NOTA: Este 'post' é respeitante a Quarta-Feira, 2 de Abril de 2025.
Em quartas-feiras alternadas, falamos sobre tudo aquilo que não cabe em nenhum outro dia ou categoria do blog.
Em tempos, falámos neste 'blog' da apetência dos jovens portugueses por animais exóticos durante a última década do século XX, e do risco e crueldade acidental que esse gosto acarretava. Se as iguanas e araras eram a face mais visível do sofrimento desse tipo de animal, no entanto, outro havia cuja 'adopção' (inevitavelmente temporária) se poderia também considerar quase uma 'pena de morte', por motivos de infeliz ignorância de quem o levava para casa.

Falamos dos grilos, vendidos na Primavera de Norte a Sul de Portugal, em pitorescas e multi-coloridas gaiolas que não deixavam de atrair o 'olho' sempre atento da pequenada (e, em muitas ocasiões, apanhados pelos próprios jovens na natureza circundante). O problema, no entanto, era o mesmo que, à época, assolava os peixes 'betta' – nomeadamente, o desconhecimento dos requerimentos mínimos para cuidar de um animal destes, o que levava muitos 'donos' a deixarem os pobres insectos na mesma gaiola onde haviam sido adquiridos, e que mal permitiam ao animal mexer-se. O resultado era a inevitável redução, a breve trecho, do número de grilos em cativeiro, e consequente desgosto do jovem proprietário, que decerto antevira um período de pelo menos alguns meses com o seu novo animal de estimação.
Felizmente, este é mais um caso em que as novas sensibilidades para com as necessidades dos animais nutriram resultados, já que o comércio de grilos em cativeiro rapidamente se reduziu, estando hoje 'arredado' do Portugal moderno, e subsistindo apenas em locais como a China. Uma vitória clara para a ecologia e os direitos dos animais, e para a sobrevivência dos grilos enquanto espécie, que ninguém porá em causa ou contestará, por mais atractivas que fossem aquelas 'gaiolinhas' da infância...
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