'mirabolantes' para entreter a juventude dos anos 80, 90 e 2000 – pelo contrário, uma boa ideia, por mais simples que fosse, podia perfeitamente dar azo a uma 'febre', como provaram, por exemplo, a Ondamania ou os Matutazos. O produto que abordamos este fim-de-semana pode, igualmente, ser adicionado a essa lista, já que fez as delícias de muitos jovens da época com o seu misto de simplicidade e desafio. Falamos da bola de equilibrismo, conceito adoptado (e adaptado) das aulas de ginástica e aeróbica tão populares à época, e que tanto podia ser integrada num Sábado aos Saltos como num Domingo Divertido. 

O conceito era simplicíssimo – uma bola de borracha mole com um aro duro a toda a volta, semelhante a um disco, criando uma espécie de 'planeta Saturno' em borracha multi-colorida. O desafio consistia em conseguir ficar de pé sobre a dita o máximo de tempo possível, uma tarefa que não era tão simples quanto parecia, e que tinha o 'bónus' adicional de fortalecer o equilíbrio, a destreza, e os próprios músculos das pernas, trazendo assim benefícios 'escondidos' no contexto de uma brincadeira 'da moda'. Era, no entanto, o aspecto competitivo – de tentar melhorar o próprio tempo ou competir com os amigos da rua ou colegas de escola – que fazia das bolas de equilíbrio um dos sucessos mais 'insuspeitos' de uma época em que a juventude ainda preferia a actividade física e brincadeiras conjuntas ao apelo digital.

É, no entanto, precisamente essa mudança de paradigma que torna improvável um regresso destas bolas enquanto brinquedo 'viral' junto da juventude, seja portuguesa ou de outras partes do Mundo; as mesmas servem assim, portanto, não só como recordação nostálgica de um tempo passado mas também como mais um dos muitos diferenciadores entre as gerações 'X' e 'Millennial' e as suas congéneres mais novas, para as quais um brinquedo deste tipo talvez apenas fosse aceite se acompanhado de uma 'app'...

Saturday, 4 July 2026

Sessão de Sexta: Os Primórdios de Uma Franquia Que Não É 'Brinquedo'...

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 03 de Julho de 2026.

Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.

Ainda que as franquias animadas com diversos capítulos não sejam nada de novo, sobretudo desde o início do Terceiro Milénio, é ainda assim incomum encontrar uma que leve já três décadas, sempre com o mesmo grau de sucesso. 'Em Busca do Vale Encantado', por exemplo, encontra-se desde há muito remetido para o mercado do vídeo, o mesmo sucedendo com 'Alfa e Ómega'; séries como 'O Panda do Kung-Fu', 'Como Treinar o Seu Dragão' ou 'Gru, O Mal-Disposto', por outro lado são significativamente mais recentes, deixando apenas 'Shrek' como o único verdadeiro concorrente da franquia a que dedicamos este 'post', e cujo quinto capítulo faz actualmente sucesso nas bilheteiras mundiais. Altura ideal, portanto, para recordar os humildes inícios de um 'cowboy' e de um astronauta que, nos mais de trinta anos desde a sua estreia, cimentaram merecidamente um lugar no imaginário infanto-juvenil mundial.

Produzido em 1995 e estreado em Portugal na Primavera do ano seguinte, 'Toy Story – Os Rivais' marcava não só a estreia em longa-metragem da californiana Pixar – até então produtora de 'spots' publicitários e curtas-metragens – como também uma autêntica revolução no mercado da animação, à época ainda dominado por filmes de produção totalmente artesanal e que, do dia para a noite, via surgir nas salas de cinema uma obra totalmente criada por computador. Mais – ao contrário do que se poderia esperar, o filme não se fazia valer do factor 'novidade', apresentando uma história cuidada e que nada perderia caso a animação fosse 'feita à mão'.

