Ser criança é gostar de se divertir, e por isso, em Domingos alternados, o Anos 90 relembra algumas das diversões que não cabem em qualquer outra rubrica deste blog.
No nosso último post, abordámos o tradicional jogo do pião, o qual, apesar de se encontrar em ocaso de popularidade em finais do século XX, divertia ainda muitas crianças de Norte a Sul do País. Nesse post, referimos ainda a existência de um outro tipo de pião, de características, uso e finalidade ligeiramente diferentes; é, precisamente, esse o brinquedo que nos ocupará a atenção neste Domingo Divertido.

Quase certamente parte integrante da infância dos portugueses nascidos nos últimos anos da década de 80 e primeiros da seguinte (altura na qual deixaram de ser tão prevalentes ou populares) estes brinquedos eram um clássico da era pré-hipermercados, sendo frequentemente comercializados nas lojas de brinquedos tradicionais, de bairro, e sendo uma excelente opção para um 'presente improvisado' numa Saída de Sábado ou visita dos avós ao fim-de-semana, mais ou menos ao mesmo nível dos conjuntos mais básicos da LEGO, Playmobil ou Pinypon. Talvez fosse essa a razão pela qual este produto marcasse presença nos quartos de tantas crianças abaixo de uma certa idade durante o referido período da História – ou talvez esse fenómeno se prendesse com o facto de estes instrumentos conseguirem, efectivamente, proporcionar largos momentos de diversão durante uma tarde 'preguiçosa' em casa.
O modo de operar estes piões musicais (à falta de melhor nome) era tão simples e intuitivo quanto apelativo e viciante: bastava empurrar para baixo a manivela localizada no topo do brinquedo, e logo o mesmo começava a girar, criando uma espécie de 'animação' rudimentar com os motivos que o decoravam, ao mesmo tempo que emitia uma melodia ao estilo 'caixa de música'. Uma combinação que, ligada ao elemento táctil de fazer 'arrancar' o brinquedo, o tornava por demais apelativo para a sua demografia alvo de crianças abaixo dos cinco ou seis anos, sendo capaz de prender a sua atenção durante largos minutos.
Tal como tantos outros dos brinquedos de que aqui falamos, no entanto (entre eles o 'outro' tipo de piões) também estas caixinhas de música giratórias acabaram por perder o interesse com a chegada de novas e excitantes possibilidades tecnológicas; de facto, hoje em dia, numa era em que até as crianças mais pequenas têm 'tablets' nas mãos enquanto passeiam de carrinho, um brinquedo como este fica algures entre o caricato e o pitoresco. Quem cresceu na era pré-digital, no entanto, certamente saberá o nível de diversão que algo tão simples conseguia proporcionar, e terá talvez até ficado com vontade de ir procurar o seu próprio exemplar 'vintage', da infância, para dar aos filhos...
Olá.
ReplyDeleteSou um grande fá deste blog, pois também um nostálgico por natureza.
Não sei se aqui já foi falado, mas lembro-me de umas cadernetas de autocolantes, dos anos 90, que acho que vinham com o Bollycao, e eram logotipos de marcas. Muitas marcas. Saberá do que estou a falar?
Também me lembro de outro, muito emblemático para mim, mas não tenho a certeza onde arranjávamos esses autocolantes. Provavelmente, também no Bollycao. E era uma caderneta com muitas raças de cães, com as fotos de cada um.
Ficaria extremamente sensibilizado se fosse possível encontrar arquivos disso.
Muito obrigado.