Saturday, 15 November 2025

Sessão de Sexta: Vinte e Cinco Anos de 'Snatch - Porcos e Diamantes' - A Consagração de Guy Ritchie

NOTA: Este 'post' é respeitante a Sexta-feira, 14 de Novembro de 2025.


Os anos 90 estiveram entre as melhores décadas no que toca à produção de filmes de interesse para crianças e jovens. Às sextas, recordamos aqui alguns dos mais marcantes.


A par de nomes como Quentin Tarantino, Danny Boyle e Edgar Wright, o inglês Guy Ritchie faz parte de uma restrita lista de cineastas modernos capazes de conjugar na perfeição acção frenética, personagens carismáticos e diálogos 'impagáveis', produzindo filmes de acção 'inteligentes' de primeira categoria – no caso de Ritchie, especificamente incluídos na categoria de 'thrillers' com mafiosos londrinos como protagonistas. E se o seu primeiro filme, do qual já aqui falámos, colocou o inglês no 'radar' de muitos cinéfilos, seria a obra seguinte que verdadeiramente o consagraria como parte da 'nata' do cinema de autor moderno, tornando-se ao mesmo tempo um clássico de culto entre fãs do estilo de filme que produz. E com razão, já que 'Snatch – Porcos e Diamantes' talvez represente mesmo a cristalização perfeita de uma obra deste género.


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Prestes a completar um quarto de século sobre a sua estreia em Portugal – a 17 de Novembro de 2000 – o segundo filme de Ritchie mistura os seus típicos 'gangsters' com a versão britânica do povo cigano (constituída não pelos 'romani' bem conhecidos dos portugueses, mas sobretudo pelos chamados 'itinerantes irlandeses') numa trama suscitada, como o nome indica, por um diamante, o qual se perde na sequência de várias peripécias. Junte-se a isto uma segunda linha narrativa sobre um promotor de boxe e um campeão amador da modalidade que é também chefe dos ciganos (interpretado por um Brad Pitt 'acabadinho de sair' do não menos icónico 'Clube de Combate', e que aqui surge com um impagável sotaque irlandês) e estão reunidos os ingredientes para uma 'mistura explosiva' bem ao estilo de Ritchie, em que tudo não tarda a 'descambar' em cenas de acção e tiros, sempre apimentadas com muito sarcasmo, e o tipo de situações semi-cómicas que já ajudavam a distinguir o primeiro filme do realizador da 'maralha'.


A diferença para essa obra é que, em 'Snatch', tudo é ainda mais bem feito, já sem as hesitações típicas de um realizador de 'primeira viagem', substituídas pela 'mão segura' de quem sabe o que quer e como o atingir. O resultado é um filme de visualização ainda mais obrigatória do que 'Um Mal Nunca Vem Só', que pode e deve ser revisitado aquando de uma Sessão de Sexta, numa altura em que se celebram os exactos vinte e cinco anos da sua chegada às salas de cinema nacionais.

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