Com personagens memoráveis – não só os protagonistas Woody e Buzz como os restantes brinquedos 'vivos' do quarto do pequeno Andy – diálogos hilariantes (potenciados, em Portugal, por uma das melhores dobragens alguma vez produzidas num estúdio nacional) e os inevitáveis momentos emocionais, o primeiro 'Toy Story' não podia deixar de ser um sucesso entre a 'pequenada', e foi sem surpresas que a aventura dos dois 'parceiros melindrados' se tornou um dos grandes sucessos não só da sua época de estreia, mas do próprio catálogo da Disney, então em plena fase hegemónica de 'Renascença', justificando assim os esforços da Pixar e tornando o nome da companhia sinónimo de animação por computador de qualidade. E ainda que, hoje em dia, a animação 3D comece a parecer algo antiquada, o filme afirma-se ainda suficientemente cativante para justificar uma Sessão de Sexta, quer como parte de uma maratona, quer apenas emparelhado com a sua primeira sequela, amplamente considerada uma das melhores de todos os tempos.

De facto, 'Toy Story 2: Em Busca de Woody' – terceiro filme da Pixar, após o algo mais fraco 'Uma Vida de Insecto' – consegue a proeza de ombrear com o seu antecessor, levando ao expoente máximo a fórmula 'mais do mesmo, mas maior e melhor'. Aquilo que poderia apenas ser uma 'cópia' do primeiro filme com os papéis trocados – com Buzz a ter, desta feita, de salvar Woody – atreve-se, pelo contrário, a explorar novas dimensões do 'mundo' de Toy Story, introduzindo novas personagens (o que se viria a tornar um dos esteios da série) e tornando a aventura dos brinquedos significativamente mais ampla que a do primeiro filme, com mais cenas de exterior, muito mais acção, e um tema musical que muitos consideram ainda melhor do que 'Sou Teu Amigo, Sim'. Como tal, foi novamente sem surpresas que o filme 'arrasou' nas bilheteiras nacionais aquando da sua estreia em Fevereiro de 2000, inscrevendo mais um nome naquela que viria a ser uma longa lista de sucessos para a Disney-Pixar.

O que, efectivamente, surpreendeu foi o facto de os capítulos seguintes da série (estreados em 2010 e 2019, respectivamente) serem, também eles, filmes cuidados, sendo 'Toy Story 3', inclusivamente, considerado tão bom ou melhor do que os seus dois antecessores. E ainda que 'Toy Story 5' vá, para já, dividindo opiniões, o impacto daquela que sempre foi a série-estandarte da Pixar (e onde 'tudo começou' para a companhia) não parece dar sinais de enfraquecer, podendo Woody, Buzz e companhia vir potencialmente a fazer parte do imaginário infantil de quatro gerações – algo de que poucas companhias àparte a própria Disney se podem gabar. Oportunidade perfeita, pois, para recordar os primórdios da série, e 'regressar' aos tempos da estreia do original, em que a geração 'millennial' era da idade do protagonista Andy e se debatia, ela própria, com a questão de qual seria o seu brinquedo favorito...

Friday, 3 July 2026

Quintas ao Quilo: Os Phoskitos - Discretos Mas Memoráveis

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 02 de Julho de 2026.

Todas as crianças gostam de comer (desde que não seja peixe nem vegetais), e os anos 90 foram uma das melhores épocas para se crescer no que toca a comidas apelativas para crianças e jovens. Em quintas-feiras alternadas, recordamos aqui alguns dos mais memoráveis ‘snacks’ daquela época.

De entre os muitos 'snacks' que faziam as delícias das crianças de finais do século XX, as tortas industriais (normalmente de chocolate e com recheio 'branco') perdiam apenas para os Bollycaos e batatas fritas da Matutano na lista dos mais populares; do espanhol Tronkito às diferentes variedades da Dan Cake e até da Kinder, eram muitas e boas as alternativas dos chamados 'alfajores' disponíveis no mercado nacional da época. Tal não impediu, no entanto, a espanhola Adam Foods de, algures nos anos 90, apresentar a sua própria 'versão', que imediatamente ganharia tracção entre os jovens lusitanos da altura.

Em abono da verdade, os Phoskitos não eram estritamente semelhantes aos bolos atrás descritos, surgindo antes como uma 'mega-bolacha' (ou, se se quiser, uma mini-tarte) com vários dedos de altura, e totalmente coberta de chocolate; o interior, esse, era o esperado 'creme branco', mas a consistência era mais esponjosa do que a dos alfajores da Dan Cake (mais próxima dos 'teacakes' de chocolate britânicos) o que os ajudava a distanciarem-se dessa subfamília de produtos alimentares. Para cimentar definitivamente o seu lugar nas preferências infantis, os Phoskitos também traziam, amiúde, pequenos brindes, daqueles que nunca deixavam de agraciar um produto junto da demografia em causa.

