Saturday, 13 September 2025

Sextas com Style/Saídas ao Sábado: A Mango em Portugal - Mais de Três Décadas a 'Vestir' As Mulheres Lusitanas

NOTA: Este 'post' é parcialmente respeitante a Sexta-feira, 12 de Setembro de 2025.


Um dos aspetos mais marcantes dos anos 90 foi o seu inconfundível sentido estético e de moda. Em sextas alternadas, o Anos 90 recorda algumas das marcas e modas mais memoráveis entre os jovens da ‘nossa’ década.


As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.


Numa edição anterior desta rubrica, falámos do aparecimento em Portugal das lojas de 'fast fashion', sem, no entanto, destacarmos qualquer uma delas em particular. Chega, pois, agora o momento de olhar mais a fundo para uma delas, que sempre quis ser menos 'fast' e mais 'fashion' do que as restantes, e que, por entre controvérsias, mantém inalteradas tanto a sua linha condutora como a forte presença em zonas comerciais de Norte a Sul de Portugal, país que continua a constituir o seu segundo maior mercado.


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Falamos da Mango, cadeia espanhola que abriu as suas primeiras lojas no 'outro' país ibérico em 1992, menos de uma década após a sua fundação – curiosamente, não em Lisboa ou no Porto, mas em Coimbra. Não tardaria senão mais uns meses, no entanto, até as 'capitais' começarem, também elas, a receber lojas da cadeia, entre elas a mais antiga hoje em actividade, inaugurada no CascaiShopping a 2 de Novembro de 1993. Era o início de uma expansão que, eventualmente, veria a Mango operar mais de cinco dezenas de lojas em território nacional, e tornar-se um dos nomes mais reconhecíveis do comércio de vestuário em Portugal, muito graças à oferta algo mais sofisticada e estética do que as da concorrência – mais perto de um Cortefiel do que de uma Zara ou Bershka, e mais coadunante com o público ligeiramente mais velho que a cadeia pretendia atingir.


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A loja do CascaiShopping, a mais antiga ainda em actividade.


E a verdade é que esta estratégia resultou em pleno, garantindo à Mango uma clientela demograficamente diversificada, grande parte da qual continua até hoje a visitar as lojas da marca – e, no caso das clientes mais jovens da época, a 'apresentá-la' também às novas gerações. Os cortes, padrões e acessórios, esses, continuam tão intemporais e clássicos como sempre (uma das imagens de marca da cadeia) tornando as suas peças adequadas a qualquer ocasião, e fáceis de 'transitar' de um ano para o outro sem parecerem antiquadas, e continuando a garantir o sucesso da marca como fornecedora de 'básicos' para o dia-a-dia, sobretudo para o público feminino.


E a verdade é que, embora não esteja imune a algumas controvérsias – a mais recente das quais ligada à actual guerra na Ucrânia – a cadeia fundada pelos irmãos Andic há mais de quatro décadas, e presente em Portugal há mais de três, não parece dar sinais de abrandar, quer na sua expansão, quer no volume de vendas, continuando a figurar entre as favoritas dos consumidores portugueses no sector do vestuário, o que faz prever uma presença continuada em Portugal, senão durante mais três décadas, pelo menos no futuro mais próximo.


 

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