NOTA: Este 'post' é respeitante a Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2025.
Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.
Hoje em dia, o queijo em triângulos e embalado numa caixa de papel acartonado redondo é quase sinónimo com uma só marca, a internacionalmente famosa Vaca Que Ri (ou La Vache Qui Rit, ou The Laughing Cow). Nos anos 90, no entanto, esse mercado era, em Portugal, ainda surpreendentemente concorrido, com competição renhida entre pelo menos três marcas, duas das quais entretanto desaparecidas ou vítimas de perda significativa de visibilidade; é precisamente a elas que iremos dedicar as próximas linhas.

Caixa internacional do queijo Tigre, menos bonita do que a portuguesa.
Das duas, a mais famosa era, sem dúvida, a Tigre, memorável pela sua fantástica embalagem, que exibia o felino homónimo, em toda a sua majestade, a caminhar por cima do logotipo, sobre um fundo amarelo. Deixando de parte o facto de os tigres serem exclusivamente carnívoros (e, como tal, não comerem queijo) era uma imagem marcante, que deixava a qualquer criança ou jovem a vontade de provar aquele produto (o qual, uma vez experimentado, se revelava um gosto adquirido, pelo menos para o gosto do autor deste blog à época). E apesar de a Tigre ser, como a Vaca Que Ri, uma marca internacional (com origem na Suíça) a mesma será, por muitos portugueses das gerações 'X', 'millennial' e anteriores, identificada sobretudo com a vivência portuguesa de finais do século XX, altura em que marcava forte presença nas arcas frigoríficas de supermercados, hipermercados e mercearias de bairro, ao lado da outra marca a que este 'post' faz alusão.

Embalagem moderna do queijo em triângulos Eru.
Falamos da Eru, a resposta holandesa à suíça Tigre, e que, apesar de menos expressiva em termos de impacto comercial, não deixava de constituir uma alternativa para quem procurava um queijo em triângulos de sabor menos forte e intenso (era, por exemplo, a preferência deste autor, quando era jovem). O que poucos decerto saberão é que, ao contrário da Tigre, a Eru ainda hoje existe, embora a sua presença no mercado português seja, actualmente, praticamente nula – pelo menos no tocante ao queijo em triângulos, já que alguns dos seus outros produtos podem ainda ser encontrados em cadeias comerciais nacionais.
Ainda assim, e apesar da capacidade de sobrevivência de pelo menos uma das suas concorrentes, não há como negar a Vaca Que Ri como grande vencedora da 'guerra' comercial do queijo em triângulos, sendo a mesma praticamente opção única para quem queira degustar este produto no Portugal dos anos 2020. Quem viveu décadas e séculos passados, no entanto, certamente se recordará da variedade de escolhas oferecida pelo mercado português da época no respeitante a este tipo de alimento, e talvez tenha mesmo sentido alguma vontade de voltar a provar um daqueles queijos da sua infância, hoje infelizmente desaparecidos para sempre...
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