NOTA: Este 'post' é respeitante a Sábado, 20 de Dezembro de 2025.
As saídas de fim-de-semana eram um dos aspetos mais excitantes da vida de uma criança nos anos 90, que via aparecerem com alguma regularidade novos e excitantes locais para visitar. Em Sábados alternados (e, ocasionalmente, consecutivos), o Portugal Anos 90 recorda alguns dos melhores e mais marcantes de entre esses locais e momentos.
Para qualquer criança, independentemente da época em que vive, um passeio às lojas sumptuosamente decoradas e pejadas de sugestões de presentes constitui um dos pontos altos da época natalícia. No entanto, para a geração nascida e crescida durante as últimas décadas do século XX, esta experiência poderá ter sido algo prejudicada (ou melhorada, dependendo do ponto de vista) por uma decoração em particular, ainda hoje vista em alguns estabelecimentos, apesar de com bastante menos frequência: os Pais Natais animatrónicos.

Exemplos modernos da decoração em causa.
Do tamanho e dimensões aproximadas de uma criança pequena - o que apenas aumentava o 'factor susto' - e movimentos necessariamente robóticos, rígidos e abruptos, estes 'bonecos' eram presença frequente nas lojas da época, e o efeito que criavam (aquele que hoje conhecemos por 'uncanny valley', mas que, à época, ainda não tinha denominação) criava na maioria das crianças uma dualidade entre o medo e o fascínio que, ao mesmo tempo, as atraía e repelia quanto aos mesmos. E ainda que seja de duvidar que estas figuras algo 'toscas' suscitem a mesma reacção nas gerações actuais - habituadas a 'sustos' bastante maiores nos meios digitais - o facto é que as mesmas marcaram a geração hoje na casa dos vinte e muitos a quarenta e muitos anos, para quem faziam tanta parte do Natal como qualquer outra decoração ou iluminação de rua.
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