Infelizmente, ao contrário de outras 'guloseimas' mencionadas neste 'post', os Phoskitos acabariam mesmo por desaparecer do mercado nacional, e sem grande alarido – pelo menos até, já em anos recentes, terem sido revitalizados e reintroduzidos nas prateleiras nacionais, prontos a cativar toda uma nova geração e a 'matar a saudade' da que com eles conviveu na juventude. Resta, pois, aferir quanto aos próximos capítulos desta 'segunda vida' para uma marca que, sem nunca ter sido das mais populares, conseguiu ainda assim afirmar-se memorável para toda uma geração de portugueses.

Thursday, 2 July 2026

Quartas Aos Quadradinhos: Trinta e Cinco Anos de Um Híbrido Curioso

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 01 de Julho de 2026.

A banda desenhada fez, desde sempre, parte da vida das crianças e jovens portugueses. Às quartas, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos títulos e séries mais marcantes lançados em território nacional.


Numa altura em que se disputa ainda um dos Mundiais de Futebol menos convencionais de sempre, nada melhor do que recordar uma edição subordinada ao desporto-rei, que celebra este ano um aniversário marcante (o dos trinta e cinco anos) e cujo conceito e formato a tornam 'exemplar único' entre os volumes de banda desenhada editados em Portugal: 'Manual do Futebol Moderno', uma obra originalmente assinada por dois italianos e que era lançada em solo nacional algures em 1991, pela mão da desconhecida Sport Publi. E a verdade é que basta ver um par de painéis desta obra para perceber que não se trata de um álbum de banda desenhada convencional, apostando, em vez disso, num formato híbrido entre 'livro aos quadradinhos' e verdadeiro manual instrutivo de como jogar futebol.



De facto, as duzentas e vinte páginas deste álbum apresentam, essencialmente, uma 'revisão' dos fundamentos do futebol, com ênfase nos aspectos técnicos (como postura para o remate ou posição dos dedos ao defender) servindo os desenhos como apoio visual ao que é dito no texto; no entanto, a presença de balões de fala (nos quais está inserido o referido texto) qualifica o álbum de Bruno Pizzul e Giuliano Giovetti como uma banda desenhada, e é nessa categoria que surge na maioria das (poucas) listagens disponíveis na Internet moderna. E apesar de ser duvidoso que este álbum tenha ensinado seja quem fôr a tornar-se melhor futebolista (pelo menos por si só, já que a base do futebol, como de qualquer desporto, é a prática) o mesmo não deixa de ser uma curiosidade interessante no panorama dos 'quadradinhos' nacionais de finais do século XX, cuja relevância temática o torna tema perfeito para estas breves linhas em tempo de Mundial.

Wednesday, 1 July 2026

Terças de TV: Trinta e Cinco Anos de Um Programa Com 'Arte'

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Terça-feira, 30 de Junho de 2026.

Porque nem só de séries se fazia o quotidiano televisivo das crianças portuguesas nos anos 90, em terças alternadas, este blog dá destaque a alguns dos outros programas que fizeram história durante aquela década.

Apesar do forte investimento na educação verificado em Portugal durante os anos 80 e 90 – cujas medidas incluíram a extensão da escolaridade obrigatória para nove anos e a chegada a Portugal da Universidade Aberta – era ainda difícil para muitos jovens dessa época conseguirem entrar na faculdade, um feito que demoraria ainda mais uma década a tornar-se 'globalizado'; esses mesmos jovens eram, consequentemente, encorajados a procurar avenidas profissionais alternativas, acabando muitos por optar por cursos técnicos, e por enveredar por ramos ligados à prestação de serviços. Fazia, assim, todo o sentido que a RTP procurasse, no período de Verão de há exactos trinta e cinco anos, oferecer a esse numeroso contingente de finalistas do secundário um programa que lhes permitisse saber mais sobre algumas das mais populares vocações profissionais da época.

