NOTA: Este 'post' é respeitante a Domingo, 09 de Novembro de 2025.
Aos Domingos, o Portugal Anos 90 recorda alguns dos principais acontecimentos e personalidade do desporto da década.
Há jogadores assim: não despertam a paixão dos adeptos fora do seu próprio clube, não partem em aventuras nos 'grandes' ou no estrangeiro, nem sequer são particularmente lembrados pelo grande repositório digital de memórias (pesquisar o nome e clube na Wikipédia talvez até direccione para um homónimo mais famoso) mas constroem carreiras honrosas, ligadas ao emblema de formação ou de coração, e encarnam a expressão que escolhemos para dar nome a esta rubrica, tornando-se verdadeiros 'Grandes dos 'Pequenos''.

A única foto do jogador actualmente disponível na Web.
É o caso do jogador a que dedicamos estas linhas, por ocasião dos seus cinquenta e três anos, celebrados este fim de semana: Pedro Miguel Almeida Santos (mais vulgarmente conhecido pelos dois primeiros nomes) defesa formado no Feirense e que, à parte uma muito breve incursão pelo futebol amador à saída dos escalões jovens (no clube da terra, o Caldas de São Jorge) passaria nada menos do que quinze anos ligado ao histórico emblema nortenho, que acompanhou nos diversos 'altos e baixos' ao longo dos anos 90, tendo chegado a sagrar-se campeão da então II Divisão de Honra e militado mesmo no principal escalão português. E, embora tenha demorado algumas épocas a verdadeiramente se afirmar no esteio da defesa do seu clube de formação, uma vez conquistado esse estatuto, não mais o perderia, tendo sido peça activa das campanhas dos homens de Santa Maria da Feira entre as temporadas de 1994/95 e 1997/98, e elemento transmissor da 'mística', a partir do banco, nas duas seguintes.
Não seria, pois, senão na primeira temporada completa do Novo Milénio, já sem a mesma preponderância de outrora no seio do plantel, que Pedro Miguel finalmente deixaria em definitivo o clube que o vira nascer e crescer, regressando ao futebol amador ao serviço do Lusitânia de Lourosa. Não demoraria, no entanto, mais do que duas épocas até o defesa regressar a 'casa' – onde, infelizmente, se tornaria a ver algo 'proscrito', pouco passando da meia-dúzia de presenças ao longo da temporada de 2002/2003.
Esta situação motivaria nova transferência para as ligas amadoras, desta vez para o Pampilhosa, mas seria apenas na época seguinte que Pedro Miguel viveria novamente uma situação de estabilidade e preponderância dentro de um grupo de trabalho, vindo a tornar-se 'Grande' de um segundo 'Pequeno' ao serviço da Sertanense, onde viria a passar sete épocas – tantas quantas fizera como sénior no Feirense – e a pendurar as botas, já com quase quarenta anos. Para trás, ficava uma carreira discreta, quase sempre longe dos holofotes da ribalta, mas onde, ainda assim, lograra deixar marca consideravelmente longeva em dois clubes, e viver o sonho de jogar pelo clube da terra-natal, e do coração – bem vistas as coisas, uma história bem mais feliz do que a de muitos jogadores com perfil bastante mais destacado, e que lhe merece a homenagem nestas páginas por ocasião do seu aniversário. Parabéns, e que conte ainda muitos.
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