NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2025.
Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.
Embora, hoje em dia, tal possa parecer difícil de imaginar, até há relativamente pouco tempo, o leite UHT em embalagem Tetrapak estava longe de ser a norma em Portugal – antes pelo contrário. De facto, já à entrada dos anos 90, continuava a ser relativamente comum adquirir o lacticínio-mor em dois outros tipos de embalagem: por um lado, a garrafa de vidro (ainda hoje vigente, embora com bastante menos expressão, e restrita essencialmente ao leite com chocolate da UCAL) e o chamado 'leite do dia', comercializado em sacos semelhantes aos que, hoje em dia, podem ser vislumbrados ao lado da máquina de café num qualquer estabelecimento da Starbucks. É destas duas formas (quase) desaparecidas de comercializar leite que falaremos nas próximas linhas.

Uma visão típica dos anos 80 e 90, mas totalmente desaparecida um terço de século depois.
Considerados, à época, mais saudáveis do que o leite UHT (embora também bastante mais perecíveis, o que pode ajudar a explicar o seu desaparecimento) estes dois tipos de leite não tendiam a figurar nas prateleiras dos habituais supermercados e hipermercados, sendo um dos resquícios do tempo em que o comércio era sobretudo local, e em que os lacticínios eram adquiridos na leitaria, ou directamente ao leiteiro; e embora, em finais do século XX, os segundos fossem já raros, as primeiras continuavam a existir, e a vender as duas formas de leite embalado, as quais, por sua vez, continuavam a ir ao encontro das necessidades de uma clientela fiel. Mais tarde, o leite do dia chegaria mesmo às grandes cadeias retalhistas, embora o seu tempo de vida nas prateleiras das mesmas viesse a ser reduzido, talvez pela supracitada perecibilidade, que obrigava a 'rodar' 'stock' com muito mais frequência do que no caso do leite UHT, famoso pelas suas longas datas de validade.
Curiosamente, fora de Portugal, continua a ser comercializado leite fresco (ou, pelo menos, não-UHT), sendo mesmo a principal forma de consumir o lacticínio em países como o Reino Unido. Em terras ibéricas, no entanto (ou, pelo menos, lusitanas), a versão ultra-pasteurizada e disponivel em embalagem de cartão ganhou mesmo vantagem sobre as alternativas, tornando-se sinónima com o produto em causa e relegando-as para a memória remota de quem foi criança antes do final do século e Milénio passados, 'fadadas' a serem recordadas apenas ocasionalmente, em páginas de 'sites' como este 'blog' nostálgico...
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