Estreado a 29 de Junho de 1991 – mesmo a tempo de apanhar os alunos do décimo-segundo ano no período de final das aulas, em que os mesmos necessitavam de começar a planear o seu futuro imediato – 'A Arte dos Ofícios' iria ao ar uma vez por semana durante a quase totalidade das 'férias grandes', com o último episódio a ser transmitido a 31 de Agosto. Ao todo,foram dez as profissões abordadas no programa apresentado por Maria João Silva, num leque que abrangeu desde os ofícios mais intensivos, como a mecânica, marcenaria ou construção civil, aos mais especializados, como técnico de medicina dentária ou audio-visuais. Existiu mesmo um episódio dedicado aos profissionais de bailado, a única profissão que se pode considerar destoar um pouco da lista, mas uma com que muitas jovens da época (e não só) sonhavam. Cada um destes ofícios era abordado de forma prática e factual, com entrevistas a profissionais do meio e informação passível de ser utilizada pelos espectadores caso escolhessem enveredar pelo ramo abordado naquele episódio; o objectivo era, declaradamente, apresentar estas profissões a quem nelas pudesse estar interessado, pelo que uma abordagem informativa se afigurava essencial.

Um conceito ímpar à época, mas declaradamente 'do seu tempo'; hoje em dia, com a Internet e o YouTube, ter na grelha televisiva um programa como este não faria qualquer sentido. Ainda assim, esta iniciativa da RTP terá, sem dúvida, ajudado e informado muitos jovens da época, justificando-se assim plenamente esta homenagem, um dia depois de se terem completado trinta e cinco anos sobre a sua emissão de estreia.

Tuesday, 30 June 2026

Segundas de Sucessos: Trinta Anos da Estreia de Uma Banda Tudo Menos 'Primitiva'

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Segunda-feira, 29 de Junho de 2026.

Qualquer jovem é, inevitavelmente, influenciado pela música que ouve – e nos anos 90, havia muito por onde escolher. Em segundas alternadas, exploramos aqui alguns dos muitos artistas e géneros que faziam sucesso entre as crianças daquela época.

A 'explosão' do pop-rock de atitude alternativa vivida em Portugal durante as décadas de 80 e 90 permitiu não só que bandas de teor mais radiofónico criassem 'hits' imortais que integrariam 'playlists' durante décadas, como também que propostas mais arrojadas e experimentais encontrassem o espaço de que necessitavam para explorar a sua sonoridade. Talvez o maior exemplo desta vertente – e uma das principais bandas experimentais da História da música portuguesa – fossem os Primitive Reason, banda multi-nacional da musicalmente fértil zona de Cascais, na Grande Lisboa, cuja ecléctica e assumida mistura de estilos fez com que causassem furor aquando do lançamento do seu álbum de estreia, que celebrou há cerca de seis semanas o seu trigésimo aniversário.

Formada em 1993 por três amigos de infância – um espanhol, um português e um britânico – e com a formação original composta também por um americano e um suíço, a banda destacou-se, desde logo, pela junção das várias influências dos seus membros num todo que poderia ser uma verdadeira 'salada de frutas' mas que, de algum modo, se afirmava coeso e apelativo. Partindo de uma base alicerçada no 'reggae' e 'ska', o quinteto adicionava-lhe doses substanciais de rock, punk e metal, bem como pitadas de 'jazz' e 'afro', criando um som distinto, inqualificável, e que não podia deixar de tornar o álbum de estreia, 'Alternative Prison' (lançado a 15 de Maio de 1996) num sucesso entre o público jovem consumidor de música, então composto sobretudo por membros da 'geração X', bem como junto da crítica, tendo mesmo sido premiado como Álbum do Ano pelo mítico jornal Blitz, então referência máxima da imprensa musical em Portugal. Temas como 'Seven-Fingered Friend' (o mais conhecido da banda, e muito lembrado também pelo seu 'videoclip') ajudavam a banda a estabelecer-se como uma das mais entusiasmantes da segunda vaga de 'pop rock' português moderno, e lançavam-nos para uma carreira que, apesar de alguns 'altos e baixos', lograria ultrapassar a marca das duas décadas.

A banda não tardou, aliás, em dar seguimento a este sucesso, com o segundo álbum, 'Tips & Shortcuts', que expandia ainda mais o leque de influências da banda (incluindo mesmo secções 'rappeadas') e que contava com uma produção muito superior à do primeiro álbum, a cargo da 'lenda' da produção discográfica nacional Marsten Bailey. Por entre tributos a NOFX e músicas cantadas pelo baterista, os Primitive Reason davam um enorme passo em frente, o qual, apesar de causar menos 'furor' que o primeiro, se afirmava tão ou mais importante para a progressão da banda.

