Friday, 21 February 2025

Quartas de Quase Tudo/Quintas no Quiosque: Os Livros de Autocolantes - Um Passatempo Verdadeiramente Intemporal

NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-feira, 19 e Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2025.


Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.


Os anos 90 viram surgir nas bancas muitas e boas revistas, não só dirigidas ao público jovem como também generalistas, mas de interesse para o mesmo. Nesta rubrica, recordamos alguns dos títulos mais marcantes dentro desse espectro.


Podiam vir da livraria ou da tabacaria ou quiosque, e ser mais focados em conteúdos educacionais ou oferecer um pouco mais de diversão pura e dura; em qualquer dos casos, constituíam um ponto alto no dia de qualquer criança, sendo capazes de proporcionar várias horas divertidas após um dia de escola, ou mesmo durante um fim-de-semana. Falamos, claro está, dos livros com autocolantes, uma daquelas diversões intemporais e transversais a, pelo menos, as últimas três gerações, da qual falaremos em mais um 'post' duplo no Anos 90.


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Exemplo moderno do conceito em causa.


Diferentes das tradicionais cadernetas de cromos por não fomentarem o aspecto social ou coleccionista (sendo, na maioria dos casos, auto-contidos) estes livros funcionavam, no entanto, num contexto algo semelhante, oferecendo aos jovens leitores cenários e temas sobre os quais aplicar os autocolantes fornecidos em conjunto com o livro, os quais diziam, por sua vez, respeito a esse tema. Assim, um livro sobre animais teria provavelmente como fundo de página um cenário natural ou um jardim zoológico sobre os quais colar os autocolantes de 'bicharada', outro sobre viagens poderia ter estradas, portos ou aeroportos nos quais colocar carros, barcos ou aviões, ou focar-se em destinos como a praia ou o campo, cada qual com o seu grupo de autocolantes decorativos. As crianças eram, assim, incentivadas a relacionar elementos entre si de modo a que fizessem sentido, dando à experiência um aspecto didáctico que complementava a diversão inerente a um destes tomos – afinal, qual é a criança que não gosta de aplicar autocolantes aos mais diversos sítios?


Talvez por este misto de simplicidade, didatismo e apelo directo aos gostos do público-alvo, os livros com autocolantes mantêm-se 'em alta' entre as camadas mais jovens da população até aos dias de hoje, sendo ainda relativamente fáceis de encontrar nos mesmos meios que os vendiam algures há três décadas – um paradigma que, ao contrário da maioria dos que aqui vimos relembrando, não se prevê que mude num futuro próximo. Afinal, por muito avançado que seja no momento presente, o meio digital não é, ainda, capaz de reproduzir a sensação única de destacar um autocolante da respectiva folha e, com ele, 'embelezar' o cenário proposto na página, e que já há vários minutos vem 'puxando' pela imaginação...

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