Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos desportivos da década.
No presente momento sócio-cultural internacional, o grande tópico de debate e interesse a nível desportivo são as Olimpíadas de Inverno; e, embora os desportos na neve e no gelo não sejam uma área em que Portugal tenha grande tradição ou expressão (por razões óbvias), a verdade é que o nosso País não tem deixado, ao longo dos anos, de enviar atletas a esta competição, os quais, apesar de nunca favoritos e ainda menos medalhados, não deixam, ainda assim, de ter tido o privilégio de representar Portugal a nível olímpico, sendo por isso merecedores de destaque. Os anos 90 não foram excepção a esta regra, tendo dois dos três eventos realizados nessa década contado com participação portuguesa, por muito discreta e nominal que a mesma tenha sido.

De facto, após falharem por completo a presença na Olimpíada de 1992, Portugal lograva pela primeira vez enviar um representante à prova no ano de 1994 – Georges Mendes, que competia na categoria de esqui alpino e que viajava sozinho para a Noruega. Já quatro anos depois, no Japão, o número de atletas nacionais via-se duplicado, com representantes de ambos os sexos – a também porta-bandeira Mafalda Pereira (primeira mulher portuguesa a participar na prova) no esqui 'freestyle' e Fausto Marreiros na patinagem de fundo, modalidade em que a holandesa Jutta Leerdam acaba de estabelecer novo recorde, poucos dias antes da publicação deste 'post'.
Nenhum dos dois atletas se classificaria na respectiva prova, com Mafalda a terminar fora dos vinte primeiros (tendo, ainda assim, logrado a melhor classificação de sempre para o nosso País numa Olimpíada de Inverno, conforme se pode ler na imagem que ilustra este 'post'), e Fausto a nem sequer almejar entrar nos trinta melhores .Ainda assim, e conforme acima referimos, a mera possibilidade de representar o País a nível Olímpico (por muito pouca que tenha sido a glória) é, por si só, suficiente para colocar estes dois atletas (e Georges Mendes antes deles) no panteão de grandes nomes do desporto português, tendo os mesmos superado o 'ponto máximo' a que chegam a maioria dos desportistas, e estabelecido um precedente para Portugal no tocante a participações nas Olimpíadas de Inverno; razão mais que suficiente para merecerem ser recordados ao lado de outros olimpianos nacionais, e para lhes dedicarmos estas breves linhas, por ocasião de mais uma edição do certame que os notabilizou.
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