Quando tudo parecia correr bem, no entanto, dá-se a inevitável convulsão: com a banda já radicada nos EUA, país de origem do saxofonista Mark Cain, o mesmo e outros dois membros (incluindo o vocalista Brian Jackson) abandonam a banda, deixando ao baixista Guillermo de Lara e ao baterista Jorge Felizardo o ónus de completar o terceiro álbum. Para seu crédito, o duo não desiste e, com ajuda de conhecidos da cena nova-iorquina, apresenta, em Julho de 2001, 'One Of Us', um álbum que, naturalmente, apresenta maior ênfase na vertente rock e punk do que os seus antecessores. Nos anos subsequentes, os dois elementos restantes viriam a reformular a banda, e prosseguiriam carreira, ainda que de forma bastante mais discreta, durante cerca de uma década e meia, lançando nesse período três álbuns, quatro EP's e uma colectânea, além de verem reeditados os seus dois primeiros registos.

É, pois, apenas em 2015 que se verifica a dissolução total da banda, a qual permanece extinta durante mais de dez anos antes de – por ocasião do supramencionado aniversário de 'Alternative Prison' – o trio original se juntar mais uma vez em palco, pela primeira vez desde 1998, para dois concertos comemorativos no festival Lisboa ao Vivo e no mítico Hard Club, no Porto. Fica, assim, aberta a porta para uma potencial reunião (ou, pelo menos, um reatar de carreira) para aquela que foi uma das bandas mais personalizadas e instantaneamente reconhecíveis da cena portuguesa de finais do século XX.

Monday, 29 June 2026

Sábados Aos Saltos/Domingo Divertido: As Origens de Um Produto Intemporal

 NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 27 e Domingo, 28 de Junho de 2026.

Os Sábados marcam o início do fim-de-semana, altura que muitas crianças aproveitam para sair e brincar na rua ou no parque. Nos anos 90, esta situação não era diferente, com o atrativo adicional de, naquela época, a miudagem disfrutar de muitos e bons complementos a estas brincadeiras. Em Sábados alternados, este blog vai recordar os mais memoráveis de entre os brinquedos e acessórios de exterior disponíveis naquela década.

Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.

Apesar de, tradicionalmente, as bolas serem o epítoma do brinquedo para usar fora de portas (dados os consideráveis estragos que podem fazer à vulgar habitação moderna), os anos 80 e 90 viram surgir uma alternativa relativamente viável, que permitia aos fãs de brincadeiras com bola desfrutarem das mesmas tanto durante um Sábado aos Saltos como no decurso de um Domingo Divertido – e com o bónus acrescido de poderem, literalmente, 'jogar' com os seus personagens de ficção favoritos.~

Falamos, claro, das bolasde borracha com 'bonecos' alusivos aos mais populares desenhos animados e bandas desenhadas da época em que são fabricadas – um tipo de produto perene e que, sem surpresa, se mantém popular até aos dias de hoje, não tendo perdido qualquer tipo de relevância entre as gerações 'Z' e 'Alfa', e tendo a única mudança entre ambas sido ao nível dos desenhos e personagens. De resto, estas bolas continuam como sempre foram – coloridas, de superfície totalmente lisa (mais semelhante a um balão do que a uma bola defutebol) e disponíveis em dois tamanhos, um maior (para as brincadeiras de rua) e outro mais pequeno, capaz de caber na palma da mão, sendo este o mais indicado para jogos dentro de portas durante um Domingo de chuva (tendo, claro, cuidado para não as lançar com muita força...)

Quem hoje em dia se diverte com estas bolas pode, pois, agradecer aos fabricantes de bolas da época dos seus pais, tendo estes sido os primeiros a desfrutar deste tipo específico de bola de borracha, que se viria a tornar um marco incontornável da experiência de ser criança durante os quarenta anos seguintes e que, como tal, e mesmo não sendo um produto especificamente 'de época', merece estas breves linhas de homenagem.

Em Memória de Jorge Palma (1950-2026)

Nas primeiras horas do dia 21 de Setembro de 2026, o p anorama musical nacional ficava mais pobre após dizer adeus a mais um dos seus ídolos...